AVISO

OS COMENTÁRIOS, E AS PUBLICAÇÕES DE OUTROS
NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO ADMINISTRADOR DO "Pó do tempo"

Este blogue está aberto à participação de todos.


Não haverá censura aos textos mas carecerá
obviamente, da minha aprovação que depende
da actualidade do artigo, do tema abordado, da minha disponibilidade, e desde que não
contrarie a matriz do blogue.

Os comentários são inseridos automaticamente
com a excepção dos que o sistema considere como
SPAM, sem moderação e sem censura.

Serão excluídos os comentários que façam
a apologia do racismo, xenofobia, homofobia
ou do fascismo/nazismo.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

O Lápis Azul que riscou Portugal



riscou notícias, fados, peças de teatro e livros, apagou anúncios publicitários, caricaturas e pinturas de parede.

 

 

Sendo proibida qualquer referência ao material censurado, poucas foram as oportunidades de ver o que se perdeu.

 

 

O Lápis Azul


A Censura do Estado Novo, que vigorou 48 anos, desde o Golpe Militar de 28 de Maio de 1926 aos regimes de Oliveira Salazar e Marcello Caetano.



A Comissão da Censura é instituída a 22 de Junho de 1926


Captura de ecrã 2015-04-25, às 10.48.26.png








































Os jornais passam a ser obrigados a enviar a esta comissão quatro provas de página e a não deixar em branco o espaço das notícias censuradas.
A implicação desta medida causa a indignação nas redacções.
Em 1933 a Censura viria a ser legalmente instituída através da Constituição.

Começa assim a saga do lápis azul

que conhecerá dois momentos.
Um até Setembro de 1968, sob a alçada de António de Oliveira Salazar e com a designação de Comissão da Censura.
O outro com a nomenclatura de Comissão do Exame Prévio durante o governo de Marcello Caetano, que só terminará a 25 de Abril de 1974.


 
A actuação do censor variava entre a proibição total da matéria submetida a exame e a aprovação com cortes.
Entre a actualidade informativa algumas temáticas pareciam mais "predispostas" a receber o carimbo "Cortado".





A censura estendia-se a outros domínios que não a Imprensa.
A realização de um espectáculo público dependia de uma solicitação de autorização submetida à Comissão da Censura. E nem as letras dos fados a serem cantados escapavam ao exame da Inspecção dos Espectáculos, Serviços de Censura.



A censura é tão antiga quanto a sociedade humana

portugaldeantigamente.blogs.sapo.pt

Sem comentários: