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domingo, 16 de agosto de 2015

UM “RECORD” POUCO (OU QUASE NADA) FALADO


“(…) Portugal é detentor do Recorde Europeu da Rotatividade Laboral. Para quem tenha dúvidas acerca do que isto significa, convém que nos apressemos a descascar a fórmula e a ver o que tem dentro: este recorde significa que os trabalhadores portugueses são, entre todos os que trabalham na Europa, os que mais estão sob o risco iminente de serem despedidos e substituídos por camaradas que também não se demorarão muito tempo naquele posto de trabalho e por sua vez serão substituídos por outros trabalhadores. Trata-se, pois, de um rodopio um pouco sinistro mas que decerto tenderá a beneficiar alguém: os empregadores (palavra que agora é de uso utilizar em vez de «empresários» e mais ainda em vez de «patrões», pois isto do manuseio vocabular tem importância política) que assim se vêem livres de compromissos a médio ou longo prazo com a mão-de-obra que arregimentam.
(…)” 
Correia da Fonseca 
em TVisto,
 – Edição Nº2176  –  13-8-2015

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