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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Procura mundial de crude cresce ao ritmo mais rápido dos últimos 5 anos


A procura mundial de petróleo está a crescer ao ritmo mais rápido dos últimos cinco anos, apoiada pela recuperação económica e pelos baixos preços do crude, o que compensa o aumento da oferta.
NYUNT WIN/EPA
Autor
  • Agência Lusa

    A procura mundial de petróleo está a crescer ao ritmo mais rápido dos últimos cinco anos, apoiada pela recuperação económica e pelos baixos preços do crude, o que compensa o aumento da oferta, anunciou a Agência Internacional da Energia.
    No seu relatório mensal, a Agência Internacional da Energia (AIE) afirma que a procura irá crescer 1,6 milhões de barris diários este ano, mais 260.000 barris do que os calculados no seu último relatório, o que supõe “o maior aumento em cinco anos”.
    Apostando por uma manutenção da recuperação da economia, a AIE calcula que em 2016 a procura será de mais 1,4 milhões de barris diários, 410.000 mais do que os calculados até agora.
    Em paralelo, a Agência considera que haverá paulatinamente um ajuste à oferta, a razão pela qual os preços do crude caíram nos últimos meses e que provocou uma redução na extração, em particular nos Estados Unidos.
    Em julho já se notou uma queda na oferta, menos 600.000 barris diários, sobretudo graças à queda de produção nos países não membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
    A AIE assinalou que o equilíbrio entre a oferta e a procura não será alcançado antes do final do próximo ano devido a uma política dos países da OPEP de manter uma produção elevada, reduzindo os preços.
    O barril situa-se atualmente abaixo dos 50 dólares, bastante longe dos 115 dólares de junho de 2014.
    A manter-se o atual ritmo de produção na OPEP, cerca de 31,7 milhões de barris diários em 2016, a oferta será na segunda metade de este ano superior à procura em 1,4 milhões de barris, o que colocará à prova as capacidades mundiais de armazenamento de crude, assinalou a AIE.
    A Agência explicou que as suas previsões não têm em conta um possível aumento da produção iraniana como consequência do levantamento das sanções internacionais depois de ter assinado um acordo sobre a sua política de energia nuclear.

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