AVISO

OS COMENTÁRIOS, E AS PUBLICAÇÕES DE OUTROS
NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO ADMINISTRADOR DO "Pó do tempo"

Este blogue está aberto à participação de todos.


Não haverá censura aos textos mas carecerá
obviamente, da minha aprovação que depende
da actualidade do artigo, do tema abordado, da minha disponibilidade, e desde que não
contrarie a matriz do blogue.

Os comentários são inseridos automaticamente
com a excepção dos que o sistema considere como
SPAM, sem moderação e sem censura.

Serão excluídos os comentários que façam
a apologia do racismo, xenofobia, homofobia
ou do fascismo/nazismo.

sábado, 15 de agosto de 2015

OS ÚLTIMOS MINUTOS DE HITLER, O BUNKER, OS SÓSIAS, A MORTE

HITLER E GOEBELS COM HEINZ LINGE AO FUNDO


Viu o céu pela última vez a 20 de Abril. Dias depois decidia: “Prefiro meter uma bala na cabeça a abandonar Berlim.” E assim foi. “Esperem pelo homem que há-de vir”, disse na despedida.


Cerca de meia hora antes de disparar o tiro com que acabou com a sua vida, há 70 anos, Adolf Hitler recusou pela quinta vez em poucos dias abandonar Berlim. “Não”, disse a Goebbels, “a minha decisão é irreversível.” Depois despediu--se do seu ministro da Propaganda. Este poria fim à vida um dia depois do Führer. Goebbels, um dos mentores da Solução Final, foi o único do núcleo duro nazi que acompanhou o líder até à última hora: Himmler, Goering ou Ribbentrop, por exemplo, já há muito se tinham feito à vida. Eles e milhares de berlinenses que começaram a fugir assim que souberam que os soviéticos se aproximavam da capital alemã. A fuga intensificou-se a partir de 21 de Abril: “Milhares de pessoas deixaram a cidade em direcção a ocidente, de autocarro, de carro, de carroça, bicicleta ou a empurrar carrinhos de bebé. Uma massa humana teve de se deslocar a pé. Filas infinitas arrastavam-se para fora da cidade.” Entre estes milhares de fugitivos também se encontravam funcionários estatais e militares que, “munidos de documentos falsos, viravam costas a Berlim sem autorização.”

A descrição é baseada em relatos e anotações de dois homens que acompanharam de perto os últimos dias de Hitler, Heinz Linge e Otto Günsche. O primeiro pertenceu à guarda pessoal de Hitler desde 1935 e chegou a 1945 como chefe do serviço do pessoal do Führer. Já Günsche era desde 1943 o responsável pela agenda político-militar de Hitler. Foi a estes dois colaboradores que Hitler pediu que cremassem o seu corpo. Capturados pelos soviéticos a 3 de Maio, foram separados e interrogados separadamente de 1946 a 1949 pelos serviços secretos soviéticos (NKVD) no âmbito da Operação Mito, missão para reconstruir os últimos dias de vida de Hitler. Os seus testemunhos, lado a lado com a documentação recolhida pelo NKVD e com informações obtidas em vários interrogatórios a outros prisioneiros alemães próximos de Hitler levaram à elaboração do “Livro de Hitler”, o relatório final da Operação Mito, entregue a Estaline no final de 1949. Este relatório só recentemente ficou acessível, tendo Henrik Eberle e Mathias Uhl, historiadores alemães, editado uma edição traduzida e anotada do mesmo, cuja versão portuguesa chegou a Portugal pela mão da Alêtheia Editores. É esse livro, que abrange o período 1933-1945, que serve de base a esta síntese.
O último céu A 30 de Abril de 1945, Hitler já não via o céu há dez dias. E morreria sem voltas a vê-lo. A última vez que pôs os pés fora do bunker foi no seu 56.o aniversário, a 20 de Abril, e quase obrigado. Já muito debilitado, esmagado pela derrota iminente e por problemas de saúde que já se arrastavam há muito tempo, às 15h do dia do aniversário o líder do III Reich foi ao jardim por cima do seu refúgio receber felicitações de várias delegações. “Depois, cansado, Hitler levantou a mão direita e regressou ao bunker. Naquele dia Hitler viu o céu pela última vez.”.


 O BUNKER DE HITLER







A pressão russa sobre Berlim crescia a cada minuto que passava. “Os russos já estão assim tão perto?”, questionava o ditador um dia depois do seu aniversário. Os rumores de que Hitler estava prestes a sair da capital também iam crescendo, para alívio dos seus colaboradores mais próximos, desejosos de escapar da pinça soviética que se fechava sobre Berlim. Mas enganavam-se: o Führer foi rápido a desmentir os rumores da fuga iminente de Berlim mas permitiu que os elementos não essenciais abandonassem a cidade: “É evidente que todas as pessoas dispensáveis devem deixar Berlim. As minhas coisas pessoais e o arquivo militar devem ser levados para Obersalzberg [o ‘Ninho de Águia’, retiro de Hitler]. Comigo fica apenas o círculo mais restrito do meu estado-maior.” Este círculo só teria ordem para fugir a 30 de Abril, quando Hitler, já decidido a pôr fim à vida, redige as suas últimas ordens. Eram 8 horas. O seu estado-maior devia fugir do bunker em pequenas unidades e tentar juntar-se às poucas tropas alemãs que ainda combatiam, mas só depois de incinerarem os corpos de Adolf e Eva.
A ideia do suicídio Apesar de Hitler sempre se ter recusado a sair de Berlim, os colaboradores que se encontravam com ele na cidade alemã mantinham a esperança de que o líder acabasse por ceder.

As tropas nazis tinham em carteira um plano de assentar nos Alpes bávaros o último bastião defensivo do regime, mas o ditador nem quis ouvir falar dessa opção. Confrontado com o aumento das brechas na frente alemã e tendo já sido obrigado a trocar os mapas das frentes oriental e ocidental por mapas de Berlim e arredores nas reuniões com o seu estado-maior, Hitler aborda o tema do suicídio pela primeira vez num ataque de fúria contra os seus líderes militares – o enésimo de milhares. “Não posso continuar a comandar nestas condições”, gritou quando foi informado dos recuos sucessivos das unidades alemãs, empurradas pelos soviéticos. “A guerra está perdida! Mas, meus senhores, se acham que vou abandonar Berlim, estão muito enganados! Prefiro meter uma bala na cabeça!” Segundo os redactores do relatório para Estaline, mal foi proferida esta frase “gerou-se um caos indescritível! Muitos apressaram-se a beber uns goles de conhaque”. Hitler de seguida telefona a Goebbels e pede-lhe que se mude com mulher e os filhos para o bunker, pois estava tudo acabado. O suicídio passava à fase de planeamento.
enforcamentos e casamentos A 23 de Abril, dia em que a família Goebbels se muda para o bunker, Eva Braun, aproveitando o abrandamento dos bombardeamentos, pede a Heinz Linge que a acompanhe numa volta ao jardim por cima do bunker. Neste passeio, a companheira de Hitler admite a hipótese de suicídio, comentando com o futuro prisioneiro de Estaline “o desejo de morrer como esposa legítima de Hitler”. O desejo seria realizado numa cerimónia cinco dias depois. Mas enquanto a sua namorada pensava em casar, Hitler pensava na forca.

Os relatos sobre o crescente número de berlinenses a pôr bandeiras brancas e vermelhas às janelas para serem vistas pelas tropas soviéticas assim que entrassem em Berlim, assim como sobre a multiplicação de deserções e de militares escondidos – refugiaram-se em casa, escondendo tudo o que os associasse aos nazis – levou a que Hitler enviasse uma divisão das SS para os perseguir. “Dei ordens para que os culpados sejam mortos a tiro ou enforcados em lugares visíveis”, comunicou Goebbels. A divisão das SS acabou por prender um grupo de oficiais e soldados: foram enforcados na estação de Friedrichstrasse. “Ao peito foi-lhes pendurado um letreiro que dizia: ‘Estou aqui pendurado porque não cumpri as ordens do Führer!’”

O cerco soviético a Berlim fecha-se de 24 para 25 de Abril, noite em que o derrotado, deprimido e débil Adolf dá ordens para que se queime toda a documentação sensível que ainda está em Berlim. O tema do suicídio volta à mesa das reuniões de Hitler. O general que defendia o Sul da cidade dá um tiro na cabeça quando percebe que não travou o avanço soviético. “Por fim , um general com coragem”, saúda Hitler.

O plano de suicídio Nesta altura já o líder nazi tinha delineado a sua morte. Nos seus serões, que se arrastavam madrugada dentro, não falava de outra coisa. Um tiro? Veneno? Cortar as veias? Qual a melhor forma? Uma decisão difícil, portanto. “Na companhia de Fräulein Braun, vou matar-me diante do acesso ao bunker, no jardim da chancelaria do Reich. Não há outra saída. Traga gasolina para regar os nossos corpos e queimá-los. Em caso algum deverá deixar o meu cadáver cair nas mãos dos russos. Enviar-me-iam com prazer para Moscovo, onde me exporiam como no circo.” O pedido foi feito a Linge, que o respeitaria escrupulosamente. Martin Bormann, secretário pessoal de Hitler, pede--lhe nesta altura que entre em contacto com as forças norte-americanas para tentar um entendimento com os Aliados, que avançavam vindos de Ocidente. “Já não tenho autoridade para isso. Isso vai ter de ser feito por outro, no meu lugar. Esta é inevitavelmente a conclusão a que tenho de chegar”, rematou o líder do partido nazi, agora um homem “completamente transtornado” e que mal se aguentava de pé sem se apoiar com as mãos.

Os combates já estavam entretanto nas ruas de Berlim, com os soviéticos a penetrar em cidade adentro graças aos túneis de metro, onde se encontrava grande parte da população berlinense refugiada. “Hitler perguntou se podia ser usado gás fulminante nos corredores de metro”, tal como foi feito aquando do levantamento de Varsóvia – no Verão de 1944 e que durou 63 dias –, tendo também equacionado mandar inundar estes túneis, apesar do número de civis que lá se encontravam. As ideias encontraram muita resistência dos oficiais alemães reunidos com Hitler e acabaram por não ser postas em prática: a primeira porque os oficiais responderam não ter gás fulminante, a segunda provavelmente por desobediência.

Com as tropas russas já a avançar por Berlim, a capitulação tornou-se uma certeza quando a 27 de Abril foi sabido que uma ofensiva alemã para tentar quebrar o cerco tinha sido neutralizada. Neste dia já os soviéticos dominavam os subúr-bios e a periferia de Berlim, cidade reduzida a dois dias de mantimentos.

Já a uma distância relativamente curta do núcleo governativo de Berlim, os militares russos começaram a martelar o mesmo com os lança-mísseis Katyusha. A tomada do bunker estava iminente. A 28 de Abril foi comunicado a Hitler que os russos se encontravam perto da Wilhelmstrasse, a 1200/1300 metros da chancelaria do Reich, por baixo do qual se encontrava o refúgio. Estava na hora de cumprir e escrever os desejos finais.

Ainda a 28 de Abril, Adolf e Eva casam. “Saíram dos seus quartos de mão dada.” Hitler prendeu no casaco a insígnia de ouro do partido, a Cruz de Ferro de primeira classe e a condecoração por ferimentos em combate na Grande Guerra. Eva Braun estava com um vestido azul--escuro de seda e uma capa cinzenta. A cerimónia não durou 10 minutos e a noite de núpcias foi passada com Hitler a ditar o testamento a uma das secretárias. A 29 de Abril, com disparos a caírem ininterruptamente no bunker, Hitler decide que vai morrer com um tiro na cabeça. Já Eva Braun tomará cianeto. Para evitar surpresas, ensaia-se o cianeto na cadela de Hitler, Blondi: na noite de 29 para 30 de Abril, “a cadela foi envenenada na casa de banho”.
O último dia Sem conseguir dormir há   dias, dadas as explosões incessantes, às 8h da manhã de 30 de Abril, Hitler redige então a ordem para que todos os que ainda estavam no bunker fujam depois de o incinerarem. Relembrou que em caso algum o seu corpo devia cair em mãos soviéticas. “Os olhos de Hitler, que outrora irradiavam fogo, estavam extintos.”
Reuniu-se pela última vez com os colaboradores, “esboçou um gesto de despedida com o braço direito e deu meia volta”. Só ao início da tarde é que foram entregues no bunker dez latas com gasolina. Às 15h10 foi a vez de Eva Braun se despedir dos companheiros de refúgio. Magda Goebbels pediu-lhe para falar com o Führer uma última vez. Às 15h40, o casal Goebbels defende que ainda é possível tentar fugir de Berlim. “É irreversível!” No regresso aos aposentos, Hitler cruza-se com Linge. “Tenta avançar para ocidente, com um pequeno grupo”, recomenda-lhe. “Mas por quem havemos de avançar?”, questiona Linge. “Pelo homem que há-de vir!”, profetiza Hitler.

O casal Hitler fecha-se então na sala de trabalho do bunker. Passavam poucos minutos das 16h quando Linge, à porta da sala, declara: “Acho que acabou.” Entrou na sala e viu o seguinte quadro: “À esquerda, no sofá, estava Hitler, sentado. Estava morto. A seu lado, Eva Braun, também morta. Na têmpora esquerda de Hitler era visível uma pequena ferida de bala, do tamanho de uma pequena moeda. Duas gotas de sangue escorriam-lhe pela face.” Linge pegou em cobertores, embrulhou os corpos e estes foram incinerados à porta do bunker.

No dia seguinte foi a vez da família Goebbels. Primeiro Hilde, Holde, Helke, Heike e Heiner foram “suicidados” às 16h, com café envenenado. Só às 22h do mesmo dia é que Joseph e Magda tomariam o mesmo caminho. A 2 de Maio, Berlim rendia-se.

(i)

A morte de Adolf Hitler versão I


Gustav Weler, era assim que se chamava o sósia de Adolf Hitler, que morreu com um tiro na testa e que confundiu os Russos, fazendo-os pensar que era do Fuher que se tratava.
O cadáver do “sósia” foi enviado a Moscovo para análise e descobriram que o corpo era de um político alemão chamado Gustav Weler, executado com um tiro na testa, não se sabe a mando de quem. Acredita-se que tenha sido executado no dia 30 de abril com o objetivo de confundir o paradeiro de Hitler. 
 Hitler  possuía três sósias que a cerca de 8 metros de distancia eram muito parecidos com ele. O corpo que acreditavam ser de Hitler tinha um furo de bala na testa e meias costuradas [ninguém acreditava que Hitler usaria meias costuradas] além de ser cinco centímetros mais baixo que o Fuhrer.


Em abril de 1945 o horror e a ambição nazista davam os seus últimos suspiros. Berlim, cidade programada por Hitler para ser a capital de um império de mil anos, via-se cercada, do oeste vinham os exércitos dos aliados ocidentais, do leste os exércitos soviéticos. O festim final seria feito por quem chegasse primeiro.
No dia 2 de maio, os últimos alemães defensores de Berlim capitulavam diante dos soviéticos.Quando os soviéticos entraram no Bunker viram um cadáver de um homem com bigode o que  fez os soldados acreditarem por um momento que era de Hitler. Numa observação detalhada, concluíram que era um sósia do chefe nazista. Surgiu a suspeita de que Hitler teria fugido, eliminando o seu sósia.


As dúvidas sobre a morte de Hitler perdurariam por décadas

Dois corpos carbonizados e enterrados em uma cratera a três metros da porta do bunker são encontrados. Autópsias secretas são feitas, sem jamais serem reveladas ao mundo. Aqueles corpos eram de Adolf Hitler e da sua companheira Eva Braun, que se haviam suicidado momentos depois de se casarem.

As operações obscuras dos soviéticos, a omissão dos fatos, criaram lendas e dúvidas em torno da morte de Hitler. Por mais de uma década o FBI (Federal Bureau of Investigation), serviço de inteligência norte-americano, empreendeu uma caçada ao redor do mundo, perseguindo falsas informações que diziam que Hitler estaria a viver com um novo rosto nos Estados Unidos, no Japão, no Brasil, na Colômbia e, a hipótese mais investigada, na Argentina. Sem saber das autópsias, o próprio Stálin acreditava que o líder nazi estivesse vivo. 

As conclusões finais só viriam com o fim da União Soviética, em 1991, quando documentos secretos foram apresentados ao mundo. Em 2000, a parte superior de um crânio, atribuída a Hitler, foi a atração de uma exposição realizada em Moscou para comemorar os 55 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. Alguns historiadores duvidaram da autenticidade do crânio, que segundo eles, só poderia ser confirmada mediante a análise do DNA. A dentição seria confirmada pelo legista alemão Mark Benecke, em 2003, em um documentário para o canal da National Geographic.



















Os Ultimos Dias

Os supostos últimos momentos de Hitler foram marcados pela tensão. No dia 29 de Abril recebeu a notícia de que o aliado e ditador fascista, Benito Mussolini, juntamente com a sua amante, Clara Petacci, tinham sido fuzilados e pendurados em praça pública, tendo os corpos mutilados.


Mussolini Morto
Mussolini Morto

















Hitler começou a executar o plano final da sua vida. Após testar o cianeto na sua pastor almão Blondi, chamou as secretárias, entregando-lhes cápsulas do veneno, caso quisessem usar quando chegassem as tropas russas.
Por volta das três da manhã do dia 29 de abril, Hitler casou-se formalmente com Eva Braun. Para realizar a cerimonia  Goebbels mandou vir um juiz municipal, Walther Wagner, que estava lutando em uma unidade da Volkssturm, a alguns quarteirões do bunker. A noiva começou a assinar a certidão de casamento como Eva Braun, mas deteve-se, riscou o B e escreveu Eva Hitler, nascida Braun. Bormann e Goebbels assinaram como testemunhas. 
Eva Braun






















Eva Braun foi amante de Hitler por mais de doze anos. Tornar-se esposa era um velho sonho de Eva, que o führer nunca lhe concedeu, pois tinha a convicção que um casamento iria atrapalhar a sua vida política e de líder do Reich. Já sem saída, à beira do fim, acedeu ao último desejo de Eva Braun. 

O sonho da jovem esposa duraria apenas trinta e seis horas.


A festa de casamento trazia uma atmosfera sombria, tendo como fundo musical às bombas sobre Berlim. Um cheiro a fumo provinha do exterior e deixava o ar do bunker quase que irrespirável. Alguns convidados deixaram às comemorações furtivamente. 

O próprio Hitler retirou-se da festa, convocando a sua secretária particular Traudl Junge, para que redigisse um documento, que chamou de testamento pessoal, ordenando que ela fizesse mais três cópias.


Morte e incineração dos Corpos


Por volta das 14h30, o motorista do führer, Erich Kempka, recebeu ordem de levar duzentos litros de gasolina para o jardim da chancelaria. Kempka teve dificuldades em conseguir tanto combustível, conseguindo juntar cento e oitenta litros, levando-os para a saída de emergência do bunker. Hitler não queria que lhe sucedesse o mesmo fim de Mussolini. Para que o seu corpo não fosse exposto em praça pública como troféu de vitória dos inimigos, pediu a seu guarda costas Otto Gunsche, que destruísse os seus restos mortais.
Às 15h00, o führer fez a sua última refeição, sem o acompanhamento de Eva Braun. Ao seu lado estavam as secretárias Traudl Junge e Gerda Christian, e a sua cozinheira Constanze Manzialy. Após a refeição, foi buscar a mulher no quarto. Reuniu no corredor em frente aos seus aposentos todos aqueles colaboradores mais íntimos, que lhe acompanharam até o último momento, entre eles Goebbels, Bugdorf, Artur Axmann, Heinz Linge, Hans Krebs, as secretárias e a cozinheira. Um a um Hitler apertou as mãos, em agradecimento. Terminada a despedida, retirou-se com a mulher para os seus aposentos. Hitler ordenou aos seus colaboradores que esperassem dez minutos, depois entrassem.Cerca de dez minutos depois, às 15h30, Heinz Linge abriu a pesada porta, deparando-se com o último horror de Hitler. Bormann, Goebbels, Gunsche e Axmann também entraram. Mais tarde, descreveriam a cena macabra:
Hitler estava no sofá, ao lado de Eva Braun, ambos mortos. No chão havia duas pistolas, mas só Hitler usara a sua, desferindo um tiro na boca. A bala vazara-lhe a têmpora do lado direito. No tapete ao lado do sofá, formava-se uma poça de sangue. Na parede e no próprio sofá, estavam respingos de sangue. Dois filetes de sangue escorriam da sua face. A julgar pelo pouco sangue que vertia do führer, os seus colaboradores chegaram à conclusão de que ele havia ingerido primeiro uma cápsula de cianeto, em seguida desferira o tiro. Eva Braun fizera uso apenas o cianeto.

















Do lado de fora do bunker, granadas russas explodiam ensurdecedoramente no jardim da chancelaria. Entre intervalos dos bombardeios, Heinz Linge providenciou a retirada dos corpos do bunker. Otto Gunsche e Linge envolveram o corpo de Hitler em um cobertor, que lhe cobriu o rosto desfigurado, transportando-o para o jardim.Os bombardeios dificultavam a queima dos cadáveres. Numa cratera feita por uma bomba a dois metros da saída do bunker, os corpos dos suicidas foram postos lado a lado. Martin Bormann descobriu o rosto de Hitler, olhou-o uma última vez, depois o cobriu novamente. Os cento e oitenta litros de gasolina trazidos por Kempka foram jogados sobre os corpos. Heinz Linge lançou um pedaço de tecido em chamas, provocando uma grande chama. Enquanto os corpos ardiam, Goebbels, Gunsche, Bormann, Axmann, linge, Hewel, Rattenhuber e Schaedler, ergueram a mão direita na saudação nazista de despedida, voltando ao bunker. Era o fim de Adolf Hitler.

O Bunker

Soldado Soiético no Bunker 




























No dia 2 de maio de 1945, os soldados do Exército Vermelho soviético capitularam Berlim. Tropas do III Exército entraram no bunker, último reduto de resistência do que restara do III Reich. Tinham como missão capturar Hitler, vivo ou morto.
O ambiente encontrado pelos soldados era de completo horror. Os primeiros corpos encontrados foram dos generais Krebs e Bugdorf, que seguindo o exemplo de Hitler, mataram-se com cianeto. No jardim da chancelaria encontraram os corpos calcinados de Joseph Goebbels, da sua mulher Magda e no bunker, os dos seus seis filhos.
Filhos de Goebbels



















No dia anterior, 1 de maio, após a morte de Hitler e Eva Braun, Goebbels reuniu-se com a mulher e os seis filhos: Helga, de 12 anos; Hilda, 11; Helmut, 9; Holde, 7; Hedda, 5; e, Heide, 3. Magda, fingindo dar remédio aos filhos, matou com doses de cianeto todos os seis. Em seguida, saiu com o marido do bunker. Magda Goebbels ingeriu uma cápsula de cianeto, enquanto o marido desferia-lhe um tiro na nuca. Joseph Goebbels prosseguiu o ritual macabro, inserindo cianeto seguido de um tiro. 

Autópsias Mistérios e duvidas

Mais tarde, após a confirmação de que o corpo encontrado na fonte era mesmo de um sósia de Hitler, as buscas recomeçaram. Interrogados, chefes nazistas declararam que Hitler e Eva Braun foram queimados. No dia 5 de maio, Klimenko voltou ao jardim da chancelaria, ordenando a dois soldados que cavassem a cratera desprezada algumas horas antes.
Local onde o cadáver de Hitler foi encontrado




















Os corpos foram retirados para que fossem exumados. O corpo de Hitler apesar de quase completamente carbonizado, segundo relatos de um soldado soviético, trazia a cabeça intacta, apesar da parte de trás estar estraçalhada. Os restos mortais foram postos em caixas de munições, e levados em sigilo pelos homens do Smersh, para uma clínica de Buch, nos subúrbios de Berlim, para serem autopsiados. No dia 8 de maio de 1945, considerado o dia da vitória, cinco legistas do Exército Vermelho examinaram em segredo, os corpos carbonizados. Chegaram à conclusão de que tanto o homem quanto à mulher tinham sido envenenados. Para a realização de um exame dentário, o Smersh convocou Kathe Heusermann, assistente do dentista de Hitler. Interrogada, ela esboçou um esquema da dentição do führer que correspondia ao maxilar do cadáver.

Para encerrar a missão, os agentes soviéticos, enterraram à noite, durante uma parada militar, os dois cadáveres em um bosque. Quando a unidade do Smersh de Berlim foi mudada para uma nova instalação em Magdeburgo, os seus agentes levaram os corpos de Adolf Hitler e Eva Braun, enterrando-os no seu quartel general, mantendo o local em segredo.
A descoberta e o transporte do corpo de Hitler não foram divulgados ao ocidente. Dizem que por causa de uma disputa interna entre Beria, vice-primeiro ministro de Stálin, e Abakumov, chefe do Smersh, a exumação feita foi omitida. Beria desconfiava de que o relato de Abakumov poderia ser uma farsa, e Hitler estaria vivo, escondido em alguma parte do planeta.

Em 1946, ele instaurou aOperação Mito, investigação secreta para esclarecer a morte de Hitler. Interrogou os sobreviventes do bunker, Otto Gunsche, Heinz Linge, Hans Baur e Rochus Misch. Sob pesadas torturas, eles revelaram que Hitler decidiu ser queimado após a sua morte, para que o corpo não fosse exposto em praça pública. Na tarde de 30 de abril de 1945, o casal trancou-se em seus aposentos e juntos cometeram suicídio, usando ele uma pistola e cianureto, e ela somente o veneno. 

Em junho de 1946, os prisioneiros foram levados a Berlim, indicando o local onde o führer e a mulher foram queimados e enterrados. O local correspondia minuciosamente à exumação feita pelo Smersh. O resultado do interrogatório de Beria só foi tornado público na década de 1990, quando o império soviético findou. 

A omissão das informações levou o próprio Stálin a acreditar que Hitler não havia morrido. Também os líderes dos países ocidentais tinham as suas dúvidas.
Mancha de sangue no sofá onde Hitler supostamente suicidou


O FBI norte-americano, sob a direção de John Edgard Hoover, promoveu uma caçada ao redor do mundo, em busca de pistas que sustentavam que Hitler estaria vivo, a viver em algum país da América do Sul, em particular a Argentina. Numa das versões, ele teria fugido em um submarino, rumo à América Latina. No seu refúgio na Argentina, aguardava tranqüilamente um conflito bélico entre a União Soviética e os Estados Unidos, para apresentar-se no final como um grande líder do novo mundo. Por mais fantasiosas que fossem as pistas, as dúvidas sobre a morte do líder nazista nunca deixaram de existir, e os rumores de onde pudesse estar, jamais foram ignorados.

Em 1956, os agentes norte-americanos e magistrados alemães, após três anos de intensas investigações, declarariam que Adolf Hitler teria morrido oficialmente em 30 de abril de 1945, no führerbunker da 
chancelaria, em Berlim.


Em 1970, o Smersh estava sob o controle da KGB, e suas instalações em Magdeburgo deveriam ser entregues a Alemanha.Oriental. Yuri Andropov, na época diretor da KGB, temeu que o local onde Hitler estava enterrado pudesse vir a ser transformado em um santuário neonazista, ordenou que uma operação para a destruição do corpo fosse feita. Executada em 4 de abril de 1970, a operação exumou secretamente os corpos. Supostamente, queimando-os por completo e atirando as cinzas ao rio Elba.

Com o fim da União Soviética, em 1991, todos os documentos que envolviam a morte de Adolf Hitler vieram à tona, sendo apresentados ao mundo. Eles eliminavam de vez a teoria de que o führer conseguira escapar com vida ao cerco dos aliados. Em 2000, uma exposição exibiu em Moscovo, um fragmento de crânio que seria de Hitler, o que desmentia a versão de que os seus restos mortais tinham sido totalmente destruídos e atirados às águas do Elba. Em 2003, a dentição foi identificada pelo legista alemão Mark Benecke, sendo apresentada no canal da National Geographic.
letrasdespidas.blogspot.pt

Sem comentários: