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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Não, o problema não é de marketing


Nem de incompetência. A explicação de tanto despautério é que só pela falsificação é que o PS, com ou sem D, encontra testemunhos de gente que apenas tenha empobrecido durante os governos do PSD, com ou sem D. Além dos bancos de imagens e dos equívocos, não há neste país vivalma que possa dizer «isto estava tudo bem até chegar o PSD! Alguma vez o PS me congelava a progressão na carreira?» ou «O quê? Achas mesmo que o Costa te aumentava a idade da reforma?», ou ainda «O PS, ao menos, não te aumenta mais os impostos nem te reduz para 65% o valor das baixas para 65%!».
É por isso que, depois da parceria com a IURD e da fraude dos testemunhos inventados, a solução encontrada pelos estrategas nacionais do PS é não mexer, para não feder: só uma campanha sem pessoas de carne e osso é que pode pedir «confiança» nos que ainda ontem mentiam, anteontem enganavam e um mês roubavam. Numa palavra, o problema não é o marketing, nem o director de campanha: é a História, que não se pode branquear com photoshop, como estão a tentar fazer à pele do António Costa.
No jornalismo, o direito de resposta permite às pessoas visadas rectificar, em edição próxima, qualquer informação incorrecta ou difamatória. O que aconteceria se as pessoas a quem o PS pôs palavras na boca exigissem o direito de ver publicado, nos próximos outdoors socialistas, o seu verdadeiro testemunho? E o que aconteceria se o trabalhador comum tivesse o direito de contar, em gigantescos cartazes, como vai a sua vida? E se nesses cartazes viessem os testemunhos dos que beneficiaram com os governos do PS a explicar-nos como o fizeram? Definitivamente o problema do PS não é a publicidade, é a política.

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