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domingo, 16 de agosto de 2015

Mário Vitorino Gaspar - Pior de tudo é calarem-se e não defenderem os combatentes. Sempre disse que a APOIAR não servia para transformar cada Sócio num deficiente mas para apoiar os que possuíssem PTSD de Guerra.

Caros Amigos e Amigas
Com a aprovação das Leis do Reconhecimento do PTSD de Guerra como doença, e a Criação de uma Rede Nacional de Apoio às Vítimas do Stress Pós Traumático de Guerra, seguindo-se a assinatura de um Protocolo com o Ministério da Defesa Nacional, sendo Jorge Manuel Alves dos Santos a lidar, conseguiu-se através de muito sacrifício atingir os Objectivos que levaram à constituição da APOIAR a 18 de Abril de 1994, com publicação a 11 de Novembro do mesmo ano no Diário da República. Foi reconhecida a APOIAR como IPSS e Instituição de Utilidade Pública (não foi paga qualquer quantia para tal).
A APOIAR despertou o país adormecido, e começou-se a falar da Guerra Colonial. A Guerra Colonial chegou ao Teatro e ao Cinema. Publicaram-se muitos livres sobre essa Guerra escondida e amordaçada nos baús. A APOIAR contribuiu nas Teses de Alunos Universitários, inclusive pelo menos um doutoramento. Iniciada a luta, mesmo antes dos Órgãos Sociais serem eleitos, estive nessa luta.
Por indicação e proposta do Presidente, e grande amigo Jorge Santos, que deveria merecer respeito por parte das Direcções eleitas desde Dezembro de 2005 até aos dias de hoje, fui eleito Director do Jornal APOIAR, em Janeiro de 1996. Em lugar de uma Consulta fui vítima de um julgamento, por uma Senhora Psiquiatra Doutora Lucília Bravo. Julgado, mesmo julgado, por que a Senhora considerou “consultar-me” com testemunhas: um representante da Direcção Nacional, e não sei se por acaso, a minha Psicóloga Clínica Doutora Susana Oliveira.
Nesse dia dramático para quem colaborou em tal disparate – não para eu, Mário Vitorino Gaspar – para mim foi triste, por ter combatido, fomos verdadeiros combatentes, e recebidos sempre com respeito pelos Políticos. Não esquecer a Comunicação Social e as Autarquias, a nível Nacional, que tiveram conhecimento existir quem defendesse os seus fregueses (termo pouco utilizado mas que refere os votantes). O Jornal APOIAR era enviado para todas as Câmaras e Freguesias de Portugal.
Pois quando sabia que o reconhecimento era considerado somente no papel, os Processos daqueles incapacitados na mente, eram rejeitados e sujeitos a comentários que são merecedores de atenção por parte dos combatentes. Os juízes destes Processos, devem ser os únicos a serem considerados inimigos.
Às Associações cabe o papel de vigiar o papel dos Governos.
A Rede Nacional, nunca tal foi – muito menos “nacional” – a APOIAR avisou o país, pode ser visto no Jornal APOIAR que até Janeiro de 2005 foi a Acta da APOIAR – lá se encontra vincado o trabalho da Associação.
Mas falando da triste ideia da Senhora Psiquiatra Doutora Alice Nobre, considerar que um combatente de nome Mário Vitorino Gaspar, Deficiente das Forças Armadas com Perturbações Pós Stress Traumático de Guerra – Lei nº 46/99. DR 136 SÉRIE I – A de 1999-06-16 – considera ter direito a Apoio Psiquiátrico, Psicológico e Social. 
E a Senhora retira-me o Apoio Psicológico – talvez por ser um defensor acérrimo do mesmo, desde o primeiro momento – foi a partir desse Apoio que fiquei um pouco liberto para a vida. 
Depois existe a agravante, e caso a ter em conta, como agravante de um estado de stress pós traumático – nada tenho a esconder – tinha pedido o acesso à entrada no Lar do IASFA (para mim e minha mulher, e a APOIAR sabia), a razão da minha inscrição no Lar ser tardia foi a falta de informação por parte das Associações de Combatentes. Tive conhecimento através do Presidente da ADFA, José Arruda. Espantado por julgar que a Deficiência justificava por si a inscrição, inscrevi-me, tendo sido aceite a mesma após a apresentação de Relatórios meus e de minha mulher. 
A minha mulher cega e eu sem hipóteses de a apoiar – o que sempre fiz – aqui peca mais uma vez a APOIAR por não responderem àquilo que a Psicóloga Clínica Doutora Carla Santos se propusera fazer, entrar em contacto com a minha mulher e convencê-la a ser apoiada Psicologicamente na APOIAR. Julgando que tal tinha sido cumprido e que a minha mulher haver recusado, vim a saber que nunca a Doutora Carla nem o Serviço Social o fez, isto através da minha mulher depois de desconfiar.
Pois, tendo sido recusado o Apoio Psicológico, vi ser importante o mesmo, e passado algum tempo resolvo ir ao Hospital dos Lusíadas, e pagar do meu bolso a uma Psicóloga Clínica. Curioso que no dia em que disse andar a ser acompanhado em Psicologia a pagar, isto no tal fatídico dia da Doutora Lucília Bravo, esta disse que eu “gostava de gastar dinheiro”.
O erro que cometi – confesso que é esta a autêntica realidade – foi quando me dispus a abandonar este “julgamento” – sempre usei este termo – não o ter feito. Devia abandonar a sala e para cúmulo nem receitas me foram passadas. 
Grave, mesmo grave, é essa Senhora não conhecer a minha História Clínica. Nunca me acompanhou clinicamente, nunca a vi num Congresso, Colóquio, Simpósio ou outro. Criticou o título do meu livro “O Corredor da Morte”, dizendo se não tinha um outro título. O que pensa esta Senhora que é uma Guerra, ela que acompanha os combatentes com perturbações traumáticas resultantes da guerra?
Para que o dramatismo não termine, eis que comecei a ter acompanhamento Psiquiátrico na ADFA – tendo dito ao Psiquiatra Doutor Rodolfo que necessitava de Apoio Psicológico – mas tudo ficou suspenso a 23 de Julho data da Consulta de Psiquiatria – marcou a próxima para 28 de Outubro. Verifica-se a má vontade de resolver esta situação. Seria a marcação de Consulta de Psicologia Clínica para a Doutora Teresa Infante. Julgo não existir outra Psicóloga Clínica a funcionar em Lisboa, o que é estranho. Entretanto deixo de pagar as Consultas de Psicologia Clínica nos Lusíadas passando a ser apoiado no Hospital da Cruz Vermelha, mas pagando – semanalmente – as Terapias.
No dia 27 de Julho parti para o Porto tentando resolver a minha situação – já que não vejo nenhuma Associação a fazê-lo (talvez a Associação Nacional dos Combatentes do Ultramar, de Tondela). Pois fui ao Porto, por que estrategicamente Lisboa que é a Capital, deixou de possuir determinados serviços de funcionarem em Lisboa, e a Direcção de Administração de Recursos Humanos, passou para o Porto. Fui ao Porto para tentar esclarecer o sucedido quando solicitei a minha Promoção a 2.º Sargento Miliciano. Aquilo que me responderam é mentira, fraude e um atentado contra quem esteve na Guiné e cumpriu a sua obrigação. Podem evocar tudo, mas focarem uma Portaria – julgavam que era um estúpido – e a tal Portaria evoca situações de comportamento, portanto nada têm a ver comigo, passei á Primeira Classe de Comportamento a 3 de Abril de 1967, passando à disponibilidade a 28 de Novembro de 1968. Estão a mentir. Depois evocam não possuir em instrução dada ao equivalente a uma Escola de Recrutas. O que fiz no RI 14, em Viseu desde Abril de 1966 a Agosto? Fui Monitor da 1.ª Companhia do Capitão Amaral. Ministrei quantas recrutas? Pois no Porto, senti-me mal, telefonei para a ADFA, em Lisboa e tomei conhecimento através da Psicóloga Clínica Doutora Teresa Infante que não era conveniente ela acompanhar-me visto nos conhecermos há muitos anos. É verdade que sim, desde 1994. Disse ser também verdade que nos encontrámos por muitas e muitas vezes, mas nunca ouvi da sua boca um “bom dia” ou “boa tarde”. Continuou a considerar ser melhor ser acompanhado no Hospital das Forças Armadas. E pronto. Desculpas pouco esclarecedoras. 
Onde está essa tal Rede Nacional de Apoio? Nos Hospitais Militares? E o dinheiro dos Protocolos, a APOIAR recebe – julgo eu, por ser a quantia que assinei a 4 de Fevereiro de 2002 – 125 mil euros anuais. A APOIAR deve ter por volta de 300 Sócios, quanto custam ao nosso bolso?
Pior de tudo é calarem-se e não defenderem os combatentes. Sempre disse que a APOIAR não servia para transformar cada Sócio num deficiente mas para apoiar os que possuíssem PTSD de Guerra. Quando deixei a 28 de Janeiro de 2005, ficaram nos cofres da APOIAR por volta de 30 mil contos. As portas estavam abertas para o crescimento e a abertura de Centros de Apoio em Almeirim, Benavente, Torres Novas e a possibilidade de se abrir uma Delegação em Setúbal. Estes Acordos existiam, era necessário assinarem Protocolos. Existiam Acordos com os Centros Regionais de Saúde de Lisboa, Santarém e Setúbal, também era só assinar. Recuou-se com o fantasma do corte do Protocolo, isto na APOIAR. Quanto aos sinais evidentes contra mim, verifica-se que após ter chamado a atenção para o facto da APOIAR minguar, e oferecer os meus préstimos para colaborar, nunca responderam. Veja-se que no Lançamento do meu Livro – que tem um capítulo sobre a História da APOIAR – somente o Presidente Jorge Gouveia apareceu, e a meu convite (tenho a agradecer-lhe ter-me ajudado a vender os livros), mas se focava um a um os Técnicos da APOIAR, por que razão não fecharam portas e foram ao Lançamento do Livro? Estranho!
Depois quando fiz uma Apresentação do Livro na APOIAR, nem mesmo aí surgiu um Técnico, e fiquei triste por ver onde caíra a APOIAR. Três presenças e 4 livros vendidos, e as presenças foram por mim convidadas. Dei o dinheiro da venda dos livros à APOIAR. 
Já existiam sinais anteriores de contestação à minha pessoa.
E o ridículo que foi ter o trabalho de fazer dois textos sobre a História do Psiquiatra Doutor Afonso de Albuquerque na APOIAR e outro sobre a História da Psicóloga Clínica Doutora Fani Lopes na APOIAR, e no último Jornal APOIAR – e por vingança e ódio – e não publicam nem um nem outro. É triste. Tinha feito o mesmo sobre a Psicóloga Clínica Doutora Dalila Aguiar e outro sobre o Primeiro Presidente da APOIAR Jorge Manuel Alves dos Santos, e em ambos os casos houve má vontade em não realçar na primeira página tais figuras históricas da APOIAR. 
Sou Mário Vitorino Gaspar, mas não sou burro.
Mas algo vou confessar. Não tenho problemas pessoais no acompanhamento. Se não for no Hospital das Forças Armadas, pago do meu bolso e vou onde tiver que ir. 
O principal culpado é o Presidente da Direcção Nacional da APOIAR Jorge Lemos Gouveia, por apoiar a Directora Clínica.
Não avancei para a frente por receio de magoar a Equipa Técnica da APOIAR. Disse ao Presidente da APOIAR – teve a triste ideia de me tratar por “Senhor” – que a APOIAR não era uma arena, mas se pretende que seja…  

NOTA: Estou bastante doente, vou dar entrada, espero que sim, num Lar, não estou em condições de tratar da mim – da minha higiene pessoal – e muito menos da minha mulher. Custa muito assumir-se estar-se incapaz. Os meus filhos e netos necessitam do apoio monetário que lhes dou, ao retirarem os apoios, complica-se para eles.
Se pretendem luta, não estou desarmado, enquanto for vivo têm de contar com o peso variável que vou tendo.
Triste é assistir a certos comentários do Presidente da APOIAR – esta APOIAR não é a Associação que ajudei a criar, embora reconheça que chegou a hora de se reflectir o que fazer. Os que pisaram os palcos das três frentes de Guerra encontram-se no final da caminhada e é o momento de ver o que fazer às Associações, a única que tem possibilidades de continuar é a Liga dos Combatentes.
Em relação às Promoções dos Furriéis Milicianos a 2.ºs Sargentos Milicianos – já que surge no Caderno Reivindicativo da ADFA – mas para moeda de troca, o que pretendem determinados Deficientes é mais que isso, resolve-se facilmente. Veja-se o que diz o nosso Nobel da Literatura, mais ou menos isto: – Se este mundo não presta, venha outro!
Aqui está a solução: se é a Lei que diz que o Furriel Miliciano é promovido se tiver 24 meses de Posto.
Se assim é – está mal por esquecerem existir o aumento de tempo – mas arranja-se e aprova-se outra Lei, que diga mais ou menos: – “Os Furriéis Milicianos Deficientes das Forças Armadas são promovidos ao Posto imediato”. Ano de eleições propício para ter sido já aprovado.
Fala um Deficiente das Forças Armadas, abrangido pela Lei 46/99, DR 136 SÉRIE I – A de 1999-06-16:    
“Artigo 2.º
Rede Nacional de Apoio
2 – São objectivos da rede instituída a informação, identificação e encaminhamento dos casos e a necessária prestação de serviços de apoio médico, psicológico e social, em articulação com o Serviço Nacional de Saúde”.

Cumprimentos
Mário Vitorino Gaspar

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