Juízes promovidos por trabalhar fora dos tribunais
NUNO MIGUEL MAIA
Ser juiz avaliado com "muito bom" ao longo de anos de dedicação exclusiva à carreira não basta para alcançar promoção a juiz-desembargador, porque quem tem atividades fora dos tribunais leva a melhor.
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A constatação desta realidade provocou revolta e mal estar junto de vários magistrados que viram colegas ultrapassá-los no recente concurso curricular de acesso aos tribunais da relação. O JN sabe que há múltiplos recursos no Supremo Tribunal de Justiça e reclamações junto do Conselho Superior da Magistratura (CSM).
Entre as atividades fora dos tribunais premiadas em detrimento de avaliações de serviço exemplar, exclusividade e antiguidade na função de juiz estão a frequência de cursos de pós-graduação, docência, conferências, apresentações de livros, ações de formação, intervenções no âmbito sindical e até trabalhos em comissão de serviço
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