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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

70 ANOS SE PASSARAM DEPOIS DE HIROSHIMA E NAGASAKI - HIROSHIMA - O HOMEM NÃO APRENDEU E CONTINUA ASSASSINANDO E EXPLORANDO OS POVOS NO MUNDO ! OS IMPERIALISTAS AMERICANOS NUNCA FORAM PENALIZADOS POR ESTE MONSTRUOSO CRIME, HÁ ATÉ QUEM OS ADMIRE E ESQUEÇA TUDO EM NOME DE JOGOS E INTERESSES ESTRATÉGICO-MILITARES E DA EXPLORAÇÃO CAPITALISTA E DO SAQUE DAS MATÉRIAS PRIMAS DE OUTROS PAÍSES E OUTROS POVOS

HIROXIMA – 70 ANOS

Já decidira referir-me, nesta manhã, à inesquecível efeméride deum monstruoso crime contra a Humanidade. Antes de o fazer, passei os olhos pelos mails e “tomei” o meu expresso-curto. Deixando para outro e bem diferente mensagem a frase “… e o nascimento de umanova ordem mundial, que tem vigorado quase intocada até aos nossos dias”, que tem que se lhe diga, aqui fica um parágrafo de um texto de Nicolau Santos que merece ser lido e reflectido 70 anos depois

«Exatamente há 70 anos, numa manhã de sol tão bonita como esta que está hoje em Lisboa, um bombardeiro batizado Enola Gay, largava sobre Hiroxima a primeira bomba atómica a ser lançada no mundo. Morreram instantaneamente pelo menos 140 mil pessoas. Três dias depois, uma nova bomba de urânio foi lançada sobre Nagasaki, matando pelo menos mais 80 mil pessoas. Foi o início do fim da II Guerra Mundial e o nascimento de uma nova ordem mundial, que tem vigorado quase intocada até aos dias de hoje. O poder destruidor foi de tal ordem que Shintaro Yokoshi, um sobrevivente, diz no seu arrepiante testemunho publicado hoje no jornal i: “Pensei que tinha caído o Sol”(…).»

Em 1967, publicava-se em Tomar um caderno com “depoimentos de poetas portugueses sobre o flagelo atómico, no 20º aniversário da destruição de Hiroxima e de Nagasaqui”




70 anos depois de Hiroshima e Nagasáki


70 anos do uso da bomba atómica em Hiroxima e Nagasaki05 Agosto 2015

Nos dias 6 e 9 de Agosto passam 70 anos desde o bombardeamento nuclear pelos Estados Unidos da América contra as populações das cidades japonesas de Hiroxima e Nagasaki.

Ao recordar a data deste brutal massacre, a CGTP-IN não pode deixar de referir que o bombardeamento constituiu um dos maiores genocídios contra a humanidade, com mais de 250 mil mortos no imediato e muitos outros milhares de pessoas vitimadas pelo cancro e que vieram a morrer nas décadas seguintes.

No momento em que se registam os 70 anos deste cruel bombardeamento, a CGTP-IN associa-se a todos os que lutam para que calamidades desta natureza não voltem a ocorrer.

O arsenal de armas nucleares hoje existente é bem maior e mais destrutivo. A utilização deste tipo de armas significaria seguramente a destruição da própria espécie humana e da civilização no nosso planeta.

Entretanto, à ameaça nuclear somam-se outras ameaças político – militares, com um número crescente de guerras, invasões, ocupações, ingerências e bloqueios, de índole imperialista, que visam subjugar países e povos a uma ordem internacional em que pontifica o poderio militar da NATO e dos EUA e a tentativa do domínio geoestratégico de várias regiões, acompanhada do ataque à soberania dos países e do saque dos recursos naturais dos povos.

Esta é uma época em que os trabalhadores e os povos se confrontam com a regressão das suas condições de vida, com o desemprego, a precariedade, a pobreza, a exclusão social, a doença e a fome. Entretanto, as despesas militares mundiais atingiram cerca de 1, 5 mil milhões de Euros em2014.

Na União Europeia, aprofundam-se as políticas neoliberais, com especial expressão nos países sujeitos à intervenção externa, que têm conduzido à regressão económica e social, a uma maior concentração da riqueza nos grupos económicos e financeiros e à agudização das desigualdades sociais. A orientação federalista, neoliberal e militarista da UE e a submissão do governo português constituem um violento ataque a direitos, liberdades e garantias democráticas consagradas constitucionalmente.

Na verdade, o Tratado Europeu prevê mais avanços na política comum de segurança e defesa, confirmando a dimensão militarista do actual "projecto europeu". Entre as medidas mais graves, contam-se a disponibilização, pelos Estados-membros, de capacidades civis e militares para o reforço constante da capacidade militar, com a Agência Europeia de Defesa a identificar, definir e programar as medidas necessárias ao reforço da indústria militar, num quadro de subordinação aos compromissos assumidos no âmbito da NATO.

A existência da NATO não tem justificação. A participação de Portugal neste bloco militar é contrária aos interesses do povo português e viola os princípios expressos na Constituição da República Portuguesa, designadamente, o preceituado no seu Artigo 7, nº 2, pelo que a CGTP-IN defende a dissolução daquele bloco político-militar.

A defesa da paz exige o combate ao militarismo e à corrida armamentista, por um mundo livre de armas nucleares e contra a instalação e permanência de bases militares estrangeiras, designadamente, na Península Ibérica.

No momento em que passam 70 anos do terrível holocausto no Japão, a CGTP-IN exige:

§ A abolição das armas nucleares e de extermínio em massa e o desarmamento geral e controlado;

§ O cumprimento das disposições da Constituição da República Portuguesa e da Carta das Nações Unidas, em respeito pelo direito internacional e pela soberania dos povos;

§ Que o holocausto nuclear jamais se repita.

E exorta:

§ Os trabalhadores e o povo portugueses a lutar pela paz, pelo desarmamento, pela solidariedade, pela construção de um mundo de progresso e justiça social.

lusibero.blogspot.pt

Ficheiro:Atomic cloud over Hiroshima.jpg
nuvem de cogumelo sobre Hiroshima após a queda da Little Boy
Cópia da bomba "Little Boy"

Ficheiro:Hiroshima aftermath.jpg
Hiroxima após o bombardeamento

Ficheiro:Hiroshima Bomb Before.JPG
Maquete de Hiroxima antes do bombardeamento

Ficheiro:Hiroshima Bomb After.JPG


Maquete de Hiroxima depois do bombardeamento

VÍDEO




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