Hiroshima lembra destruição
Cerimónia ensombrada pelo governo.
O Japão assinala esta quinta-feira os 70 anos da explosão da primeira bomba atómica em Hiroshima, numa altura em que o país está divido pela proposta do governo de alterar a Constituição pacifista do pós-guerra. As cerimónias, que se repetem todos os anos tendo como pano de fundo um dos poucos edifícios que ficou de pé na cidade, costumam ser marcadas por discursos pacifistas, que este ano ganham novo significado perante a intenção do governo em modificar a Constituição para permitir a atuação das forças militares japonesas no exterior, acabando com o exclusivo papel de autodefesa a que estavam votadas desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Sete décadas após a derrota nipónica, o assunto continua a ser controverso na sociedade japonesa, e até a publicação recente, pelo Palácio Imperial, do discurso original de rendição do imperador Hirohito foi visto como uma forma de pressionar o governo a repensar a reforma constitucional. 70 anos: Yokochi sobreviveu à bomba de Hiroshima
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