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quinta-feira, 11 de abril de 2019

MILITARES SUDANESES FAZEM GOLPE E PRENDEM PRESIDENTE DO SUDÃO


sputniknews.com


No fim de semana, milhares de pessoas participaram de protestos em Cartum e em todo o país, pedindo a renúncia de Bashir e instando o exército a ficar do lado do povo. 

Os comícios continuaram nesta semana, resultando em baixas civis devido a confrontos entre manifestantes e forças de segurança.

De acordo com o canal de TV libanês Al Mayadeen, membros do exército sudanês declararam que o presidente Omar Bashir foi afastado de todos os cargos em meio a relatos de um golpe no país africano após semanas de protestos contra o governo.

A mídia citou fontes dizendo que o pessoal militar planeava anunciar a criação de um conselho militar para governar o país durante um período de transição que pode durar até um ano.

Todos os assistentes e deputados de Bashir também foram supostamente demitidos, sem nenhuma confirmação oficial . O canal de TV também informou sobre uma presença militar intensificada em Cartum.

Manifestantes protestam em frente ao quartel-general militar na capital Cartum, Sudão, segunda-feira, 8 de abril de 2019

No início do dia, o jornal Sudan Tribune informou que uma reunião de emergência do Estado-Maior das Forças Armadas Sudanesas ocorreu em Cartum sem o presidente Bashir. O jornal notou que o pessoal militar havia entrado numa emissora nacional de TV e prometeu fazer uma declaração importante.

Desde dezembro, os protestos provocados pelo aumento dos preços dos bens de consumo engoliram o Sudão. Comícios em massa levaram o presidente Omar Bashir, que está no poder há 30 anos, a dissolver o gabinete e declarar estado de emergência nacional por um ano.

  • Ministro da Defesa do Sudão  em declaração na TV

    O ministro da Defesa confirmou a prisão de Omar Bashir e anunciou que as forças armadas estabeleceram um Conselho Militar que governará o país por dois anos.
    "As pessoas saíram para manifestações pacíficas em dezembro de 2018, e o regime continuou a dar a elas nada além de falsas promessas", afirmou.


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