ASSADO, TENRINHO
Sinto por Armando Vara e o que ele representa um ódio manifesto, de classe. A história do labrego transmontano que veio lá de cima aos trambolhões e agarrou tudo de qualquer maneira (ilegal), não fez, não faz e jamais fará o meu género.
Acontece que este lixo chegou a ministro. Deslumbrou-se e pôs-se a roubar. A custo, os seus castigaram-no e lá vai o pascácio de “cana”.
Dito isto assim, quero manifestar a minha raiva incontida face ao circo mediático do aprisionamento de um cidadão. O que há para contar, ainda, sobre este caso alvar, mesmo que seja uma imagem de marca do P”S” (como do PSD)?
Já lhe deve bastar o arrependimento de não ter tido estrutura cívica para servir Portugal. Certamente que reconsiderará, futuramente, as péssimas companhias que escolheu (desde logo o bandoleiro Sócrates) e acolheu na sua casa.
Todavia, este circo selvático, televisivo, que se alimenta dos despojos da corrupção neo-liberal em que TODA a sociedade portuguesa está exangue, tem estado a construir um povo de mentecaptos, alheios a valores da afirmação de carácter, de honradez personalizada, de cidadania compartilhada e alheia a egoísmos elitistas, a poderes vulgarizados do dinheiro luzidio e fraudulento.
O Vara vai pagar, o tribunal burguês da classe que ele serviu com denodo castigou-o. O baile encenado à sua volta na altura da entrada na cadeia fá-lo, pobre dele, AINDA, argumentar que não quer ser «indelicado» para aqueles que o crucificaram em lume lento, muito lento. Restou o servilismo abjecto antes da clausura.


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