AVISO

OS COMENTÁRIOS, E AS PUBLICAÇÕES DE OUTROS
NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO ADMINISTRADOR DO "Pó do tempo"

Este blogue está aberto à participação de todos.


Não haverá censura aos textos mas carecerá
obviamente, da minha aprovação que depende
da actualidade do artigo, do tema abordado, da minha disponibilidade, e desde que não
contrarie a matriz do blogue.

Os comentários são inseridos automaticamente
com a excepção dos que o sistema considere como
SPAM, sem moderação e sem censura.

Serão excluídos os comentários que façam
a apologia do racismo, xenofobia, homofobia
ou do fascismo/nazismo.

terça-feira, 3 de julho de 2018

CARLOS CARVALHAS NA "TSF" - "Estamos a formar jovens para conduzir tuk-tuks ou para a emigração"





No espaço de comentário da TSF, "A Opinião", Carlos Carvalhas analisou o estudo da OCDE que aponta para um "elevador social estragado" em Portugal.



Um relatório recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) indica que Portugal está entre os países desenvolvidos onde é mais difícil sair da pobreza ou, para quem está do outro lado, deixar de ser rico.

Segundo o estudo da OCDE, o "elevador social" não está a funcionar com a rapidez necessária. Em Portugal, as classes mais desfavoráveis podem levar cinco gerações a chegar à classe média - embora, salienta Carlos Carvalhas, na Alemanha ainda seja pior (são precisas 6 gerações).

"Cada classe reproduz a sua classe", como se a condição social fosse "transmitida num cromossoma", constata Carvalhas.

"A Opinião" de Carlos Carvalhas
SOM AUDIO



No espaço de comentário semanal que ocupa na TSF, "A Opinião", o antigo secretário-geral do PCP contestou as soluções para o problema apresentadas pela OCDE, que passam pelo foco na "educação pré-escolar e qualificação de adultos".

"A educação e a formação são da máxima importância, mas, se não houver emprego, se economia estiver dominada pelo estrangeiro, (...) continuamos a acentuar as desigualdades sociais", refutou o economista. "Estamos a formar jovens para conduzir os tuk-tuks ou para a emigração".

Carlos Carvalhas considera também ser "chocante" a "leviandade" com que, neste sentido, são analisados os rankings das escolas. "Como se a escola não reproduzisse as elites!", comenta.

"Como se não estivessem nessas escolas os filhos dos mais afortunados, que não têm dificuldades em contratar explicadores e que, em casa, podem ter todos os apoios e meios necessários", argumentou Carvalhas. "Partem à frente dos outros, com elevada distância".


www.tsf.pt

Sem comentários: