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quinta-feira, 22 de março de 2018

PRIMEIRO O SAQUE, DEPOIS O SACHS





















"Foi há quinze anos. Sob um pretexto reconhecidamente falso, sem nenhum mandato internacional legitimador, os Estados Unidos decidiram provocar a queda do regime iraquiano. Era presidente George W. Bush, uma figura política que, nos dias de hoje, face ao que Trump representa, já quase passa por “estadista” aos olhos de alguns.

À carnificina e caos político provocados no país, os EUA somaram uma pilhagem organizada e despudorada dos seus recursos, de que deram algumas “migalhas” a quantos tiveram a desvergonha de os seguir ou apoiar nessa aventura.

Naquele que constituiu o momento mais lamentável da história da política externa portuguesa em democracia, o governo de então, com pretextos que oscilaram entre o patético e o obsceno, deu o seu aval à operação americana e protagonizou, nas Lajes, um momento vergonhoso de subserviência.

A invasão do Iraque, como é hoje unanimemente reconhecido, foi o rastilho que lançou uma imensa tragédia na região, que proporcionou o surgimento do Estado Islâmico e que sacrificou um número incontável de vidas, agravando fortemente a instabilidade no Médio Oriente.

Convém não esquecer! Nunca."

Francisco Seixas da Costa
Blogue 'Duas ou Três Coisas"

aditaeobalde.blogspot.pt

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