A liberdade passa por dentro dos homens e das mulheres.
Não infelizmente em todo o mundo, não em todas as circunstâncias.
A liberdade tem que se cultivar, tratar, acarinhá-la, amá-la, lutar por ela.
O homem e a mulher têm que lhe dar uma atenção especial, e quando gostamos dela nada nos faz desistir.
Os conceitos de liberdade pode ser distintos, podem ser diferentes nos vários teatros da vida social e política no mundo, mas a liberdade há só uma.
A que nunca se identifica com o sujo, o ardiloso, o mando nojento da escravidão, do racismo, do poder do dinheiro e dos que impõem uma cultura elitista onde se protegem interesses políticos e económicos que não são amigos, e não abrangem a humanidade no seu todo, explorando, assassinando, roubando.
Inventaram-se muitas palavras para definir a liberdade, algumas justas, outras selectivas, e a maior parte delas não passam de mentiras para manter o jugo de grupos, de instituições, de seitas, de governos, que são os "xupa cabras" que existem e realmente não são o tal mito ficcionista do bicho lobisomem.
Pelo contrário são reais, lamentavelmente bem reais.
A "liberdade está a passar por aqui" cantou Sergio Godinho, cantou, mas hoje deve ficar triste quando olha para o Portugal que tem, para o Portugal que quis e que de certeza ainda quer.
Os que o escutaram e continuam a gostar dele, do que escreveu e cantou, também eles, e eu de vez em quando, dá-me na gana de me revoltar perante os que os meus olhos vêem e os meus ouvidos escutam.
Não gosto de andar com a cabeça entre as orelhas.
António Garrochinho
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