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sexta-feira, 23 de março de 2018

IMAGENS/VÍDEOS - Ataque no Sul de França foi reivindicado pelo Estado Islâmico




Um homem ligado ao Estado Islâmico sequestrou várias pessoas num supermercado em Trèbes, França. Ataque fez três mortos e o atirador foi abatido pela polícia. Há um português entre os feridos.





Um atirador de 26 anos, Redouane Lakdim, sequestrou esta manhã várias pessoas num supermercado de Trèbes, perto de Carcassonne, no sudoeste de França, a 700 km de Paris. O sequestro terminou ao início da tarde, e as informações divulgadas até agora dão conta de três mortos e cinco feridos (dois deles polícias). O sequestrador foi abatido pelas autoridades. O ministro do Interior, Gérad Collomb, já fez saber que o atacante era um jovem de Carcassone, conhecido das autoridades, mas por pequena delinquência. “Pensamos que não havia radicalização”, disse o ministro. O ataque já foi, no entanto, reivindicado pelo auto-proclamado Estado Islâmico.

A agência de notícias Amaq avançou que o ataque desta manhã foi levado a cabo “por um soldado do Estado Islâmico”. A SIC-Notícias avança que um dos feridos graves do ataque é um português de 27 anos, de acordo com um amigo da família contactado por aquele canal de televisão. A Secretaria de Estado das Comunidades não confirma, no entanto, a informação. “Os serviços consulares estão a falar com as autoridades francesas, mas ainda não temos informação sobre a existência de vítimas portuguesas”, disse ao Observador fonte oficial da Secretaria de Estado.

3) Appears has begun to direct a more organized response among supporters--& thus embrace the attack and its attacker--as celebration on channels becoming more coordinated: shared instructions to spread content on social media, translations, feeds of such content, etc
Breaking: ‘Amaq News Agency reports that hostage-taker was a “soldier of the Islamic State, who carried out the attack in response to the calls to attack Coalition countries." The message follows a coordinated celebratory campaign by ISIS supporters online. pic.twitter.com/gYiAFwg0wq




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Na conferência de imprensa depois de terminado o sequestro, o ministro explicou que Lakdim agiu sozinho e que começou por roubar um carro em Carcassone: feriu o condutor e matou o passageiro com um tiro na cabeça. Depois, ao volante desse carro, a uma distância de 15 minutos do supermercado, disparou seis vezes sobre um grupo de quatro polícias que regressava do jogging. Um polícia foi ferido a tiro no ombro mas está estável e fora de perigo. O carro foi mais tarde encontrado no parque de estacionamento do supermercado.
O homem, que afirmou agir em nome do grupo terrorista Estado Islâmico, entrou no supermercado cerca das 11h00 (10h00 em Lisboa) e foram ouvidos tiro. O ministro confirmou que Lakdim foi morto na sequência da intervenção das forças de segurança para terminarem com o sequestro no supermercado.
Reuters avançou que o atirador libertou todos os reféns e ficou dentro do estabelecimento com um coronel de 45 anos que se ofereceu como “moeda de troca”. Este militar e outros dois polícias acabaram por ser feridos durante a investida das autoridades e ainda não se conhece o seu estado. O canal de televisão francês BFM TV indicou que o sequestrador exigiu a libertação de Salah Abdeslam, o único sobrevivente dos terroristas envolvidos nos ataques do Estado Islâmico em Paris, em novembro de 2015, que fizeram 130 mortos.






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The first images reaching us from the scene in Trèbes where a gunman has taken hostages at the Super U supermarket in the south of France. @AFP reporting two people have been killed.

📸: @Reuters

O primeiro-ministro francês declarou, durante a manhã, que tudo levava “a crer que se trata de um ato terrorista”. Édouard Philippe cancelou a agenda e vai seguir os acontecimentos a partir da residência oficial. Emmanuel Macron, o presidente francês, falou a partir de Bruxelas e afirmou que parece tratar-se de um “ataque terrorista”. No Twitter, garantiu aos habitantes de Trèbes a “total solidariedade e mobilização dos serviços do Estado”.

J'assure les habitants de Trèbes de l'entière solidarité et mobilisation des services de l'État et de ses forces de l'ordre.

A imprensa francesa cita um cliente do supermercado que conseguiu fugir e relatou esse momento: “Um homem gritou e disparou várias vezes, eu vi a porta de uma arca frigorífica, chamei as pessoas para se esconderem. Éramos dez e ficámos lá uma hora, ouvimos mais tiros e saímos pela porta de emergência atrás dele”.
Para esta operação foram mobilizados três helicópteros da polícia militar, 80 bombeiros e várias equipas de emergência médica. O homem estaria armado com facas, pistolas e granadas e gritou “Allah Akbar” ao entrar no supermercado.
O ministro do Interior francês esteve no local mal soube do ataque e pediu, através das redes sociais, que não se propagassem fake news.






: j’arrive sur place où je rejoins nos forces de sécurité et secours.
Leur mobilisation est totale.
Ne propagez pas de et suivez @Place_Beauvau.


Mais desenvolvimento

VÍDEO





O atacante solitário que matou pelo menos três pessoas no sul da França na sexta-feira era conhecido da polícia por pequenos crimes, mas não por laços jihadistas, disse o ministro do Interior francês. Estado Islâmico afirma que estava por trás do ataque.
Gerard Collomb identificou Redouane Lakdim, de 26 anos, como o homem por trás do ataque, que Paris anteriormente descreveu como um ato de terrorismo. Morador de Carcassonne, onde os ataques começaram, Lakdim era "conhecido por pequenos crimes".
No entanto, o ministro disse: "Nós o monitoramos e pensamos que não havia radicalização".  De acordo com Collomb, o agressor matou três pessoas antes de ser morto a tiros pela polícia.

Collomb disse que as unidades francesas de elite invadiram o supermercado depois de ouvirem disparos de tiros no interior e depois mataram o atacante.

O ministro do Interior também elogiou o heroísmo de um policial, que "se ofereceu para trocar seu lugar com um refém" em Trebes, e ficou gravemente ferido. Ele conseguiu manter seu celular ligado enquanto estava na loja e permaneceu em contato com as forças de segurança durante o impasse.
Enquanto isso, o grupo terrorista do Estado Islâmico (IS, anteriormente ISIS) assumiu a responsabilidade pelos ataques através de seu porta-voz de propaganda, o Amaq. Não forneceu provas em apoio da declaração.
O atirador abriu fogo contra quatro policiais na cidade histórica de Carcassonne, na sexta-feira, antes de tomar vários reféns em um supermercado na cidade vizinha de Trebes.
FOTOGALERIA


































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