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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Degradação do serviço público e perseguição a trabalhadores nos CTT


Trabalhadores extenuados recorrerem cada vez mais à ajuda médica por efectuarem dez horas de trabalho diário no atendimento e distribuição
No dia 24 de Novembro decorreu uma acção de denúncia junto aos CTT em Ponte de Sôr, distrito de Portalegre, que juntou vários dirigentes sindicais do sector. Durante a acção foi distribuído um comunicado em que se denuncia a perseguição a dois trabalhadores para que aceitem propostas de rescisão amigável.
O SNTCT denuncia ainda que, a nível nacional, têm sido verificadas «situações semelhantes com o intuito de reduzir o número de trabalhadores» ou então substituí-los por «trabalhadores com contrato de trabalho a termo certo» ou «agências prestadoras de serviços, com trabalhadores a recibos verdes».
Os CTT – Correios de Portugal, considerada uma empresa histórica e reconhecida internacionalmente pela sua excelência entre os serviços de correio do mundo, foram privatizados em 2014 pelo governo do PSD e do CDS-PP.
Desde então têm-se somado as críticas dos trabalhadores e das populações que têm notado uma acentuada degradação na qualidade do serviço público que a empresa fornece. O SNTCT apresenta como exemplos as «constantes anomalias, com efectiva responsabilidade dos CTT» que se traduzem no fim da distribuição diária do correio, no aumento dos tempos de espera e dos casos de atrasos na correspondência, em trabalhadores extenuados, no fecho de muitos postos de correios e na falta de trabalhadores que leva a longos tempos de espera nas estações.
O mesmo sindicato também assume como «urgente a reversão da privatização dos CTT» como forma de garantir a qualidade deste serviço público que em mãos privadas traduziu-se na «degradação de um dos melhores serviços públicos do País».
Na semana passada, 23 e 24 de Novembro, os carteiros do Centro de Distribuição Postal de Alverca e Vila Franca de Xira estiveram em greve pelos mesmos motivos. Segundo o sindicato a taxa de adesão foi de 85%.

www.abrilabril.pt

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