Assunta Adelaide Luigia Modotti Mondini, conhecida no mundo
artístico e de luta como Tina Modotti, nasceu no fim do século
XIX em uma pequena cidade italiana e viveu sua infância com
os pais e cinco irmãos. Aos 12 anos, devido ao baixo recurso
econômico de sua família, começou a trabalhar em uma das
fábricas têxteis de sua cidade. Já aos 17 anos, se mudou para
os Estados Unidos, onde deu início à carreira de atriz atuando
em obras cinematográficas hollywoodianas. Seu contato com a
sétima arte possibilitou sua relação com o poeta Roubaix, que
algum tempo depois, seria seu companheiro.
Conheceu também, na mesma época, o grande fotógrafo e
professor particular Edward Weston.
artístico e de luta como Tina Modotti, nasceu no fim do século
XIX em uma pequena cidade italiana e viveu sua infância com
os pais e cinco irmãos. Aos 12 anos, devido ao baixo recurso
econômico de sua família, começou a trabalhar em uma das
fábricas têxteis de sua cidade. Já aos 17 anos, se mudou para
os Estados Unidos, onde deu início à carreira de atriz atuando
em obras cinematográficas hollywoodianas. Seu contato com a
sétima arte possibilitou sua relação com o poeta Roubaix, que
algum tempo depois, seria seu companheiro.
Conheceu também, na mesma época, o grande fotógrafo e
professor particular Edward Weston.
Depois da morte de Roubaix, já no México, em 1922,
Tina Modotti, envolvida pelas cores vibrantes e vida tipicamente
mexicana, dá início ao seu trabalho como fotógrafa.
Tem também, intenso contato com artistas engajados
politicamente. Nesse contexto, posa para murais de
Diego Rivera, conhece Frida Kahlo e importantes muralistas e pintores que fundaram o Partido Comunista do México.
Tina Modotti, envolvida pelas cores vibrantes e vida tipicamente
mexicana, dá início ao seu trabalho como fotógrafa.
Tem também, intenso contato com artistas engajados
politicamente. Nesse contexto, posa para murais de
Diego Rivera, conhece Frida Kahlo e importantes muralistas e pintores que fundaram o Partido Comunista do México.
Perpassada pelo ambiente de luta, Tina começa a trabalhar
como tradutora para o jornal comunista El Machete e
desenvolve na fotografia, o viés classista.
Carregada pela perspectiva de denúncia e pela valorização do
povo mexicano, a arte de Tina foi reconhecida e é lembrada até
hoje como um marco de crítica social.
como tradutora para o jornal comunista El Machete e
desenvolve na fotografia, o viés classista.
Carregada pela perspectiva de denúncia e pela valorização do
povo mexicano, a arte de Tina foi reconhecida e é lembrada até
hoje como um marco de crítica social.
No mesmo período, Tina conhece Júlio Mella, fundador do
Partido Comunista de Cuba, com o qual começa a se relacionar.
Mella morre assassinado e Tina é acusada como a própria
assassina de seu companheiro. Logo em seguida, é expulsa do
México e, devido ao fascismo italiano consegue migrar para
Berlim. Já na Alemanha, Tina vê a possibilidade de aprofundar
sua luta militante, atuando como defensora de presos políticos
e vítimas de guerras.
Partido Comunista de Cuba, com o qual começa a se relacionar.
Mella morre assassinado e Tina é acusada como a própria
assassina de seu companheiro. Logo em seguida, é expulsa do
México e, devido ao fascismo italiano consegue migrar para
Berlim. Já na Alemanha, Tina vê a possibilidade de aprofundar
sua luta militante, atuando como defensora de presos políticos
e vítimas de guerras.
Teve na Espanha grande atuação durante a Guerra Civil
Espanhola, cuidou de inúmeros feridos, vivenciou o sofrimento
de vítimas do fascismo, o assassinato de inúmeras crianças e
ajudou a retirar milhares de refugiados na fronteira entre França
e Espanha.
Espanhola, cuidou de inúmeros feridos, vivenciou o sofrimento
de vítimas do fascismo, o assassinato de inúmeras crianças e
ajudou a retirar milhares de refugiados na fronteira entre França
e Espanha.
No fim de sua vida, Tina Modotti retorna ao México e, no ano de
1942, com 60 anos, falece devido a um ataque cardíaco
fulminante dentro do táxi a caminho de sua casa.
No seu enterro, sobre seu caixão estava a bandeira vermelha, a
foice, o martelo, seus camaradas e o hino "A Internacional".
1942, com 60 anos, falece devido a um ataque cardíaco
fulminante dentro do táxi a caminho de sua casa.
No seu enterro, sobre seu caixão estava a bandeira vermelha, a
foice, o martelo, seus camaradas e o hino "A Internacional".
Manifesto "Sobre a fotografia" de Tina Modotti:
“Cada vez que se usan las palabras arte o artista con relación a
mis trabajos fotográficos, noto una sensación desagradable,
debido sin duda al mal empleo que se hace de tales términos.
Me considero una fotógrafa, nada más. Si mis fotografías se
diferencian de las que generalmente se hacen, se debe a que
no trato de producir arte, sino fotografías honestas, sin recurrir a
trucos ni artificios; mientras la mayoría de los fotógrafos
continúan buscando efectos artísticos o la imitación de otras
expresiones plásticas. Lo cual produce un efecto híbrido, que no
permite distinguir en la obra su característica más significativa:
su calidad fotográfica. Se ha discutido mucho en los últimos
años si la fotografía debe o no ser considera obra artística digna
de compararse con las otras artes plásticas.
Existen divergencias entre aquellos que la consideran un medio
de expresión como los demás y los miopes que miran este
siglo XX con los ojos del siglo XVII; siendo incapaces de
distinguir los aspectos más importantes de nuestra civilización
tecnológica. Pero a los que usamos la cámara como instrumento
del oficio, como un pintor utiliza sus pinceles, no nos interesan
las opiniones contrarias, porque gozamos de la aprobación de
cuantos reconocen las múltiples funciones de la fotografía y su
directa elocuencia para fijar y registrar la época actual.
Por eso no es indispensable saber si la fotografía es un arte o no.
Lo que cuenta es distinguir entre buena y mala fotografía.
Buena es aquella que acepta los límites de la técnica fotográfica
y aprovecha las posibilidades y características que el medio
ofrece. Mala es aquella fotografía realizada con complejo de
inferioridad, no reconociendo el valor específico del medio y
recurriendo a todo tipo de imitaciones. Estas obras dan la
impresión de que el autor casi tiene vergüenza de fotografiar la
realidad, e intenta ocultar la esencia fotográfica de la obra
sobreponiendo trucos y falsificaciones. La fotografía, porque
sólo puede ser realizada sobre el presente, y sobre lo que existe
objetivamente delante de la cámara, se afirma como el medio
más incisivo para registrar la vida real en cada una de sus
manifestaciones. De ahí su valor documental.
Si a esto añadimos sensibilidad y conocimiento de los temas,
junto a una idea clara del lugar que se ocupa en el desarrollo
histórico, el resultado será digno, creo, de ocupar un sitio en la
producción social, a la que todos debemos contribuir.”
mis trabajos fotográficos, noto una sensación desagradable,
debido sin duda al mal empleo que se hace de tales términos.
Me considero una fotógrafa, nada más. Si mis fotografías se
diferencian de las que generalmente se hacen, se debe a que
no trato de producir arte, sino fotografías honestas, sin recurrir a
trucos ni artificios; mientras la mayoría de los fotógrafos
continúan buscando efectos artísticos o la imitación de otras
expresiones plásticas. Lo cual produce un efecto híbrido, que no
permite distinguir en la obra su característica más significativa:
su calidad fotográfica. Se ha discutido mucho en los últimos
años si la fotografía debe o no ser considera obra artística digna
de compararse con las otras artes plásticas.
Existen divergencias entre aquellos que la consideran un medio
de expresión como los demás y los miopes que miran este
siglo XX con los ojos del siglo XVII; siendo incapaces de
distinguir los aspectos más importantes de nuestra civilización
tecnológica. Pero a los que usamos la cámara como instrumento
del oficio, como un pintor utiliza sus pinceles, no nos interesan
las opiniones contrarias, porque gozamos de la aprobación de
cuantos reconocen las múltiples funciones de la fotografía y su
directa elocuencia para fijar y registrar la época actual.
Por eso no es indispensable saber si la fotografía es un arte o no.
Lo que cuenta es distinguir entre buena y mala fotografía.
Buena es aquella que acepta los límites de la técnica fotográfica
y aprovecha las posibilidades y características que el medio
ofrece. Mala es aquella fotografía realizada con complejo de
inferioridad, no reconociendo el valor específico del medio y
recurriendo a todo tipo de imitaciones. Estas obras dan la
impresión de que el autor casi tiene vergüenza de fotografiar la
realidad, e intenta ocultar la esencia fotográfica de la obra
sobreponiendo trucos y falsificaciones. La fotografía, porque
sólo puede ser realizada sobre el presente, y sobre lo que existe
objetivamente delante de la cámara, se afirma como el medio
más incisivo para registrar la vida real en cada una de sus
manifestaciones. De ahí su valor documental.
Si a esto añadimos sensibilidad y conocimiento de los temas,
junto a una idea clara del lugar que se ocupa en el desarrollo
histórico, el resultado será digno, creo, de ocupar un sitio en la
producción social, a la que todos debemos contribuir.”
Em homenagem a ela, um poema de Pablo Neruda:
Tina Modotti, irmã, você não dorme, não, não dorme talvez o
seu coração ouça crescer a rosa de ontem, a última rosa de
ontem, a nova rosa. Descanse docemente, irmã.
seu coração ouça crescer a rosa de ontem, a última rosa de
ontem, a nova rosa. Descanse docemente, irmã.
A nova rosa é sua, a nova terra é sua: você vestiu um vestido
novo, de semente profunda e seu silencio suave se enche de
raízes. Você não dormirá em vão.
novo, de semente profunda e seu silencio suave se enche de
raízes. Você não dormirá em vão.
Seu doce nome é puro, pura é sua vida frágil: de abelha, sombra,
fogo, neve, silencio, espuma, de aço, linha, pólen, construiu-se
sua férrea, sua delicada estrutura.
fogo, neve, silencio, espuma, de aço, linha, pólen, construiu-se
sua férrea, sua delicada estrutura.
O chacal, diante dessa joia que é seu corpo adormecido, ainda
levanta a pena, sangrenta ao par de sua alma, como se você,
irmã, pudesse levantar-se, sorrindo, acima do lamaçal.
levanta a pena, sangrenta ao par de sua alma, como se você,
irmã, pudesse levantar-se, sorrindo, acima do lamaçal.
Vou levar você à minha pátria para que não a toquem, à minha
pátria de neve, para que sua pureza não seja alcançada pelo
assassino, pelo chacal, pelo vendido: lá você estará tranquila.
pátria de neve, para que sua pureza não seja alcançada pelo
assassino, pelo chacal, pelo vendido: lá você estará tranquila.
Você ouve um passo, um passo cheio de passos, algo de
grande, desde as estepes, desde o Don, desde o frio?
Você ouve um passo lime, de soldado na neve? Irmã, são seus
passos.
grande, desde as estepes, desde o Don, desde o frio?
Você ouve um passo lime, de soldado na neve? Irmã, são seus
passos.
Algum dia eles passarão por seu túmulo pequeno, antes de as
rosas de ontem murcharem; passarão para ver os de um tempo,
amanhã, lá onde arde seu silêncio.
rosas de ontem murcharem; passarão para ver os de um tempo,
amanhã, lá onde arde seu silêncio.
Um mundo marchou ao lugar onde você ia, irmã.
As canções de sua boca avançam a cada dia, na boca do povo
glorioso que você amava. Seu coração era valente.
As canções de sua boca avançam a cada dia, na boca do povo
glorioso que você amava. Seu coração era valente.
Nas velhas cozinhas de sua pátria, nas estradas poeirentas, algo
se diz, algo passa, algo volta à chama de seu povo dourado,
algo desperta-se e canta.
se diz, algo passa, algo volta à chama de seu povo dourado,
algo desperta-se e canta.
É sua gente, irmã: nós que hoje pronunciamos seu nome nós
que de toda a parte, da água e da terra, com seu nome, outros
nomes silenciamos e pronunciamos. Porque o fogo não morre.
que de toda a parte, da água e da terra, com seu nome, outros
nomes silenciamos e pronunciamos. Porque o fogo não morre.
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