O plano económico do Syriza tem como base cinco pilares, que aqui resumimos também.
Primeiro pilar: combater a crise humanitária.
Custo: 1,9 mil milhões de euros
Custo: 1,9 mil milhões de euros
- Eletricidade grátis para 300 mil famílias a viver abaixo do limiar de pobreza;
- Subsídios à alimentação para famílias sem rendimentos, em coordenação com as autoridades locais, a Igreja e organizações de solidariedade;
- Programa de garantia de habitação, pagando parte da renda de pequenas casas a 30 mil famílias;
- Assistência de saúde e farmacêutica livre para desempregados sem subsídio;
- Cartão especial para transportes públicos, entregue a desempregados de longa duração;
- Revisão dos impostos dos combustíveis e para aquecimento em casa.
Segundo pilar: relançar a economia e promover a justiça fiscal
Custo: 6,5 mil milhões de euros; Receita esperada: 3 mil milhões
Custo: 6,5 mil milhões de euros; Receita esperada: 3 mil milhões
- Parar os processos e arresto de contas bancárias a quem não tenha rendimentos, que ficarão suspensos por 12 meses;
- Abolição do imposto único sobre propriedade;
- Introdução de uma taxa sobre as grandes propriedades e casas de luxo;
- Aumentar o número de escalões de IRS, para assegurar maior progressividade;
- Reestruturação de empréstimos para empresas e indivíduos – para os que estiverem abaixo do limiar de pobreza e para as dívidas (ao Estado, Segurança Social e banca) que baixem os rendimentos abaixo dos 33%. O mecanismo de revisão contará o apoio de uma organização pública, que vai garantir os pagamentos em falta;
- Recolocar o salário mínimo nos 751 euros;
Terceiro pilar: recuperar 300 mil empregos
Custo: 3 mil milhões de euros
Custo: 3 mil milhões de euros
- Recuperar os direitos perdidos com o Memorando (legislação laboral);
- Recuperar acordos coletivos;
- Abolição de layoffs “massivos e injustificados”;
Quarto pilar: transformar o sistema político
Custo: zero.
Custo: zero.
- Regionalização do Estado;
- Maior autonomia aos municípios e regiões;
- Iniciativa legislativa aos cidadãos – também para convocar referendos;
- Restabelecimento da televisão pública;
Quinto pilar: encontrar receitas
- Recuperação de pagamentos em atraso ao Estado;
- Combate à evasão fiscal;
- Usar os 11 mil milhões destinados à banca no Memorando para servir de “almofada social”;
- Aproveitar os fundos europeus do último quadro ainda não aproveitados, mas também do próximo quadro comunitário;
- Transferir propriedades públicas para fundos de pensões – para poder gradualmente aumentar as pensões cortadas nos últimos anos. As privatizações acabam.
Se quiser uma visão mais detalhada do programa do Syriza, pode consultar aquiuma resenha autorizada – em inglês.
http://observador.pt/
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