AVISO

OS COMENTÁRIOS, E AS PUBLICAÇÕES DE OUTROS
NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO ADMINISTRADOR DO "Pó do tempo"

Este blogue está aberto à participação de todos.


Não haverá censura aos textos mas carecerá
obviamente, da minha aprovação que depende
da actualidade do artigo, do tema abordado, da minha disponibilidade, e desde que não
contrarie a matriz do blogue.

Os comentários são inseridos automaticamente
com a excepção dos que o sistema considere como
SPAM, sem moderação e sem censura.

Serão excluídos os comentários que façam
a apologia do racismo, xenofobia, homofobia
ou do fascismo/nazismo.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012


um pão nos cornos da populaça

Cristina Andrés, uma empresária de Vigo, vai atirar pão ao populacho resgatando, ao que parece, uma tradição do século XVII. São 3.000 os pães que a esmoler senhora arrojará das varandas da luxuosa sede da sua empresa para a mole humana que, lá em baixo, de mão estendida, tentará arrebanhar o maná vindo dos céus.

Querem saber o que é que eu acho? Que os maias tinham razão. Que amanhã se acaba o pesadelo e que este processo de retrocesso, salvo seja, irá ser interrompido à força de vendavais, ciclones, dilúvios e sei lá que mais, talvez tornados, talvez erupções vulcânicas, talvez bolas de fogo a caírem-nos na moleirinha.

Se tal não acontecer, se os maias nos tiverem enfiado o barrete, então que sejamos nós a pôr fim a este fim do mundo. Que se tome a Bastilha, que se guilhotinem as Antonietas deste vale de lágrimas onde vogamos ao sabor dos caprichos e desmandos dos novos senhores medievais.




Quatro almas

Sem comentários: