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"Olhos nos olhos, dou-lhe a minha palavra de honra. Acho um ultraje isso que está a dizer! Quem é que acha que eu sou!"
António Ponces de Carvalho não está feliz.
O diretor da Associação de Jardins Escolas João de Deus diz-se apanhado de surpresa com o que se tem escrito na Internet nos últimos dias – em blogues e grupos do Facebook – sobre ele e a sua gestão na instituição que dirige desde 2000. Haveria de se despedir da SÁBADO três horas depois manifestando a indignação por não termos falado "das coisas boas" e só termos mostrado interesse nos "assuntos de merda.
"Que assuntos foram esses? Por exemplo, as viagens que faz todos os anos com as finalistas da Escola Superior de Educação João de Deus.
Não acha que está numa posição dominante, uma vez que são finalistas que vão procurar um emprego no curto prazo e estão a passar férias no Brasil com um potencial empregador?
Qual é o problema? E não estão de férias, estão a fazer uma viagem de estudo. Bom, podemos começar aqui a discutir pedagogia, se quiser. Eu acho formativo, por exemplo, ir tomar banho com as alunas na praia da Coroa Vermelha. Sabe o que é? Devia informar-se. Foi a praia onde desembarcou o Álvares Cabral no Brasil e onde fez a primeira missa em solo americano, e o que digo às alunas é "vocês, amanhã, quando explicarem aos vossos meninos onde chegou o Álvares Cabral ao Brasil, vocês vão explicar com outra beleza."
Outros assuntos que pode ler na SÁBADO: os gastos da associação com as viagens do diretor, o safari de luxo no Quénia e na Tanzânia antes de uma reunião da organização Mundial de Educação Pré Escolar, a viagem às Ilhas Virgens em 2017 e o segredo das contas de uma insituição que é IPSS e tem isenções fiscais e subsídios do Estado de 8 milhões de euros.
E ainda todo o ambiente interno com os professores: as baixas psiquiátricas, os comunicados internos agressivos, a pressão das avaliações e dos roulements, a famosa "inspetora" Filomena Caldeira (currículo aqui) que teve um processo por assédio moral, a fuga de professores em Dezembro e a luta fratricida com um irmão que vive no Japão.
Após a conversa com a SÁBADO, desapareceu da página oficial da instituição a biografia e o currículo de António Ponces de Carvalho.
António Ponces de Carvalho gere os colégios João de Deus com mão de ferro e muitos casos: os gastos, as viagens ao Brasil com as alunas e as depressões e fuga de professores. Reage à SÁBADO com indignação: “Acho ridículo o que me está a perguntar”


Safari ao Quénia e Tanzânzia em 2009 com educadoras e professoras.
António Ponces de Carvalho não está feliz.
O diretor da Associação de Jardins Escolas João de Deus diz-se apanhado de surpresa com o que se tem escrito na Internet nos últimos dias – em blogues e grupos do Facebook – sobre ele e a sua gestão na instituição que dirige desde 2000. Haveria de se despedir da SÁBADO três horas depois manifestando a indignação por não termos falado "das coisas boas" e só termos mostrado interesse nos "assuntos de merda.
"Que assuntos foram esses? Por exemplo, as viagens que faz todos os anos com as finalistas da Escola Superior de Educação João de Deus.
Não acha que está numa posição dominante, uma vez que são finalistas que vão procurar um emprego no curto prazo e estão a passar férias no Brasil com um potencial empregador?
Qual é o problema? E não estão de férias, estão a fazer uma viagem de estudo. Bom, podemos começar aqui a discutir pedagogia, se quiser. Eu acho formativo, por exemplo, ir tomar banho com as alunas na praia da Coroa Vermelha. Sabe o que é? Devia informar-se. Foi a praia onde desembarcou o Álvares Cabral no Brasil e onde fez a primeira missa em solo americano, e o que digo às alunas é "vocês, amanhã, quando explicarem aos vossos meninos onde chegou o Álvares Cabral ao Brasil, vocês vão explicar com outra beleza."
Outros assuntos que pode ler na SÁBADO: os gastos da associação com as viagens do diretor, o safari de luxo no Quénia e na Tanzânia antes de uma reunião da organização Mundial de Educação Pré Escolar, a viagem às Ilhas Virgens em 2017 e o segredo das contas de uma insituição que é IPSS e tem isenções fiscais e subsídios do Estado de 8 milhões de euros.
E ainda todo o ambiente interno com os professores: as baixas psiquiátricas, os comunicados internos agressivos, a pressão das avaliações e dos roulements, a famosa "inspetora" Filomena Caldeira (currículo aqui) que teve um processo por assédio moral, a fuga de professores em Dezembro e a luta fratricida com um irmão que vive no Japão.
Após a conversa com a SÁBADO, desapareceu da página oficial da instituição a biografia e o currículo de António Ponces de Carvalho.



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