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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

21 de Janeiro de 1793: Revolução Francesa. Execução de Luís XVI na guilhotina.

estoriasdahistoria12.blogspot.com



Às 10h20, de 21 de Janeiro de 1793, na Praça da Revolução (actual Place de La Concorde), Luís XVI, 39 anos, ex-rei da França, é guilhotinado um dia após ser condenado por conspiração com potências estrangeiras e sentenciado à morte pela Convenção Nacional Francesa.


Preso nas Tulherias com a sua família desde o mês de Agosto de 1792, a Convenção acusa-o de ser um traidor da Nação. As suas derradeiras palavras: “Franceses, eu morro inocente; perdoo os meus inimigos; desejo que minha morte seja...” No entanto, o final da sua frase seria coberto pelo rufar do tambor anunciando a sua execução. Em 16 de Outubro do mesmo ano seria vez da sua mulher Maria Antonieta ser executada na guilhotina em praça pública. 


Luís XVI havia assumido o trono francês em 1774 e desde o começo mostrou-se incapaz de tratar dos graves problemas financeiros que herdara de seu avô, o rei Luís XV. Em 1789, numa desesperada tentativa de resolver a aguda crise por que passava o país, Luís XVI convoca os Estados-Gerais, uma assembleia nacional que representava os três “Estados” do povo francês – a nobreza, o clero e a população comum e que não se haviam reunido desde o longínquo ano de 1614.


Ao longo da década de 1780, vários ministros tentaram ampliar a cobrança de impostos para assim tentar ultrapassar o quadro critico do país. No entanto, o conservadorismo das autoridades reais e a conivência de grande parte da nobreza e do clero impediam a realização dessas mudanças. 


O primeiro estado, o clero, contava com cerca de 120 mil religiosos divididos em alto clero (bispos e abades, muitos deles proprietários de terras) e o baixo clero (padres, monges e abades de pouca condição). 

O segundo estado, a nobreza, dividia-se entre a nobreza provincial (proprietária de terras) e a nobreza de toga (burgueses que compravam títulos de nobreza da Coroa). O terceiro estado era composto pela esmagadora maioria da população. No topo, a burguesia que se dividia em três categorias: a alta burguesia (banqueiros e grandes empresários). Em seguida, vinha a média burguesia (empresários, professores, profissionais liberais e advogados). Por fim, a pequena burguesia (artesãos, pequenos comerciantes, artistas). Na base do terceiro estado encontrava-se toda a classe trabalhadora francesa.


À parte de formar um estado misto com agudos conflitos entre si, somente os integrantes do terceiro estado arcavam com as taxas e impostos que sustentavam a monarquia francesa.

No hemiciclo da Assembleia Geral, o primeiro estado, sentado à direita, contava com 291 cadeiras; o segundo, no centro, com 270; o terceiro, posicionado à esquerda, contava com 578 cadeiras. Como o voto era dado por Estado, a coligação entre nobreza e clero impedia a aprovação de leis mais avançadas.           

O Terceiro Estado pretendia a adopção de voto por cabeça o que garantiria um amplo leque de reformas. Temendo as consequências o rei ameaçou dissolver os Estados gerais. Revoltados, os membros do Terceiro Estado reuniram-se nos espaços do Jogo da Péla, de onde exigiram a convocação de uma Assembleia Nacional. Sem saída, o monarca decidiu acatar o estabelecimento de uma Assembleia Nacional que aprovaria uma nova Constituição.


Diante da insuportável situação económica vivida, a população começa a  mobilizar-se. No dia 14 de Julho de 1789, uma grande multidão invadiu a Bastilha e libertaram todos aqueles que eram considerados inimigos da realeza. Era o começo da Revolução Francesa.


Em Outubro de 1789, a multidão marchou sobre Versalhes obrigando o casal real a  mudar-se para as Tulherias. Em Junho de 1791, forçaram os reis a fugir para a Áustria. Durante a viagem, Luís e Maria foram detidos em Varennes e reconduzidos a Paris. Ali, Luís XVI teve de aceitar a Constituição de 1791, que o reduziu a mera figura decorativa.


Em Agosto de 1792, os reis foram presos pelos ‘sans-cullottes’ e levados à Conciergerie. Em Setembro, a monarquia é abolida pela Convenção, que substituíra a Assembleia Nacional.
Em Janeiro seguinte, Luís foi considerado culpado e condenado à morte por estreita maioria. Em 21 de Janeiro de 1793, caminhou imperturbável para a guilhotina. 

Fontes: DW
wikipedia(imagens)

A execução de Luís XVI
File:Louis XVI at the Tour du Temple Jean Francois Garneray 1755 1837.jpg
Luís XVI preso na  Tour du Temple - Jean-François Garneray 
Ficheiro:LouisXVIExecutionBig.jpg
          A execução de Luís XVI

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