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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Zombar do Islão e dos muçulmanos é uma velha tradição da França.


Zombar do Islão e dos muçulmanos é uma velha tradição da França. A estampa retrata muçulmanos decapitados servindo de selo pelos correios franceses em 1912.
A França de hoje é uma caricatura do outrora poderoso império colonial que partilhou a África. a Ásia e as Américas com outras potências europeias. Desde então, em sua trajetória decadente, escreveu os mais tristes episódios da história africana e deixou um legado de injustiças, miséria e morte. O sistema colonial francês, fundado na superexploração, trabalhos forçados das populações nativas e expropriação de terras, produziu os países mais pobes e degradados do Continente Africano, além de ser racista e claramente discriminatório contra as populações muçulmanas: enquanto cristãos e judeus locais eram considerados franceses perante a lei, os muçulmanos não tinham o mesmo status, sendo muitas vezes julgados por códigos legais destinados às populações nativas. Crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos pelos colonos franceses e seus exércitos de ocupação foram marcantes durante o processo de independência de suas ex-colônias, em particular no caso da Guerra de Independência da Argélia, onde as tropas francesas recorreram de forma banal à execuções sumárias, massacres* e torturas. Veja o que diz o historiador Pierre Vidal-Naquet: -“ficou patente que na Guerra da Argélia (os franceses) rasgaram a Convenção de Genebra (…). Essa convenção, um marco na história dos direitos humanos, virou letra morta na Argélia. Não era essa uma preocupação dos militares franceses naquele momento. Obcecados por um racismo que desumanizava os autóctones, árabes muçulmanos, eles disseminavam preconceitos para estigmatizar os argelinos“.

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