O entrevistado diz, na verdade, coisas interessantes, não obstante ser apresentado como o descobridor das desigualdades (ou o que veio consagrar – académica e nobelmente – a “descoberta” de que há desigualdades inaceitáveis e crescentes), sem quaisquer referências às causas das ditas, como se elas fossem resultado de erros ou ineficácias e não consequências do funcionamento de um modo e formação social, de umas relações sociais de produção.
Essas duas páginas servem, também, dc pretexto para promoção de Piketty e do seu “genial” “O Capital no século XX”, que se usa para apagar sem remissão outros livros “capitais”, que antes pudessem ter sido escritos e onde se pudessem encontrem pistas para as causas das desigualdades que não as fortuitas, as distracções dos guarda-freios ou quiçá divinos desatinos.
No entanto, insisto, entrevista e textos com trechos gratificantes. Sobretudo me agradou ler a resposta, em complemento à justificação de porquê foi erro o que foi terrível (para a economia como ciência social) de tais coisas terem sido “certamente antevistas por alguns”.
Antevistas, previstas, prevenidas, votadas e transformadas em declarações de voto… por alguns enquanto outros lançavam todo o foguetõrio, com cujas canas fizeram moinhos de brincar e tiveram (e têm!) bom mercado para esse produto e para outras quaisquer, e para traficância financeiro-especulativas.
Via: anónimo séc. xxi http://bit.ly/2ajkBtS
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