Walking tour em Sultanahmed, o centro histórico de Istambul
Sultanahmed é o lugar para estar em Istambul!
Ali ficam concentradas as mesquitas e os momunentos mais importantes de Istambul. Basta dar alguns passos para ficar impressionado com a beleza dos quase 2.000 anos de história da cidade. E o melhor jeito de explorar o centro histórico é mesmo a pé. As ruas são planas e a distância entre os principais monumentos é curta.
Se a caminhada for com guia, melhor ainda. Assim, é possível saber os detalhes da história e, principalmente, as curiosidades dos bastidores, ou melhor, dos haréns, que era a área destinadas às mulheres do sultão.
A Basílica de Santa Sofia, também chamada de AyaSofia ou Hagia Sofia, foi erguida no ano 535, durante o Império Bizantino, para ser a Catedral de Constantinopla. O curioso é que, no século XV, quando Constantinopla foi conquistada pelo Império Otomano, a igreja foi transformada em Mesquita. A partir de então, foram adicionados os minaretes (torres de onde são anunciadas as cinco chamadas diárias à oração) e outros símbolos islâmicos. Hoje, o local foi transformado em museu.
O tamanho da AyaSofia é impressionante! Até hoje é uma das maiores “basílicas” do mundo. Mesmo em obras de restauração, dá para notar que seu interior é riquíssimo. E o guia nos chamou atenção para várias curiosidades. Como, por exemplo, o fato de as imagens e mosaicos de santos católicas terem sido cobertos por gesso, já que no islamismo é proibido cultuar imagens.
antigo altar da igreja foi substituído pelo mihrab,elemento arquitetônico que indica a direção geográfica de Meca e, portanto, a direção em que os muçulmanos devem adotar durante as orações. O interessante é que o mihrab não fica exatamente no centro da antiga igreja, mas sim um pouco mais para a direita, demonstrando claramente que foi acrescentado posteriormente à construção.
Em seguida, visitamos o Palácio de Topkapi (Topkapı Sarayı), que foi o lar dos sultões otomanos entre os séculos 15 e 19. O lugar é deslumbrante, a começar pelos jardins. Por pouco não vimos as tulipas que enfeitam o jardim. (Aliás, descobrimos durante o tour que as tulipas são originárias da Turquia, apesar de acharmos equivocadamente que eram holandesas). Mesmo assim, as rosas vermelhas não nos decepcionaram.
O palácio é enorme e tem vários pavilhões. Os cômodos são abertos à visitação e basta dar uma olhadinha para compreender a riqueza dos sultões.
A área mais famosa do Palácio é, sem dúvida, o hárem. Ali eram desenvolvidas as atividades domésticas do palácio e a organização ficava a cargo da mãe do sultão, que era mais poderosa do que qualquer esposa. As esposas e concumbinas do sultão residiam no harém e não tinham acesso aos demais ambientes do Palácio. A maior parte das mulheres chegava lá como prisioneiras de guerra ou escravas comercializadas. Eram tantas mulheres, que o harém chegou a abrigar mais mil! Com tanta mulher reunida, os funcionários do palácio – os eunucos – eram castrados para garantir que a prole fosse mesmo de filhos do sultão.
Impossível deixar que imaginar as intrigas e lutas pelo poder que ocorriam por ali. Afinal, todas mulheres queriam se tornar a favorita do sultão e garantir que um de seus filhos se tornasse o grande herdeiro.
Mesmo com o Palácio lotado de turistas, a parte boa é que dá para descansar com vista para o Estreito de Bósforo! É demais!
pratos típicos turcos
De lá, continuamos o passeio pela Mesquita Azul (Sultanahmet Camii). A Mesquita fica posicionada bem em frente à Basílica de Santa Sofia e a “competição” entre as duas é antiga. O sultão Ahmed I queria construir uma mesquita maior, mais imponente e mais bonita do que a Igreja de Santa Sofia. Se ele conseguiu, deixo a decisão para cada um. Porém, posso dizer que a praça que circunda a AyaSofia e a Mesquita Azul é, sem dúvida, uma das mais bonitas do mundo!
Para ingressar na Mesquita Azul, não é necessário pagar. Entretanto, há horários específicos para visitação, justamente para não atrapalhar as orações. Também há regras rígidas quanto às vestimentas: nada de roupas curtas. E, para as mulheres, lenço cobrindo a cabeça e braços. Na hora de entrar, é necessário retirar os sapatos e fazer silêncio.
Os mulçumanos, como nos chamou a atenção o guia, antes de entrarem nas mesquitas, se dirigem aos lavatórios localizados na parte externa das mesquitas, para se purificarem. Lá eles sentam, lavam os pés, o rosto, os braços e as mãos. Só depois desse ritual é que eles estão prontos para começar as orações.
No interior da Mesquita não há bancos ou imagens religiosas. As orações são feitas de joelhos com a cabeça voltada para a direção geográfica da cidade de Meca. A beleza da Mesquita Azul fica por conta do contraste entre o gigantesco tapete vermelho todo bordado com azulejos azuis e vitrais azuis, que dão nome à mesquita. É belíssimo!
Depois de uma passada rápida pelo Hipódromo (local onde ocorriam as corridas de bigas e hoje abriga um praça com direito até a um obelisco datado de 1490 a.C. trazido do Egito), decidimos alterar os planos e visitamos a Cisterna da Basílica (Yerebatan Sarnici). Aliás, quem leu o último livro do Dan Brown – Inferno – vai entender a minha curiosidade…. A entrada à cisterna não estava incluída no tour e, por isso, tivemos que pagar o ingresso. O bom é que não ficamos na fila, porque o guia pode comprar o ingresso diretamente no caixa. E ele nos acompanhou na cisterna e ainda contou algumas curiosidades de lá.
Nossa última visita foi ao Grand Bazzar (Kapalıçarşı), um dos maiores mercados cobertos do mundo. Se prepare, pois são ruas e ruas com diversas lojinhas vendendos doces, especiarias, jóias e outros produtos típicos. Dá vontade de comprar tudo! Mas lembre-se de comparar os preços e pechinchar sempre.
Anna Barbara
www.ocioso.com.br





























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