Jack, o Estripador, era um barbeiro polaco. Caso encerrado?
Um xaile passado de mão em mão durante mais de 100 anos, submetido a testes de ADN, permitiu aparentemente resolver um dos
mistérios mais intrigantes da investigação criminal: a identidade do assassino em série de Whitechapel, Londres. Será mesmo
verdade? Os especialistas têm as suas dúvidas.
Um dos mais famosos assassinos em série do
mundo - conhecido por ter assassinado de forma violenta,
em 1888, cinco prostitutas no bairro londrino de
Whitechapel - já tem identidade: Aaron Kominski, um
barbeiro polaco de origem judia que, à data dos crimes,
teria 23 anos. Pelo menos é esta a teoria de um detetive
amador, Russel Edwards, que será apresentada esta
terça-feira no Reino Unido, num livro intitulado
"Naming Jack The Ripper". Os autores
mundo - conhecido por ter assassinado de forma violenta,
em 1888, cinco prostitutas no bairro londrino de
Whitechapel - já tem identidade: Aaron Kominski, um
barbeiro polaco de origem judia que, à data dos crimes,
teria 23 anos. Pelo menos é esta a teoria de um detetive
amador, Russel Edwards, que será apresentada esta
terça-feira no Reino Unido, num livro intitulado
"Naming Jack The Ripper". Os autores
garantem ter descoberto "definitivamente, categoricamente
e absolutamente" a identidade do assassino em série,
apelidado de "Jack".
e absolutamente" a identidade do assassino em série,
apelidado de "Jack".
De acordo com a investigação, a família de Aaron teria
imigrado para Londres na década de 1880. Apesar da
impossibilidade de descobrir a identidade do assassino,
o barbeiro seria considerado um dos principais suspeitos,
acabando por morrer aos 53 anos num asilo para doentes
mentais.
imigrado para Londres na década de 1880. Apesar da
impossibilidade de descobrir a identidade do assassino,
o barbeiro seria considerado um dos principais suspeitos,
acabando por morrer aos 53 anos num asilo para doentes
mentais.
Mas, afinal, como é que 126 anos depois dos crimes que
aterrorizaram Londres e tornariam Jack, o Estripador,
numa lenda se descobriria, finalmente, a sua identidade?
A resposta está no xaile de Catherine Eddowes, uma das suas
vítimas, levado do local do crime pelo polícia de serviço, que o
ofereceu à esposa. No entanto, o horror associado a esta peça de
vestuário fez com que a mulher do polícia fosse incapaz de
o usar, ou de o lavar, acabando por vendê-lo.
Seria apenas em 2007 que Edwards o conseguiria
aterrorizaram Londres e tornariam Jack, o Estripador,
numa lenda se descobriria, finalmente, a sua identidade?
A resposta está no xaile de Catherine Eddowes, uma das suas
vítimas, levado do local do crime pelo polícia de serviço, que o
ofereceu à esposa. No entanto, o horror associado a esta peça de
vestuário fez com que a mulher do polícia fosse incapaz de
o usar, ou de o lavar, acabando por vendê-lo.
Seria apenas em 2007 que Edwards o conseguiria
adquirir, comprando-o num leilão.
Fascinado com o caso do Estripador, o detetive amador
pediria ajuda ao especialista em ADN e investigador de
biologia molecular da Universidade de John Moores em
Liverpool, Jari Louhelainen, para identificar os vestígios
encontrados no xaile. As análises ao ADN encontrado no
xaile (provavelmente obtidas a partir do sémen de Kominski
e sangue de Eddowes) foram comparadas com o ADN dos
descendentes da vítima e do assassino, permitindo aos
pediria ajuda ao especialista em ADN e investigador de
biologia molecular da Universidade de John Moores em
Liverpool, Jari Louhelainen, para identificar os vestígios
encontrados no xaile. As análises ao ADN encontrado no
xaile (provavelmente obtidas a partir do sémen de Kominski
e sangue de Eddowes) foram comparadas com o ADN dos
descendentes da vítima e do assassino, permitindo aos
autores identificar a sua identidade.
"Eu tenho a única prova forense de todo o caso. Passei
14 anos a trabalhar nisto e conseguimos definitivamente
resolver o mistério da identidade de Jack, o Estripador.
Apenas os céticos que querem perpetuar o mito duvidarão.
É mesmo verdade - desmascarámo-lo", afirmava Edwards.
14 anos a trabalhar nisto e conseguimos definitivamente
resolver o mistério da identidade de Jack, o Estripador.
Apenas os céticos que querem perpetuar o mito duvidarão.
É mesmo verdade - desmascarámo-lo", afirmava Edwards.
Ainda assim, o estudo de Louhelainen ainda não foi
publicado num jornal científico, sendo por isso difícil analisar
a sua descoberta, destacam os especialistas. O problema
desta análise de ADN pode estar no risco de contaminação
cruzada, num objeto que foi passado de mão em mão ao l
ongo de tantos anos. Existem técnicas para contornar esta
dificuldade que, de acordo com os especialistas, não foram
utilizadas - o que fragiliza ainda mais os resultados
publicado num jornal científico, sendo por isso difícil analisar
a sua descoberta, destacam os especialistas. O problema
desta análise de ADN pode estar no risco de contaminação
cruzada, num objeto que foi passado de mão em mão ao l
ongo de tantos anos. Existem técnicas para contornar esta
dificuldade que, de acordo com os especialistas, não foram
utilizadas - o que fragiliza ainda mais os resultados
obtidos.
http://expresso.sapo.pt/
Sem comentários:
Enviar um comentário