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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Jack, o Estripador, era um barbeiro polaco. Caso encerrado?


Jack, o Estripador, era um barbeiro polaco. Caso encerrado?


Um xaile passado de mão em mão durante mais de 100 anos, submetido a testes de ADN, permitiu aparentemente resolver um dos 
mistérios mais intrigantes da investigação criminal: a identidade do assassino em série de Whitechapel, Londres. Será mesmo 
verdade? Os especialistas têm as suas dúvidas. 


O livro será apresentado esta terça-feira, no Reino Unido
O livro será apresentado esta terça-feira, no Reino Unido /

Um dos mais famosos assassinos em série do 
mundo - conhecido por ter assassinado de forma violenta, 
em 1888, cinco prostitutas no bairro londrino de 
Whitechapel - já tem identidade: Aaron Kominski, um 
barbeiro polaco de origem judia que, à data dos crimes, 
teria 23 anos. Pelo menos é esta a teoria de um detetive 
amador, Russel Edwards, que será apresentada esta 
terça-feira no Reino Unido, num livro intitulado 
"Naming Jack The Ripper". Os autores 
garantem ter descoberto "definitivamente, categoricamente 
e absolutamente" a identidade do assassino em série, 
apelidado de "Jack".
De acordo com a investigação, a família de Aaron teria 
imigrado para Londres na década de 1880. Apesar da 
impossibilidade de descobrir a identidade do assassino, 
o barbeiro seria considerado um dos principais suspeitos, 
acabando por morrer aos 53 anos num asilo para doentes 
mentais.
Mas, afinal, como é que 126 anos depois dos crimes que 
aterrorizaram Londres e tornariam Jack, o Estripador, 
numa lenda se descobriria, finalmente, a sua identidade? 
A resposta está no xaile de Catherine Eddowes, uma das suas 
vítimas, levado do local do crime pelo polícia de serviço, que o 
ofereceu à esposa. No entanto, o horror associado a esta peça de 
vestuário fez com que a mulher do polícia fosse incapaz de 
o usar, ou de o lavar, acabando por vendê-lo. 
Seria apenas em 2007 que Edwards o conseguiria 
adquirir, comprando-o num leilão.
Fascinado com o caso do Estripador, o detetive amador 
pediria ajuda ao especialista em ADN e investigador de 
biologia molecular da Universidade de John Moores em 
Liverpool, Jari Louhelainen, para identificar os vestígios 
encontrados no xaile. As análises ao ADN encontrado no 
xaile (provavelmente obtidas a partir do sémen de Kominski 
e sangue de Eddowes) foram comparadas com o ADN dos 
descendentes da vítima e do assassino, permitindo aos 
autores identificar a sua identidade.

"Eu tenho a única prova forense de todo o caso. Passei 
14 anos a trabalhar nisto e conseguimos definitivamente 
resolver o mistério da identidade de Jack, o Estripador. 
Apenas os céticos que querem perpetuar o mito duvidarão. 
É mesmo verdade - desmascarámo-lo", afirmava Edwards.
Ainda assim, o estudo de Louhelainen ainda não foi 
publicado num jornal científico, sendo por isso difícil analisar 
a sua descoberta, destacam os especialistas. O problema 
desta análise de ADN pode estar no risco de contaminação 
cruzada, num objeto que foi passado de mão em mão ao l
ongo de tantos anos. Existem técnicas para contornar esta 
dificuldade que, de acordo com os especialistas, não foram 
utilizadas - o que fragiliza ainda mais os resultados 
obtidos. 


 http://expresso.sapo.pt/

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