AVISO

OS COMENTÁRIOS, E AS PUBLICAÇÕES DE OUTROS
NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO ADMINISTRADOR DO "Pó do tempo"

Este blogue está aberto à participação de todos.


Não haverá censura aos textos mas carecerá
obviamente, da minha aprovação que depende
da actualidade do artigo, do tema abordado, da minha disponibilidade, e desde que não
contrarie a matriz do blogue.

Os comentários são inseridos automaticamente
com a excepção dos que o sistema considere como
SPAM, sem moderação e sem censura.

Serão excluídos os comentários que façam
a apologia do racismo, xenofobia, homofobia
ou do fascismo/nazismo.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

HISTÓRIA DO NAVIO PORTUGUÊS VERA CRUZ


Vera Cruz
 foi um paquete português. Pertenceu à Companhia Colonial de Navegação (CCN), a quem serviu entre 1952e 1973, tendo atendido a linha do Brasil.

Foi construído nos estaleiros da Société Anonyme John Cockerill, na Bélgica, em 1950. A sua encomenda inseriu-se dentro do Plano de Renovação da Marinha de Comércio – conhecido por Despacho 100 – implementado por Américo Tomás, então ministro da Marinha de Portugal.
17
Ao abrigo desse plano, foram construídos 56 novos navios para a marinha mercante portuguesa – entre os quais vários grandes paquetes como o “N/T Vera Cruz” – que ficaram conhecidos como “navios do Despacho 100”.
De concepção avançada à época, foi o primeiro grande paquete português, uma vez que os navios de passageiros até então, excepto o “N/T Serpa Pinto”, constituiam-se em unidades mistas de passageiros e carga.
comandante-oscar-guimaraes-com-o-almirante-gago-coutinho-no-paquete-vera-cruz-na-viagem-inaugural-em-1952
O seu projeto foi semelhante ao do “N/T Santa Maria”, também pertencente à CCN, e que entraria ao serviço em 1953.
A sua construção custou ao estaleiro 86 000 horas de trabalho e foram utilizadas 8 mil toneladas de aço e 150 toneladas de alumínio, sendo instalados no navio 240 quilómetros de cabos elétricos e 96 quilómetros de encanamentos.
2462880
Estiveram envolvidos na construção cerca de 1.000 técnicos e operários, que trabalharam durante 18 meses.
Os passageiros dispunham de salas de cinema, jardim de inverno, piscina e hospital.
19239015_ZpGRQ
Foi lançado ao mar em 2 de junho de 1951, tendo adentrado a barra do rio Tejo em março de 1952. Estava equipado com aparelhos de radar com alcance de 30 milhas náuticas, agulha giroscópica e piloto automático. Custou 408.000 contos em 1952.
A sua viagem inaugural iniciou-se a 20 de março de 1952, com destino a Buenos Aires, com escalas em Rio de Janeiro, Santos e Montevideu, tendo como passageiros de honra o Almirante Gago Coutinho, o Almirante Henrique Tenreiro, Teófilo Duarte, a fadista Hermínia Silva e uma missão cultural.
Até julho de 1954 permaneceu, com o irmão gémeo N/T Santa Maria, exclusivamente na “Rota do Ouro e Prata” (Lisboa -Buenos Aires).
9662193
A partir dessa data passou a servir a carreira da América Central (Lisboa – Havana) com escalas em Vigo,Funchal, Santa Cruz de Tenerife, La Guaira e Curaçao. A partir de 1956 ambos os navios começaram também a servir na Carreira de África.
Com a eclosão da Guerra Colonial Portuguesa, O N/T Vera Cruz, foi adaptado ao transporte de tropas, tendo ficado afecto a esse serviço até janeiro de 1972.
A partir dessa data o navio permaneceu atracado no Porto de Lisboa até 4 de março de1973, data em que saiu para a sua última viagem com destino ao desmantelamento na República da China.
VERA CRUZ no Funchal (Colecção Luís Miguel Correia)
FICHA TÉCNICA
Vera Cruz:
Outros nomes: nenhum
Bandeira: portuguesa
Armador: Companhia Colonial de Navegação (CCN)
País construtor: Bélgica
Estaleiro construtor: Societé Anonyme John Cockerill
Porto de construção: Antuérpia
Ano da viagem inaugural: 1952
Tonelagem de arqueação (t.a.b.): 21.765 t
Propulsão: 2 grupos de turbinas, com 2 hélices
Comprimento: 185,75 m
Boca (largura): 23 m
Velocidade máxima: 23 nós (42 km/h)
Passageiros: 1.242
Classes: 1ª –    148
2ª –    250
3ª –    844
Tripulação: 350 homens, sendo 38 oficiais

PAQUETE “VERA CRUZ” (1952-1973)

VÍDEO


centrodeestudosportugues1.wordpress.com

Sem comentários: