NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO ADMINISTRADOR DO "Pó do tempo"
Este blogue está aberto à participação de todos.
Não haverá censura aos textos mas carecerá
obviamente, da minha aprovação que depende
da actualidade do artigo, do tema abordado, da minha disponibilidade, e desde que não
contrarie a matriz do blogue.
Os comentários são inseridos automaticamente
com a excepção dos que o sistema considere como
SPAM, sem moderação e sem censura.
Serão excluídos os comentários que façam
a apologia do racismo, xenofobia, homofobia
ou do fascismo/nazismo.
terça-feira, 25 de julho de 2017
EU SEI QUE O GOVERNO MENTE MAS NÃO É SÓZINHO - Governo desmentido no acidente com helicóptero no incêndio de Alijó
Depois do acidente, o Ministério garantiu que helicóptero fez aterragem de emergência. Proteção civil falou em toque controlado no chão. Relatório aponta no sentido contrário. Veja as fotografias.
O primeiro relatório do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAAF) sobre o acidente com um helicóptero a 16 de julho no combate a um incêndio em Alijó confirma a versão inicial dos factos desmentida pouco depois pelo Ministério da Administração Interna.
Em declarações aos jornalistas, Patrícia Gaspar, adjunta nacional de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil, afirmou no próprio dia que o que aconteceu foi um "incidente" durante uns testes ao balde na barragem de Vila Chã: "Houve uma anomalia com o aparelho, tendo o piloto conseguido ir em segurança até à margem e sendo nesse momento que se deu o incidente com o helicóptero a tocar o chão de forma algo controlada pelo piloto". A ideia de queda tinha sido no entanto dada pouco antes numa notícia da agência Lusa que citava o comandante distrital de operações de socorro de Vila Real, Álvaro Ribeiro. Recorde-se que foi dias depois deste caso que foi anunciada a decisão de centralizar a informação sobre os incêndios na sede da Autoridade Nacional de Proteção Civil, em Lisboa, naquilo a que os críticos classificaram como a "lei da rolha". Ainda nesse domingo, um comunicado da empresa dona dos helicópteros que combatem as chamas tinha confirmado o acidente, mas nunca detalhou o que aconteceu. As fotos do helicóptero "destruído" Agora, o relatório da entidade que oficialmente investiga acidentes com aeronaves confirma que o piloto não sofreu qualquer ferimento mas nunca fala em aterragem de emergência. Ao resumir os danos na aeronave o documento é muito claro ao dizer que ficou "destruída".
Contrariando as explicações oficiais, é explicado que momentos depois de ter tido dificuldades com a operação do balde na barragem, "a aeronave entrou em instabilidade, desconhecendo-se nesta fase da investigação, se o aparelho sofreu uma perda de estabilidade, ou algum tipo de toque em alguma superfície da represa". "Apesar da tentativa por parte do piloto de recuperar a estabilização do voo do helicóptero, o mesmo acabou por girar em volta do eixo vertical tendo as pás do rotor embatido na água. O aparelho tocou o solo e rolou para direita, ficando imobilizado na beira da represa", explica o documento do GPIAAF.
As fotografias publicadas na nota do gabinete, as primeiras do helicóptero depois do acidente, mostram como ficou a aeronave. Além das imagens e das explicações do relatório, duas fontes ligadas ao caso garantiram à TSF que não têm dúvidas que aquilo que aconteceu e viram não foi uma aterragem de emergência. Contactado, o Ministério da Administração Interna responde agora dizendo "que questões operacionais devem ser remetidas para a Autoridade Nacional de Proteção Civil". www.tsf.pt
Sem comentários:
Enviar um comentário