Emmanuel Macron escolheu o conservador Édouard Philippe para primeiro-ministro.
Édouard Philippe (à direita) com o antecessor, Bernard Cazeneuve
O movimento político criado por Macron, o República Em Marcha, tem apenas um ano, pelo que o presidente terá de reunir figuras de diferentes campos políticos para ter um bom resultado nas eleições legislativas de junho.
Édouard Philippe, de 46 anos, era até ontem presidente da Câmara de Havre e deputado dos Republicanos na Assembleia Nacional. Foi militante do Partido Socialista antes de virar à direita e se juntar à UMP, onde foi o braço-direito de Alain Juppé.
Macron e Merkel admitem rever tratados europeus Emmanuel Macron e a chanceler alemã Angela Merkel admitiram ontem uma possível alteração dos tratados europeus.
Foi porta-voz do antigo primeiro-ministro nas eleições primárias do partido, nas quais Juppé foi derrotado por François Fillon, que ficou em terceiro lugar na primeira volta das eleições presidenciais. Nessa altura, Philippe já tinha abandonado a campanha republicana devido à polémica sobre os empregos fictícios dos familiares de Fillon, acabando por declarar o seu apoio a Emmanuel Macron na segunda volta.
"É um homem de grande talento, que conhece perfeitamente as engrenagens da atividade parlamentar. Desejo-lhe boa sorte", disse ontem Alain Juppé. Outros conservadores não foram, porém, tão compreensivos para com o antigo colega, lamentando o que consideram uma "decisão individual" e acusando-o de "abandonar a sua família política".
O novo presidente francês, que se deslocou a Berlim no primeiro dia no cargo, garantiu que o assunto "deixou de ser tabu" para a França e prometeu trabalhar em conjunto com Merkel, que defendeu que a UE depende de uma França forte.
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