Já sei, já sei..."esquerdalhice", né?
Mas a malta pode dar a volta ao cavalo, porque a realidade concreta é o que é. A composição, no caso da lusa AR, não é indiferente para a promoção das pequenas reformas no quadro do regime de democracia-burguesa. Não está tudo no mesmo saco. Mas objectivamente, nos parlamentos da burguesia, não se fazem Revoluções.
Quanto muito, pequenos paliativos, e regra geral, atrasa a necessária radicalidade do movimento operário e popular quando este é atrelado à acção e proposta parlamentar.
O futuro, o da sociedade nova, não se esgota em votos e mandatos. E quando a burguesia entender que já não necessita do seu parlamento, pois usa (tem usado) a sua versão mais reaccionária: o fascismo!
O Parlamento (o da burguesia)
Sim, ali mesmo ao virar da esquina...
Não está lá a Revolução... Está o Parlamento!
Não estão lá operários, nem revolucionários...
Mas os sistémicos administradores,
Alguns apenas, modistas rabugentos,
Por vezes, com ares de contestatários!
Não está lá a Revolução... Está o Parlamento!
Não estão lá operários, nem revolucionários...
Mas os sistémicos administradores,
Alguns apenas, modistas rabugentos,
Por vezes, com ares de contestatários!
É a regra geral e a excepção pontual,
Que fazem do hemiciclo do passado,
Tribuna de denúncia das manhas do capital,
Dando voz ao movimento do desassossego,
Aos que dali nada de bom já esperam,
Que na rua fazem que não seja tudo igual!
Que fazem do hemiciclo do passado,
Tribuna de denúncia das manhas do capital,
Dando voz ao movimento do desassossego,
Aos que dali nada de bom já esperam,
Que na rua fazem que não seja tudo igual!
Ora porra! Que se amanhem os falsários,
Mais os seus principescos salários,
Porque Revolução, é obra dos revolucionários!
Mais os seus principescos salários,
Porque Revolução, é obra dos revolucionários!


Sem comentários:
Enviar um comentário