Enquanto tomava o pequeno-almoço, lia o Expresso (em atraso) e apanhei com esta:
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Importa medir o peso das palavras, sobretudo de algumas: insulto, por exemplo.
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O texto, de Rosa Pedroso Lima (RPL), ajuda a separar as águas, dispensando o recurso ao dicionário.
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Tenho dúvidas se se poderá classificar de insultuoso dizer que o que um outro diz é “paleio” e o uso de expressões (de um lado e do outro) que, sendo duras a roçar a violência verbal, mantém a disputa num nível civilizado (embora por vezes rasteiro), mas já não tenho dúvidas que é insultuoso etiquetar alguém ou uma organização de “autofágica… coisa parecida com canibalismo” como o seria mandar o outro “vá-se curar!” (o que não foi dito).
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No entanto, já é exemplarmente insultuoso berrar que a direcção de um partido é “uma cúpula de paranóicos”, ou que os dirigentes de uma central sindical é “uma cúpula de irresponsáveis”, como o lembrou RPL (o que seria dispensável, tão lembrado está…) de um lamentavelmente célebre discurso de Mário Soares em 1975.
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A luta política, como qualquer contenda humana, tem (ou deveria ter…) regras de civilidade e, ao tempo desse discurso, foi criada a “outra central sindical” com a intenção explicitada responsavelmente (!) de vir para“quebrar a espinha à Intersindical” (o que é a promoção do insulto à violência para além da verbal), coisa que não foi conseguida… e a UGT tem essa espinha atravessada na sua garganta, como o revela a utilização obsessiva da espinhosa imagem.
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Adiante… que a luta não espera e as manobras de diversão só atrasam.
Via: anónimo séc. xxi http://bit.ly/2kyKyel
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