A CM de Lisboa aprovou uma proposta do BE para a atribuição gratuita de livros escolares nos 2º e 3º ciclo do ensino público. O PSD, sempre ao lado dos mais desfavorecidos, votou contra.
Poucos dias depois, alguma imprensa noticiou que os livreiros estavam muito preocupados, porque a distribuição gratuita dos livros escolares iria obrigar ao encerramento de muitas pequenas livrarias e consequente desemprego de milhares de pessoas.
Inicialmente pensei pois, é chato, mas quantos empregos é que já foram destruídos pela IA, que um dia nos via destruir a nós? Depois percebi a razão das notícias e a sua origem, mas reagi com a indiferença de quem não lamenta aqueles que, sempre afoitos a dizer mal do Estado, sustentam os seus negócios privados à custa desse mesmo Estado.
Há dias leio que os vereadores do PSD querem que a gratuitidade dos livros se estenda ao ensino privado.
Tive de ler duas vezes para me certificar que não havia lapso, antes de entrar em fúria com a hipocrisia e incoerência da turba laranja.
Não vale a pena tentar explicar a essa gente que quem anda no ensino privado não precisa desse benefício e a exigência do PSD é imoral. Até porque, pior do que esta exigência em flic flac, é o facto de o PSD ter anunciado que vai apresentar queixa ao Provedor de Justiça, por considerar haver diferença de tratamento entre os estudantes do ensino público e os do privado.
Definitivamente, esta malta laranja não tem um pingo de vergonha na cara
Definitivamente, esta malta laranja não tem um pingo de vergonha na cara
cronicasdorochedo.blogspot.pt
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