todos os dias de manhém
nos bancos está sempre alguém
seja velho ô mêmo nôvo
é uma presença simbólica
e nã é preciso parabólica
pois a antena é o povo
nos bancos está sempre alguém
seja velho ô mêmo nôvo
é uma presença simbólica
e nã é preciso parabólica
pois a antena é o povo
ali se ôvem as notiças
das sementêras, das chôriças
do bêbado ò do cornudo
e nã julguem quê me gabo
nã é preciso TV cabo
vê-se a aldeia pum canudo
das sementêras, das chôriças
do bêbado ò do cornudo
e nã julguem quê me gabo
nã é preciso TV cabo
vê-se a aldeia pum canudo
nem TFS, nem RENASCENÇA
nos bancos do largo não há deferênça
da rádio, da ANTENA UM
e mesmo que nã haja novedade
ouve-se o que nã é verdade
sempre da bôca d´algum
nos bancos do largo não há deferênça
da rádio, da ANTENA UM
e mesmo que nã haja novedade
ouve-se o que nã é verdade
sempre da bôca d´algum
sejam homem ó mulher
em tudo se mete a colher
já nã há qualquer respêto
os bancos são a central
pa ouvir dizer bem e mal
e a má língua pôr-se a jêto
em tudo se mete a colher
já nã há qualquer respêto
os bancos são a central
pa ouvir dizer bem e mal
e a má língua pôr-se a jêto
António Garrochinho

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