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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Venezuela: Após direita vencer eleições, produtos escondidos aparecem nos supermercados

acaparado






Venezuela - Diário Liberdade - Logo após o resultado daseleições legislativas do último dia 6 de dezembro, em que a direita opositora conquistou maioria qualificada na Assembleia Nacional, usuários das redes sociais na Venezuela vêm denunciando que os produtos antes escondidos nos armazéns dos supermercados estão, aos poucos, aparecendo. Mas estão com o prazo de validade vencido.

Segundo as denúncias de vários cidadãos, houve uma aparição repentina de produtos antes em falta. Além disso, com a data de validade dos produtos vencida, isso revela que não havia um “desabastecimento” ou uma dificuldade na produção por causa da crise econômica, mas sim uma verdadeira estocagem dos produtos básicos para o povo venezuelano por parte das grandes redes de supermercados. Há meses isso vem sendo denunciado pela população e também pelo governo venezuelano, como uma “guerra econômica” para desestabilizar o governo.

Além disso, como está sendo discutido nas redes sociais daquele país, o aparecimento repentino dos 
produtos antes “raros” nas prateleiras dos 
supermercados ocorre logo após a vitória da 
oposição nas eleições legislativas. 
Ou seja, a guerra econômica das grandes empresas 
serviu para desestabilizar o país e culpar 
o governo venezuelano pela falta de produtos 
básicos, o que foi talvez o principal motivo da 
derrota chavista nas eleições. 
Mas, como num passe de mágica, quando a 
direita vence, rapidamente os produtos aparecem.
Uma das empresas denunciadas por estocar 
produtos e não disponibilizá-los para a população 
é a Heinz, empresa alimentícia famosa por produzir 
ketchup. Ela anunciou neste domingo (13) 
que retomaria a produção, após meses de inatividade.

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No começo de dezembro, o presidente 
venezuelano Nicolás Maduro ordenou a 
inspeção da empresa, após os trabalhadores de 
uma das fábricas da Heinz 
informarem que o estabelecimento estava 
operando normalmente mas os donos se 
negavam a permitir a produção das mercadorias.
Segundo a Telesur, no sábado (12) o 
sindicato de trabalhadores da Heinz informou 
que após vários meses de tentativas em vão 
para alcançar um contrato coletivo com 
a empresa, finalmente na quarta-feira 
(09) eles conseguiram um acordo e começarão 
a trabalhar. Apenas três dias depois da 
vitória da oposição, a fábrica aceitou entrar em 
um acordo com os funcionários para voltar à 
produção, o que significa, reforçado com as 
informações anteriores, que o problema não 
é a escassez de produtos mas sim uma má 
vontade das grandes empresas em produzir e 
distribuir as mercadorias, colocando a culpa 
no governo pela “crise de abastecimento de produtos”.

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Um dado importante é que a Heinz é 
uma empresa estadunidense e sua proprietária 
é Teresa Heinz Kerry, esposa do secretário de 
Estado dos Estados Unidos, John Kerry. 
O governo dos EUA, desde a chegada de 
Hugo Chávez à presidência da 
Venezuela, vem organizando ações 
desestabilizadoras e golpistas contra 
este país, financiando a oposição e impondo 
restrições à sua economia, ao mesmo 
tempo em que culpa o governo venezuelano 
por tudo o que há de errado no país.

A Heinz não é a primeira empresa 
comandada por inimigos do governo 
e do povo venezuelanos a estocar produtos 
como parte da guerra econômica. 
Em janeiro, mais de mil toneladas de 
alimentos foram encontradas estocadas em 
um galpão da empresa de distribuição 
Herrera S.A., que detém o monopólio na 
distribuição de produtos básicos de 
marcas como a Kellog's ou a Nestlé na Venezuela.
Essa empresa tem como um de seus 
acionistas a companhia Diamante Trading 
Investments LTD, representada por Peggy 
Carolina Ordaz Quijada, membro do partido 
Vontade Popular. Este partido faz parte da 
MUD (Mesa de Unidad Democrática), 
coligação que venceu as eleições recentes. 
A principal figura do Vontade Popular é Leopoldo 
López, que foi preso responsável pela 
geração dos protestos de 2014 que causaram 
mais de 40 mortes e incendiaram prédios 
públicos, exigindo a queda de Nicolás 
Maduro da presidência do país.


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