O empresário Hermes Magnus, testemunha-chave no processo Lava Jato, de corrupção no Brasil, fugiu de Portugal porque receava que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) o expulsasse e o obrigasse a voltar ao país de origem, onde já lhe incendiaram a casa e o avisaram de que não era bem-vindo.
O SEF indeferiu o pedido de autorização de residência feito pelo brasileiro, alegando que o seu testemunho não teve "importância desmesurada" para o Lava Jato, e desvalorizando os riscos do seu regresso ao Brasil. Mas o Ministério Público Federal (MPF) daquele país contraria a argumentação do SEF, atestando que os depoimentos de Hermes Magnus foram "essenciais" e implicaram "riscos económicos e pessoais"
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