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domingo, 13 de dezembro de 2015

Socialistas ajudam Sarkozy a derrotar Marine Le Pen

Na primeira reacção aos resultados eleitorais, Valls afirmou que os franceses não se devem sentir nem aliviados, nem triunfalistas. "O perigo da extrema-direita não foi eliminado e não devemos esquecer o resultado da primeira volta destas eleições", afirmou, citado pelo The Guardian, referindo-se ao facto de o partido de Marine Le Pen ter conseguido mais de seis milhões de votos, tendo sido a força mais votada em seis das 13 regiões na primeira volta das eleições.
Este domingo, porém, a Frente Nacional não venceu nenhuma região francesa, nem mesmo em Nord-Pas-de-Calais-Picardie (onde Marine Le Pen era cabeça de lista) e em Provence-Alpes-Côte d'Azur (onde a campanha foi conduzida pela sua sobrinha Marion Maréchal-Le Pen), onde na primeira volta conseguiu mais de 40% dos votos. À hora de fecho desta edição, Os Republicanos de Nicolas Sarkozy seguiam à frente nestas duas regiões com 57% e 55% dos votos, respectivamente. 
As primeiras sondagens indicam que o partido do antigo Presidente francês (que ao contrário dos socialistas não retirou nenhuma candidatura para travar a Frente Nacional) conseguiu, pelo menos, cinco regiões e que os socialistas alcançaram três.
Para Nicolas Sarkozy, os resultados das eleições regionais deste domingo, mostram a recusa dos franceses em apoiar os extremos e a unidade da família republicana. Mas apesar da  "extraordinária mobilização dos eleitores franceses na segunda volta não nos devemos esquecer dos avisos deixados na primeira volta", alertou o antigo Chefe de Estado.  
O facto de não ter vencido nenhuma região não impediu Marine Le Pen de afirmar que este domingo foi um "grande sucesso" para a Frente Nacional. Le Pen mostrou-se satisfeita com a "inexorável subida, eleição após eleição, do movimento nacional. Ao triplicar o número de vereadores [face a 201], a Frente Nacional será, a partir de agora, a principal força da oposição". 

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