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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Polícia abate casal após tiroteio com 14 mortos na Califórnia


Tiroteio na Califórnia faz 14 mortos e 17 feridos.
O incidente ocorreu às 11 horas locais, quando se realizava uma festa que reunia dezenas de funcionários públicos do condado de San Bernardino, num complexo que alberga serviços de apoio à população com deficiência e necessidades especiais. Farook, de cidadania americana, trabalhava há cinco anos para o departamento de saúde da região, como especialista ambiental, adianta o jornal Los Angeles Times. Abandonou a festa de repente e regressou acompanhado de Malik (cuja nacionalidade e residência é ainda desconhecida), munido de várias espingardas e metralhadoras, roupa militar e possivelmente coletes anti-bala.
“Eles vinham preparados e com um propósito em mente”, afirmou o dirigente da polícia. Deixaram várias bombas no local que as autoridades conseguiram detonar. E durante vários minutos instalaram o terror. “Toda a gente se atirou para o chão”, contou Denise Peraza, de 27 anos, à sua família. “Abriram fogo durante 30 segundos, indiscriminadamente, depois pararam para recarregar as armas e começaram a disparar outra vez”, cita o mesmo jornal.




Após o massacre, os dois puseram-se em fuga numa carrinha escura. Foram baleados depois de uma perseguição policial. Uma terceira pessoa foi detida na zona, mas a polícia não tem ainda a certeza de que esteja relacionada com o tiroteio.
Em todo o caso, as autoridades desconhecem ainda os verdadeiros motivos por trás do incidente. “Será um ataque terrorista? Não sabemos”, afirmou David Bowdich, do gabinete do FBI em Los Angeles. Mais tarde diria que essa era uma pista que ainda não tinha sido descartada.




Numa conferência de imprensa organizada ao fim da tarde pelo Conselho das Relações Islâmico-Americanas de Anaheim, Farhan Khan, identificado como cunhado de Farook, não encontrou palavras para explicar a tragédia. “Não faço ideia do que o levou a fazer uma coisa destas. Porque fez ele uma coisa destas? Eu próprio estou em choque.”
Os colegas de Farook disseram ao Los Angeles Times que ele era tranquilo e educado, mas também bastante fechado, e que não tinha qualquer conflito aberto com alguém do escritório. Adiantaram ainda que viajara recentemente para a Arábia Saudita, de onde voltou com uma mulher que conheceu na Internet. O casal tinha um bebé.




Nos 336 dias de 2015 já se registaram 355 tiroteios nos Estados Unidos (o último tinha sido na semana passada numa clínica de planeamento familiar de Colorado Springs). Segundo o jornal The Washington Post, horas antes, na Georgia, uma outra cena de tiroteio fez um morto e três feridos. Mas o ataque de quarta-feira foi o mais sangrento desde o massacre na escola primária de Sandy Hook, em Newton (no estado de Connecticut), em Dezembro de 2012, em que morreram 27 pessoas – 20 crianças, seis adultos e o atacante, recorda a Reuters.
O Presidente norte-americano, que após o massacre de há três anos tentou que o Congresso alterasse as leis sobre o controlo de armas, lamentou que o país continua a ser palco de um número de ataques com armas de fogo que “não tem paralelo em nenhum outro lado do mundo”. De rosto sombrio, voltou a pedir uma vez mais aos legisladores que se entendam para aprovar “leis com bom-senso” para a venda e controlo das armas de fogo.




A polícia de San Bernardino, uma localidade de 200 mil habitantes que fica a cerca de cem quilómetros de Los Angeles, isolou o local, cortou todos os acessos à auto-estrada estadual 10 e impôs um lockdown nas escolas, hospitais e repartições públicas. Além disso, a população foi aconselhada a permanecer em casa, e a evitar deslocações na zona envolvente ao local do crime, por questões de segurança.

1 comentário:

José Gonçalves Cravinho disse...

Não é de causar espanto estes tiroteios no País dos ianques pistoleiros.