Paulo Portas toma a palavra, em nome do CDS. É a primeira vez que fala na Assembleia depois da tomada de posse do novo Governo.
“Senhor primeiro-ministro, vírgula, mas senhor-primeiro-ministro que o povo não escolheu”, é assim que Portas começa por se dirigir à bancada do Governo na Assembleia. E é assim que prossegue a sua intervenção, carregando na tecla da “ilegitimidade política” de António Costa. As críticas ao agora primeiro-ministro são duras:
“António Costa é o único militante socialista que chega a primeiro-ministro sem legitimidade política para o ser. Vencer as eleições primárias me que o PS escolheu categoricamente o seu candidato a primeiro-ministro mas perdeu as eleições em que se candidatava a tal. É até agora o primeiro caso em democracia onde vemos um político em que tinha que ser político a viva força para aspirar a continuar a ser líder do sue partido. Habitualmente acontece ao contrário”, diz Portas, num ataque cerrado ao Governo.
Chama-lhe “a insustentável leveza do procedimento”, e aponta o dedo aos novos “BFF” de Costa, que é como quem diz “best friends forever”: Catarina, Jerónimo, António e Heloísa. “Governo depende deles e deles dependerá, é a vida”, disse.

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