O primeiro-ministro, António Costa, afirmou, esta sexta-feira, em Bruxelas, que o Estado retomará a maioria do capital da transportadora aérea TAP mesmo sem acordo com os compradores privados.
David Neeleman (e Humberto Pedrosa, os novos donos da
TAP
Em conferência de imprensa, António Costa referiu que a negociação tem que continuar e espera que "haja um acordo", mas alertou que a execução do programa do Governo avançará mesmo sem acordo. António Costa sublinhou que "se não for com o acordo, é sem o acordo".
"Eu acho que o resultado final vai ser esse (privados com a minoria), espero que seja feito por acordo", afirmou o governante, garantindo que o "Estado retomará 51% do capital da TAP".
"Estou certo de que será feito por acordo e que, independente de declarações negociais que sejam feitas, o resultado final será a contendo de todas as partes", disse.
"A execução do programa do Governo não está sujeita à vontade de particulares que resolveram assinar um contrato com o Estado português, nas situações, no mínimo precárias, visto que estavam a assinar com um Governo que tinha sido demitido na véspera", disse o primeiro-ministro numa referência à transportadora aérea TAP.
Na quinta-feira, o empresário Humberto Pedrosa, acionista maioritário da Atlantic Gateway, reuniu-se com o Governo para o primeiro encontro oficial sobre a recuperação da posição maioritária do Estado.
Após o encontro, Humberto Pedrosa afirmou que o seu projeto "não se adapta" com uma posição de minoria.
"O nosso projeto não se adapta com minoria", afirmou o empresário, acrescentando: "Estamos a conversar [com o Governo]. Isto foi uma primeira conversa, com certeza que o Governo não quer fechar a porta e nós não queremos fechar a porta".
O acordo de conclusão da venda direta de 61% do capital da TAP foi assinado no dia 12 de novembro entre a Parpública, empresa gestora das participações públicas, e o agrupamento Gateway, na presença da então secretária de Estado do Tesouro, Isabel Castelo Branco, do então secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Miguel Pinto Luz.
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