O BdP e o Governo parece terem-se associado para arruinar o Banif, cujo capital social pertence em 60% ao contribuinte (incluindo o leitor)
O Banif é hoje um banco do Estado português, ao qual deve avultadas somas, mais de dois mil milhões de euros, o suficiente para abalar os ratios da banca portuguesa. Se tudo correr mal. será o contribuinte a pagá-las. Ora continua a correr na praça que o BdP (Banco de Portugal) impediu grupos da Guiné Equatorial de comprarem o Banif.
Será verdade?
Se o tivessem comprado, o contribuinte e o leitor passariam o Natal mais alegre.
As três grandes agências do rating do crédito – a S&P, a Moodys e a Fitch – não classificam a Guiné Equatorial do ponto de vista do risco do crédito.
Terá sido esse o pretexto invocado pelo dito BdP (Banco doutro País) para não autorizar?
Por ser uma terra de pretos?
Por ser um país da CPLP?
Por o Dr. Carlos Costa não gostar de socialistas em geral e do Doutor Centeno em particular?
Por o BdP não conhecer a situação de crédito desse país? Mesmo partindo do sensato princípio que o BdP aos 25 anos de idade reforma os seus funcionários de qualquer trabalho útil à coletividade, poderia ter recorrido aoEconomist Intelligence Unit que o ano passado classificava esse país com ratingB estável (certamente semelhante ao nosso).
Ignoramos se foi verdade que o BdP interveio e, se foi verdade, somos todos mantidos na ignorância do motivo.
As decisões do BdP mexem com o bolso do contribuinte. Essas decisões são secretas, tipo Arábia Saudita ou Tibete no tempo dos Lamas. Esta situação é insustentável, dados os erros que que BdP vem há anos cometendo. Sempre pimpão, sempre senhor do seu nariz, sempre convencido, sempre caro ao contribuinte.
Ou os donos do BdP passam a responsabilizar-se pelas dívidas que contraem, ou, no mínimo, as atas das suas decisões devem ser tornadas públicas. Para o contribuinte português estar em condições de digerir bem o peru no Natal.
Mas a responsabilidade não terá sido só do Bdp. Esta semana, foi a vez de o Governo perder a cabeça: a folha de Excel disse finalmente ao Doutor Centeno que ele tinha que realizar receita e ele (ou a folha) pensaram em alcançar a meta do 3% à custa da venda do Banif. Mas quem quer vender depressa, vende mal.
O BdP e o governo aliam-se a provocar a especulação contra … os bens nacionais.
É Natal, ninguém leva a mal.
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Rating da Guiné Equatorial no Economist Intelligence Unit
Queira ir ao Google e escrever no motor de busca “equatorial guinea rating”
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