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sábado, 19 de dezembro de 2015

BANIF - E LÁ SE VAI MUITO DO NOSSO DINHEIRINHIO PARA AS ALGIBEIRAS DE QUEM !? BANIF RECEBEU SEIS PROPOSTAS DE COMPRA PELA POSIÇÃO DO ESTADO -Ao futuro comprador terá sido exigido o pagamento dos 125 milhões de euros que o banco ainda não devolveu ao Estado e de parte dos 700 milhões de euros que também foram injetados.




Banif recebeu seis propostas de compra pela posição do Estado 

Pormenor da fachada da sede do banco BANIF em Lisboa 

Santander, Popular, Apollo, dois private equity norte-americanos, incluindo a JC Flowers e um chinês entre os candidatos à compra.

O Banif recebeu seis propostas de compra pela participação de 60,5% detida pelo Estado. Ao que o Dinheiro Vivo apurou, o Santander fez uma oferta e o Popular também terá apresentado uma proposta de aquisição. Além dos dois bancos espanhóis, houve três private equity a apresentarem propostas: dois norte-americanos, incluindo o JC Flowers, e um chinês, soube o Dinheiro Vivo. 

Além destes nomes, os norte-americanos da Apollo, que compraram a Tranquilidade, também terão feito uma proposta de compra pela posição estatal. 

Apesar desta ter custado ao Estado 700 milhões de euros, nada indica que esse terá sido o montante oferecido pelos três interessados. “O Banif informa terem sido recebidas seis propostas de aquisição da participação social detida pelo Estado Português no capital do Banco, as quais irão agora ser cuidadosamente analisadas pelo Banco e pelo Estado Português”, revelou ontem o banco em comunicado enviado à CMVM. 

Durante a última semana, fonte oficial do Banif já tinha garantido ao Dinheiro Vivo que existiam seis interessados na compra do banco, e cujas nacionalidades eram europeias e americanas. De fora da corrida teriam ficado investidores portugueses e chineses. Certo é que o valor da venda deverá ser bastante inferior aos 700 milhões de euros que o Estado injetou na compra. 

Com a venda em contrarrelógio, o montante que constará nas candidaturas terá sido revisto em baixa nos últimos dias pelos interessados e existe a possibilidade de o Estado estar disposto a negociar e a encaixar algumas perdas com a alienação. 
Ao futuro comprador terá sido exigido o pagamento dos 125 milhões de euros que o banco ainda não devolveu ao Estado e de parte dos 700 milhões de euros que também foram injetados. 

Além destes últimos fundos públicos, o Banif recebeu um empréstimo de 400 milhões de euros em CoCos (obrigações que podem ser convertidas em capital), dos quais 275 milhões de euros já foram liquidados. A última tranche, de 125 milhões de euros, deveria ter sido paga em dezembro do ano passado, mas acabou por não ser. Não sendo conhecidos os valores das propostas, não se sabe ainda qual o impacto da operação nas contas públicas. 

Banco vende Malta 

No mesmo dia em que terminou o prazo final para a sua venda, o Banif anunciou a assinatura de um acordo para a venda da sua unidade em Malta. O banco encaixou 18,4 milhões com a alienação de 78,46% do capital do Banif Bank, abandonando assim a sua presença em Malta. “O Banif assinou hoje um acordo de compra e venda, respeitante à venda da sua participação de 78,46% no capital social do Banif Bank (Malta), sendo o preço de venda acordado para essa participação 18,4 milhões de euros, que corresponde ao seu valor contabilístico”, revelou em comunicado. Além de Malta, as unidades descontinuadas do grupo ainda para venda são o Banco Banif Brasil, o Banco Caboverdiano de Negócios e a Açoreana Seguros. Moody’s ameaça rating Os recentes desenvolvimentos do Banif não passaram despercebidos à agência de notação financeira Moody’s, que colocou ontem o rating do banco sob revisão e admitiu um possível corte. 

Numa nota de análise, a agência argumenta a decisão de poder rever em baixa a notação do Banif com os “desenvolvimentos recentes do mercado e do impacto que estes podem ter sobre os fundamentos financeiros já frágeis do Banif”, assim como pela possibilidade de este requerer “ajuda externa”, seja por via de investidores privados ou de fundos públicos. “Os recentes eventos combinados com fundamentos financeiros fracos continuam a levantar dúvidas sobre a viabilidade futura do Banif”, alerta. Quando concluir a revisão do ‘rating’, que poderá confirmar ou não o eventual corte, a agência adianta que irá avaliar tanto a evolução dos indicadores financeiros do banco como as medidas tomadas para resolver os atuais problemas. Ações suspensas 

Os títulos do Banif foram suspensos na quinta-feira, quando negociavam nos 0,002 euros, e a exclusão da negociação das ações só deverá ser levantada pela CMVM durante este fim-de-semana.O regulador do mercado de capitais tinha deliberado a suspensão “até à prestação de informação relevante relativa ao processo de venda voluntária do mesmo”. Ou seja, a CMVM decidiu suspender os títulos até que o processo de venda fique totalmente concluído ou, em alternativa, seja eventualmente aplicada uma medida de resolução ao banco. 

Só depois de esclarecido o futuro do banco, que deverá ser conhecido durante este fim-de-semana, é que o regulador liderado por Carlos Tavares deverá levantar a exclusão da negociação dos títulos do Banif na Bolsa de Lisboa. 


http://www.dinheirovivo.pt

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