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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Quando mais de mil criminosos se apoderaram de Lisboa


fuga do limoeiro.JPG


Uma horda de mil criminosos esfaimados viu-se solta e arremeteu contra Lisboa, lançando o terror entre a população. Foi o dia de todos os horrores, cuja recordação marcou os piores pesadelos dos lisboetas durante muitos anos.

O dia 29 de abril de 1847 ficou marcado na memória dos portugueses durante décadas. Mais de mil presos, muitos perigosos, alguns armados, todos imundos, desgrenhados e famintos, dispersaram pelas ruas de Lisboa lançando num ambiente de terror a pacata população, já de si martirizada pela escassez de mantimentos e as imprevisíveis manobras militares que marcaram aqueles tempos. O caso, muito falado dentro de portas e até nos jornais europeus, traçou um quadro de descalabro do Portugal de então.
cadeia do limoeiro.jpg
Eram cinco horas da tarde, quando cerca de 40 homens armados, do 2º Batalhão de Sapadores, acompanhados por alguns soldados da guarda, exigiram, em altos brados, a abertura dos portões do Limoeiro, com o pretexto de acudir a uma desordem no interior da cadeia. Ao mesmo tempo, disparavam tiros para o interior, atingindo logo o carcereiro e o guarda da porta. Deu-se a entrada do grupo, que facilmente se terá apoderado das chaves e conseguido abrir as portas interiores e libertar todos os prisioneiros.
A facilidade com que tudo aconteceu, aliás, levantou suspeitas de conivência interna, chegando a garantir-se que as celas estavam escancaradas e os guardas não ofereceram qualquer resistência aos invasores.
O objetivo da incursão era soltar os presos políticos, cerca de centena e meia, que ali estavam na sequência das conturbadas movimentações dos meses anteriores, mas o resultado foi libertar 1026 detidos da pior espécie, entre assaltantes e assassinos, mais uma multidão indiferenciada que arremeteu contra todos os que tiveram o azar de lhes aparecer ao caminho.
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Um grande grupo rumou ao Castelo de São Jorge, então também cadeia, que se pretendia atacar de surpresa. Os planos saíram gorados, devido à prontidão de um sentinela, que deu o alarme e levou à debandada da turba esfaimada em direção "às barracas da Graça".
Rapidamente, foram enviadas tropas para deter esta destrutiva horda, mas muitos estragos estavam já feitos e dos confrontos entre foragidos e perseguidores resultaram mais danos e a perda de vidas.

Patuleia.jpg
Pouco tempo depois foram recapturados os primeiros 42 fugitivos e, até ao final da noite do dia 30, cerca de 600 haviam já sido recolhidos ao cárcere. Três dezenas foram mortos. Um número significativo conseguiu sair da cidade, quer por estrada, quer atravessando o Tejo, rumo ao Sul. Dos presos políticos, que efetivamente se pretendia soltar, 16 recusaram sair do Limoeiro e participar no que classificaram como "ultrajante tentativa de fuga".

Se, uma semana antes destes acontecimentos os jornais ingleses já afirmavam que o estado da Capital portuguesa era "assustador", nomeadamente porque grande parte da população não tinha o que comer, face ao aumento rápido e avassalador do preços dos alimentos e à brutal desvalorização da moeda, que remeteu muitos à mendicidade, imagine-se então como ficaram as coisas após a investida da furiosa turbamulda...
À margem
D maria II.jpgEste estado de coisas, garantiam os mesmos jornais estrangeiros, originou uma enorme "animosidade" em relação à rainha (D. Maria II), apontada como causadora de todos estes males.
Efetivamente, foram tempos de grande perturbação e violência. Entre as primaveras de 1846 e 1847 sucederam-se tumultos*, com início em zonas rurais do norte do País e que rapidamente se propagaram a todo o território. Ainda não estavam sanadas as feridas deixadas pelas guerras entre liberais e absolutistas, já os portugueses se revoltavam contra um conjunto de leis lançadas pelo denominado governo dos Cabrais (os irmãos António Bernardo da Costa Cabral e José Bernardo da Silva Cabral): desde o aumento de impostos a alterações no recrutamento militar e à polémica proibição dos enterros nas igrejas.
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Como é habitual nestas situações, as diferentes fações políticas "cavalgaram" a onda, chamaram a si os seus apoiantes e, entre quedas de governos, suspensão de garantias constitucionais, golpes e intrigas várias, não se coibiram de pegar em armas e colocar o País a ferro e fogo.
O ambiente só apaziguou quando D. Maria II conseguiu o compromisso da Quadrupla Aliança (França, Espanha e Inglaterra) de apoiar os seus propósitos e ajudar a conter os revoltosos, o que acabaria por acontecer, tendo a rainha sido obrigada a aceitar os termos impostos pelos aliados (Convenção do Gramido). A 10 de junho de 1847, proclamava uma espécie de amnistia geral para os suspeitos de implicação em tão nefastos eventos....mas só em teoria, porque não tardaram represálias e vinganças sobre os mesmos.
Quanto ao Limoeiro, os guardas foram ilibados juridicamente de qualquer participação na fuga, mas a prisão continuou a ser o espaço sobrelotado e degradante a todos os níveis que já era, cói de propagação de todas as doenças e vícios.
Mas isso é outra história...

...................
* Do muito que aconteceu nesta época, alguns epítetos ficaram para a história: “revolução da Maria da Fonte”; “a emboscada” e a “guerra da Patuleia” foram alguns dos acontecimentos que marcaram este período conturbando.
.............


Hemeroteca Digital de Lisboa
http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/
O Espectro
nº44 – 1 mai. 1847
nº56; 11 jun. 1847
Imagens
D. Maria II
Arquivo Nacional Torre do Tombo
TT,SNI, Arq. Foto. 68589

https://books.google.pt/books?id=9S gDwAAQBAJ&pg=PT192&lpg=PT192&dq=limoeiro+abril+1847&source=bl& ts=aicg1MU-MH&sig=ACfU3U1zWKKm9s3z4GPYlSI8SrmbQyP1fA&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwiC16qw2tPkAhWDDGMBHf11Bj0Q6AEwCXoECA QAQ#v=onepage&q=1847&f=falseClose

Cadeia do Limoeiro
Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa
Desenho de J. R. Cristino, gravura de Oliveira
Fotografia de Eduardo Portggal
PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/EDP/002087
Biblioteca Nacional de Portugal
www.purl.pt
Lisboa, Largo do Loreto, meados do século XIX
BN E. 3351 P

osaldahistoria.blogs.sapo.pt

O tenebroso carrasco da torre


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Grosseiro, brutal, sem moral ou escrúpulos e, ao mesmo tempo, ridiculamente presunçoso e burocrático. Cair nas suas garras era sinal de morte ou sofrimento atroz.

A simples menção do seu nome infundia o mais profundo terror, como se do inferno seguido de morte se tratasse. Simultaneamente, talvez num desvario de desespero, conseguia arrancar gargalhadas enlouquecidas às suas vítimas, tão caricatos eram as suas maneiras e argumentos. Teles Jordão, valente militar na defesa de Portugal contra o jugo francês, transformado em tenebroso carrasco dos liberais desafortunadamente presos na “sua” torre de S. Julião da Barra.
Os homens não têm só uma cara, mas é difícil encontrar relatos que sejam elogiosos para esta figura, mesmo entre os seus companheiros de armas. Nascido na Guarda, em 1777, foi subindo na carreira militar a pulso e parece ter hesitado entre liberais e absolutistas, pois abraçou uns, mas conspirou por outros; foi promovido pelos primeiros que depois o destituíram por compactuar com os segundos. Foi verdugo dos miguelistas e morreria às mãos dos partidários de D. Maria II, depois de, com a suas próprias mãos ou pelo trabalho sujo encomendado a terceiros, ter levado para à cova muitos defensores da constituição liberal.
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“Monstro intratável, orgulhoso e pedantesco”, “malvado por natureza” e com uma língua viperina”. Estes são alguns dos epítetos com que o governador da prisão de São Julião da Barra durante grande parte do reinado de D. Miguel é caracterizado pelos que sofreram às suas mãos ou viram outros sofrer.
Mais de 600 presos de Estado – leia-se políticos – encerrados num edifício húmido, infecto, gélido, sem cama ou luz, por vezes dias e dias sem comer ou poder comunicar, meses sem receber notícias da família. Muitos oficiais das hostes liberais, funcionários públicos, comerciantes, proprietários – apenas uma mulher - a condessa da Subserra – cujo delito era pugnarem por outras cores, ali misturados com salteadores e homicidas. Uns e outros, à mercê de um só homem: Joaquim Teles Jordão.
E este fazia bem jus à sua fama, humilhando, oprimindo cruelmente, espancando, indiscriminadamente atirando para os subterrâneos, sem perguntas ou justificações.
Era “obsceno e desbocado até na presença da mulher e filha” e maltratava também a guarnição, não poupando os “seus” a todo o tipo de grosserias, estivesse sóbrio ou, pior, quando estava embriagado, pois “depois do jantar, todas as suas obras, para além de serem filhas da sua má índole, tinham ressaibos do vinho que o ventre lhe pejava”.
Ao mesmo tempo que se arrogava saber sobre todos os assuntos, defendia não haver necessidade de escolas ou livros e o seu primarismo contrastava com as formalidades impostas aos presos: para tudo exigia requerimentos, mas depois contestava-os de forma petulante, desconversando, ironizando, empatando e nunca respondendo de facto.
Foi um reinado de terror que durou até Teles Jordão ser novamente chamado a pelejar, já marechal de campo, para defender os desígnios de D. Miguel. Aí, voltou a bater-se valentemente, mas a história tinha previsto um fim trágico para o homem que tanto ódio fomentou.
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Incumbido de intercetar as tropas comandadas pelo Duque da Terceira, que se dirigiam para Lisboa, passou o Tejo para a margem sul e, aí, na batalha da Cova da Piedade, foi surpreendido pelas hostes inimigas que, embora em menor número, conseguiram impor a sua força, obrigando os realistas a recuar em direção a Cacilhas, sob o tórrido sol de 23 de julho de 1833.
Junto ao rio “matou-se muito nos degraus do molhe. As pequenas ondas do Tejo lambiam das pedras o sangue e os mortos”. Teles Jordão é reconhecido, “alvejado a tiro por um, acutilado por outro e liquidado à baioneta por um soldado” - Romão José Soares. Os populares “apoderam-se do cadáver, que andou em bolandas servindo de alvo à chacota”.
Acabou  "por ser abandonado e enterrado na praia de Cacilhas e, talvez para que não restassem dúvidas que o tirano estava morto, lhe deixaram um braço de fora”.
Cantou-se até altas horas:

“Já morreu Teles Jordão:
Nas profundas do Inferno.
Os diabos lá disseram
Temos carne para o Inverno!”

Na outra margem, à distância, por certo, os presos em S. Julião da Barra cantariam também se soubesse estar livres do seu carrasco.

À margem
“Reis e Teles Jordão compunham um todo indivisível, que estava presente e obrava ao mesmo tempo por cima dos presos e por entre eles. Teles Jordão pela pessoa de Reis tinha o seu braço direito nas entranhas da terra a atormentar-nos, como D. Miguel residia na Torre pela pessoa de Teles Jordão”. O relato pungente fala de João dos Reis Leitão, personagem obscura com longo historial dos mais horrendos crimes. Conhecido por desacatos e atrocidades nos anteriores presídios onde esteve – Limoeiro e Castelo, de onde fugiu – foi transferido para a torre de Teles Jordão como último recurso. A notícia espalhou o terror entre os “residentes”, mas o governador alegrou-se, “porque lhe entregavam não uma vítima nova, mas um novo e seguro instrumento para martirizar”. “Principiaram com efeito a servir-se dele, mandando-o, ora para um, ora para outro cárcere dos em que havia presos ainda não totalmente quebrados ou contra quem se tinha algum particular motivo de animadversão ou de antipatia”. Pode apenas imaginar-se o que sofreram os infelizes que tiveram por companhia forçada este “sevandija venenoso”, que desprezava a dignidade e a vida humanas. Mas, o destino é irónico: tendo disseminado horror ao longo da sua existência, teve uma morte lenta e dolorosa, corroído pela doença. Foram as suas vítimas quem lhe fechou os olhos e o envolveram num lençol “para se ir à terra”.
Mas isso é outra história… 


Fontes
Istória do cativeiro dos presos de Estado na Torre de S. Julião da Barra de Lisboa durante a dezastroza época da usurpação do legítimo governo constitucional deste reino de Portugal, por João Baptista da Silva Lopes, um dos mártires da referida torre – Lisboa – Imprensa Nacional – 1833 - Harvard College Library; disponível em:

À chegada da Senhora D. Maria II, Rainha constitucional dos Portuguezes à sua capital de Lisboa em 23 de setembro de 1833 – ODE – Lisboa: na Typographia de Fillipe Nery – Harvard College Library – the gift of Archibald Cary Coolidge, Ph.D. – class of 1887 – Russian Collection of 1922, disponível em:

As 25 prisões de Adriano Ernesto de Castilho Barreto, Cavaleiro das Ordens de Christo e da Conceição, Ajudante do Procurador Régio da Relação de Lisboa, Membro do real Conservatório, etc, etc… -Lisboa – Typografia Lusitana – 1845 – The Lybrary University of Califórnia – Los Angeles, disponível em:

Arquivo Direção Regional de Cultura dos Açores
"Recorte de imprensa do artigo ""O Telles Jordão"", redigido por Zeferino Brandão
PT/BPARPD/PSS/TB/014/023

Hemeroteca Digital de Lisboa
A Illustração Portugueza – Semanário – Revista Litterária e Artística – Thypographia do Diário Illustrado
Textos de Pinheiro Chagas
2º ano; nº 35 – 15 mar. 1886
2º ano; nº 37 – 29 mar. 1886
2º ano; nº 37 – 29 mar. 1886

Diário das Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa – nº141 - Imprensa Nacional – 1821; disponível em:

Diário das Cortes Gerais, Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa – Segundo anno da Legislatura – Tomo sexto – Lisboa – Imprensa Nacional – 1822; disponível em:

Gazeta de Lisboa – 1833 – parte I edições 1-172 – Na Regia Typografia Silviana - Harvard College Library , disponível em:

Miguel, suas aventuras escandalosas, seus crimes, e sua usurpação, por um português de distinção, traduzido do francês, II edição, Rio de Janeiro, em casa de Eduardo Laemmert, 1833 – Officina Thypografica de Gueffier e Cª; disponível em:


Pedreira – Poema heroico da liberdade portugueza por José Martins Rua – Porto, Thipographia Commercial Portuense – 1843; disponível em:

Lista de 618 Presos de Estado Na Torre de S. Julião Da Barra 1828-1833, disponível em:

https://almada-virtual-museum.blogspot.com/2015/07/os-dias-23-e-24-de-julho-de-1833-parte.html
https://almada-virtual-museum.blogspot.com/2014/10/derrota-dos-miguelistas-em-cacilhas.html citando Gazeta de Lisboa, 6 de agosto de 1833, a mesma versão dos acontecimentos é descrita em Napier, Admiral Charles,An account of the war in Portugal between Don Pedro and Don Miguel, London, T. & W. Boone, 1836


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Ele há coisas extraordinárias !


Falta de memória
ou confusão nas cabeças


Em editorial (significativamente intitulado «A força do Governo está na fraqueza da esquerda» ), Manuel Carvalho escreve no «Público» o seguinte:«(…) Se no passado “geringonça” se alicerçou na dissimulação de uma relação entre partidos que na sua essência têm mais para se confrontar do que para colaborar, o futuro quadro político vai ser mais claro. O PS viverá sempre condicionado, mas quer o Bloco e o PCP estarão condenados a ponderar todos os dias os riscos políticos de deixarem cair um governo de esquerda.  (…) Quando António Costa declara que “a direita toda junta, desde o PSD ao Chega, só poderá derrotar o PS se conseguir somar os votos do PAN e de toda a esquerda” (2) está a tornar clara a razão pela qual desta vez decidiu prescindir da negociação de posições conjuntas com o Bloco e o PCPEstá a sugerir que há uma coacção política a pairar sobre os partidos da esquerda que protege o seu Governo. Para o primeiro-ministro, e para a maioria dos cidadãos, só uma anormalidade permitiria a soma dos votos de um destes partidos com o PSD. A imunidade do Governo a moções de censura, na teoria de António Costa, justifica-se pela fragilidade estratégica dos seus  mas não ponta de conexão com os outrora parceiros.(…)».

Ora, supondo que os leitores seguiram atentamente estes raciocínios de Manuel Carvalho, eu quero sobretudo afirmar que esta longa citação é uma pura efabulação em que até pode haver alguma criatividade mas não há qualquer ponto de contacto com realidades passadas e presentes. Com efeito, a este respeito, parece-me útil lembrar o seguinte :
1. Para a legislatura de 2015 a 2019, as «posições conjuntas» celebradas separadamente entre o PS e o PCP, o BE e o PE não estabeleciam qualquer vinculação de voto dos «parceiros» do PS a moções de censura, de leis avulsas (excepto naturalmente em relação às matérias comummente acordadas) e Orçamentos de Estado, apenas se prevendo para estes um «exame comum».
2. Quer isto dizer, sem margem para contestação, que o «perigo» ou o «cenário» (1) de PCP, BE  e PE, como invoca Manuel Carvalho, convergirem com a direita contra o governo minoritário do PS é exactamente igual nesta legislatura ao que era na legislatura anterior. 
81)
3. E se diferença há agora é em sentido contrário ao que desenha Manuel Carvalho; com efeito, na situação pós últimas eleições até se pode dizer que enquanto na legislatura anterior para não cair o governo PCP, BE e PE tinham de votar ao lado do do PS, agora até se podem abster porque o PS tem mais deputados que a direita toda somada.
4. Tudo isto, fixe-se o essencial : ou seja, o que será determinante no futuro próximo não são conjecturas e palpites sobre quem vota como  ou o quê mas sim o quê que vai estar a votação.

(1) Como tantos outros, Manuel Carvalho parece estar esquecido que, entre 2015 e 2019, o PS votou árias vezes ao lado da direita contra propostas do PCP, do BE e do PE.

(2) A esta  declaração de António Costa, já se seguiu a de AugustoaSantos Silva segundo o qual «“O aviso é que, nesta composição parlamentar, só é possível retirar as condições básicas de governação ao Governo do Partido Socialista através da constituição de uma coligação negativa e contranatura entre o centro-direita e direita e todas as forças à esquerda do PS – e todos sabemos, na maioria parlamentar, que isso seria uma traição ao nosso eleitorado”. Estamos pois perante uma linha de orientação  do PS caracterizada por uma inoportuna agressividade e chantagem que, a continuar, não facilitará as coisas.
Via: o tempo das cerejas 2 http://bit.ly/331NxBa

FADO POPULAR - SÉRIE 2 - O BLOGUE DESENVOLTURASeDESACATOS VAI INICIAR HOJE UMA LONGA SÉRIE SÉRIE DE FADO POPULAR





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Fado, Bia Santos, "Sou filha das ervas"
Guitarra portuguesa: David Correia, Manuel Ferreira Viola de fado: José Santana Viola baixo: Francisco do Carmo Letra: Amália Rodrigues / Música: Carlos Gonçalves Repertório de Amália Rodrigues Local: CLAF - Clube Lisboa Amigos do Fado, Lisboa (2017-09-03) Links: Letra: http://fadosdofado.blogspot.pt/2008/06/filha-das-ervas.html Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=UJ7vaYP87eE Local: http://www.facebook.com/claf.fado #ZT
 
Bia Santos, "Fado Franklim (sextilhas)" - "Senhor, não sei o meu nome"
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Fado, Fernanda Lemos, "Dá tempo ao tempo"
Guitarra portuguesa: David Correia, Manuel Ferreira Viola de fado: José Santana Viola baixo: Francisco do Carmo Letra: António Campos / Música: Joaquim Pimentel Repertório de António Mourão Local: CLAF - Clube Lisboa Amigos do Fado, Lisboa (2017-09-03) Links: Letra: http://fadosdofado.blogspot.pt/2008/06/d-tempo-ao-tempo_30.html Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Sw-NeTMR4Io Local: http://www.facebook.com/claf.fado #ZT
 
Jorge Quaresma, "Fado das Horas" - "Menor Maior"
Guitarra portuguesa: David Correia, Manuel Ferreira Viola de fado: José Santana Viola baixo: Francisco do Carmo Letra: Ary dos Santos / Música: Maria Teresa de Noronha Repertório de Carlos do Carmo Local: CLAF - Clube Lisboa Amigos do Fado, Lisboa (2017-09-03) Links: Letra: http://fadosdofado.blogspot.pt/2008/09/menor-maior.html Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=lb3JDe6GSmQ Local: http://www.facebook.com/claf.fado #ZT
 
Fado, Judite Maria, "Foge de mim"
Guitarra portuguesa: David Correia, Manuel Ferreira Viola de fado: José Santana Viola baixo: Francisco do Carmo Letra: Domingos Gonçalves da Costa / Música: Maximiano de Sousa Repertório de Max Por vezes referenciado como "Lamentos" Local: CLAF - Clube Lisboa Amigos do Fado, Lisboa (2017-09-03) Links: Letra: http://fadosdofado.blogspot.pt/2011/04/foge-de-mim.html Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=pwoyjcM-e48 Local: http://www.facebook.com/claf.fado #ZT
 
Fado, Maria José (Zezinha) Marques, "Lisboa e o Tejo" "
Guitarra portuguesa: David Correia, Manuel Ferreira Viola de fado: José Santana Viola baixo: Francisco do Carmo Letra: Mário Raínho / Música: Fontes Rocha Local: CLAF - Clube Lisboa Amigos do Fado, Lisboa (2017-09-03) Links: Letra: http://www.reverbnation.com/vaniaduarte/song/7822728/lyrics Vídeo: Local: http://www.facebook.com/claf.fado #ZT
 
Maria José (Zezinha) Marques, "Fado Carlos da Maia" - "A mulher que já foi tua"
Guitarra portuguesa: David Correia, Manuel Ferreira Viola de fado: José Santana Viola baixo: Francisco do Carmo Música: Carlos da Maia / Letra: Carlos Conde Local: CLAF - Clube Lisboa Amigos do Fado, Lisboa (2017-09-03) Links: Letra: http://fadosdofado.blogspot.pt/2008/10/mulher-que-j-foi-tua.html Vídeo: Local: http://www.facebook.com/claf.fado #ZT
 
Maria José (Zezinha) Marques, "Fado Loucura" - "Sou do fado"
Guitarra portuguesa: David Correia, Manuel Ferreira Viola de fado: José Santana Viola baixo: Francisco do Carmo Letra / Música: Júlio de Sousa Repertório de Berta Cardoso Local: CLAF - Clube Lisboa Amigos do Fado, Lisboa (2017-09-03) Links: Letra: http://fadosdofado.blogspot.pt/2008/07/sou-do-fado.html Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=e-OE1f8zht8 Local: http://www.facebook.com/claf.fado #ZT
 
Fado, Maria José (Zezinha) Marques, "Lençóis de lua"
Guitarra portuguesa: David Correia, Manuel Ferreira Viola de fado: José Santana Viola baixo: Francisco do Carmo Letra: Mário Raínho / Música: Fontes Rocha Repertório de Maria Armanda Local: CLAF - Clube Lisboa Amigos do Fado, Lisboa (2017-09-03) Links: Letra: http://fadosdofado.blogspot.pt/2009/07/lencois-de-lua.html Vídeo: http://youtu.be/j28jC8OD-u8 Local: http://www.facebook.com/claf.fado #ZT
 
Fado, Ana Maria Guerreiro, "Aquela rua"
Guitarra portuguesa: Vítor do Carmo Viola de fado: José Santana Viola baixo: Tó Correia Letra: João Linhares Barbosa / Música: Jaime Santos Local: Festival do Marisco, Olhão (2017-08-16) Links: Letra: http://fadosdofado.blogspot.pt/2008/07/aquela-rua.html Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=9QA_D40RvkA Local: #ZT
 
Fado, Estrela Maria, "Gaivota"
Guitarra portuguesa: Vítor do Carmo Viola de fado: José Santana Viola baixo: Tó Correia Letra: Alexandre O'Neil / Música: Alain Oulman Repertório de Amália Local: Festival do Marisco, Olhão (2017-08-16) Links: Letra: http://fadosdofado.blogspot.pt/2008/06/gaivota.html Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=8gAHDW0JYRI Local: #ZT
 
Fado, Firmino Rodrigues, "Eu quis demais"
Guitarra portuguesa: Vítor do Carmo Viola de fado: José Santana Viola baixo: Tó Correia Letra: Fernando Farinha / Música: Fontes Rocha Repertorio de Fernando Farinha Local: Festival do Marisco, Olhão (2017-08-16) Links: Letra: http://fadosdofado.blogspot.pt/2008/06/eu-quis-demais.html Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=cLrOGVMbTb4 Local: #ZT
 
Fado, Helena Silva, "Trago fados nos sentidos"
Guitarra portuguesa: Vítor do Carmo Viola de fado: José Santana Viola baixo: Tó Correia Letra: Amália Rodrigues / Música: Fontes Rocha Local: Festival do Marisco, Olhão (2017-08-16) Links: Letra: http://letras.mus.br/amalia-rodrigues/567288/ Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=EAedt9oL-fo Local: #ZT
 
Fado, Joana Rato, "Ó meu amor marinheiro"
Guitarra portuguesa: Vítor do Carmo Viola de fado: José Santana Viola baixo: Tó Correia Letra: António Campos / Música: Joaquim Pimentel Repertório de Saudade dos Santos Local: Festival do Marisco, Olhão (2017-08-16) Links: Letra: http://fadosdofado.blogspot.pt/2010/01/meu-amor-marinheiro.html Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=IqoPg97I_Zw Local: #ZT
 
Fado, Joaquim Alhinho, "Da janela do meu quarto"
Guitarra portuguesa: Vítor do Carmo Viola de fado: José Santana Viola baixo: Tó Correia Letra: António Vilar da Costa / Música: Nóbrega e Sousa
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