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quinta-feira, 29 de novembro de 2012



A SINISTRA INTENÇÃO DA COMISSÃO EUROPEIA


DESCOBERTA A SINISTRA INTENÇÃO  DA UNIÃO EUROPEIA :

À SOCAPA E COM UM PROGRAMA  OCULTO, QUEREM PRIVATIZAR A SEGURANÇA SOCIAL, ALÉM DE  SERVIÇOS PÚBLICOS.



Quem disse que é bom ter um português como presidente da Comissão Europeia, que neste caso importante se manteve em silêncio como cúmplice desta sinistra intenção ? Se hoje em França não fosse Hollande o presidente, continuaríamos na total ignorância por falta de divulgação na imprensa desta tramoia, que continuaria escondida numa gaveta dos governos ultra-liberais da Europa ao serviço dos Bilderberg's Group. Esta directiva existe desde Dezembro de 2011, já depois de o governo de Passos Coelho estar em funções. Alguém ouviu ou leu algo a seu respeito na imprensa portuguesa ? Pois...

A proposta de Directiva da União Europeia relativa aos contratos públicos, em apreciação no Parlamento Europeu, é um novo exemplo do processo em curso de destruição do chamado “modelo social europeu” e de regressão social e democrática do espaço europeu. Convertendo a União Europeia num espaço económico e político inteiramente comandado pelos mercados financeiros e por um ultraliberalismo suicidário. É também uma boa ilustração de como o diabo está nos detalhes.

A intenção de liberalizar e privatizar a segurança social pública é remetida para um anexo (o Anexo XVI) dessa proposta de directiva, mencionado singelamente como dizendo respeito aos serviços “referidos no artigo 74º”, sendo aí listados os serviços públicos que passariam a ser sujeitos às regras da concorrência e dos mercados:

- Serviços de saúde e serviços sociais
- Serviços administrativos nas áreas da educação, da saúde e da cultura
- Serviços relacionados com a segurança social obrigatória
- Serviços relacionados com as prestações sociais

Entre estes, avulta a intenção expressa de privatizar a segurança social pública, a par dos serviços de saúde e outros serviços sociais assegurados pelo Estado. Um alvo apetecido do capital financeiro em Portugal e no espaço europeu, que há muito sonha com a possibilidade de deitar a mão aos fundos da segurança social e às contribuições dos trabalhadores, sujeitando-os inteiramente às regras da economia de casino.

E como o fazem? À socapa, para ver se escapa à atenção e vigilância públicas. Um mero anexo, que remete para um mero artigo, nesta proposta de directiva em discussão.

Só que o artigo em causa (o 74º) diz que “os contratos para serviços sociais e outros serviços específicos enumerados no anexo XVI são adjudicados em conformidade com o presente capítulo”. Neste, relativo aos regimes específicos de contratação pública para serviços sociais, estabelece (artigo 75º) a regra do concurso para a celebração de um contrato público relativo à prestação destes serviços. E logo de seguida, enumerando os princípios de adjudicação destes contratos (artigo 76º), é estabelecida a regra de que os Estados-membros “devem instituir procedimentos adequados para a adjudicação dos contratos abrangidos pelo presente capítulo, assegurando o pleno respeito dos princípios da transparência e da igualdade de tratamento dos operadores económicos…”

Uma perfeição. De um golpe, escondido num anexo e numa directiva que daqui a uns tempos chegaria a Portugal, ficaria escancarada a porta para a privatização da segurança social pública e para a tornar inteiramente refém dos mercados financeiros. Que são gente de toda a confiança e acima de qualquer suspeita. Como esta crise tem comprovado. Ou não andamos nós há muito a apertar o cinto (e a caminho de ficar sem cintura) para merecermos o respeito e a confiança dos mercados financeiros, nas doutas palavras de Coelho & Gaspar, acolitados pelos representantes no Governo português dos interesses da Goldman Sachs, António Borges e Carlos Moedas? E, como também nos têm explicado, o que é bom para a Goldman Sachs e os mercados financeiros, é bom para Portugal e os portugueses.

Este golpe surge, como não podia deixar de ser, sob o alto patrocínio desse supremo exemplo de carreirismo e cobardia política chamado Durão Barroso que, além de se ter pisgado do governo português com a casa a arder, tem no seu glorioso currículo o papel de mordomo das Lajes na guerra do Iraque e, agora em Bruxelas a fazer de notário dos poderosos, faz jus ao seu nome sendo durão ultraliberal com os fracos e sempre servente dos mais fortes. Como é bom ter um português em Bruxelas!

Claro que isto anda tudo ligado. Esta proposta de directiva tem relação com os golpes sucessivos infligidos à segurança social pública em Portugal, com a operação para já frustrada em torno da TSU, com os insistentes cortes de direitos sociais, com os recorrentes argumentos do plafonamento e da entrega de uma parte das pensões ao sistema financeiro. Afinal, a lógica ultraliberal de que o melhor dos mundos será quando, da água à saúde, da educação à segurança social, tudo e toda a nossa vida estiver controlada pela lógica dos mercados e do lucro. Ou seja, pela lei do mais forte. Que é também coveira da democracia. E o Estado contemporâneo abdicar, como tarefa central, da sua função redistributiva e de redução da desigualdade social e regressar à vocação residualmente assistencialista do Estado liberal do século XIX.

Como refere o deputado socialista belga no PE, Marc Tarabella, “privatizar a segurança social é destruir os mecanismos de solidariedade colectiva nos nossos países. É também deixar campo livre às lógicas de capitalização em vez da solidariedade entre gerações, entre cidadãos sãos e cidadãos doentes…”, lembrando os antecedentes da sinistra proposta designada com o nome do seu autor por directiva Bolkestein (Bilderberg's member), e exigindo a eliminação da segurança social desta proposta de directiva.

É preciso defender a Segurança Social (e a Saúde e a Educação públicas) como uma prerrogativa do Estado e um sector não sujeito às regras dos Tratados relativas ao mercado interno e da concorrência. Para não termos um dia destes os nossos governantes e os seus comentadores de serviço, com a falsa candura de quem nos toma por parvos, a explicarem que vão entregar a segurança social pública aos bancos e companhias de seguros porque se limitam a cumprir uma decisão incontornável da União Europeia, como já estão a fazer na saúde e na educação. Decisão pela qual, evidentemente, diriam não ser responsáveis. Como é próprio dos caniches dos credores. E acrescentando sempre, dogma da sua fé neoliberal, que nada melhor do que a concorrência e a privatização para baixar os custos e proteger os “consumidores”, aquilo em que querem converter os cidadãos. Como se vê nos combustíveis, nas comunicações ou na electricidade. Tudo boa gente.

É preciso levantar a voz e a resistência social e política à escala europeia contra este projecto, antes que seja tarde demais. Em defesa da Segurança Social pública e do Estado Social. Garante de democracia e de menos desigualdade social.

TVP



OS SUBMARINOS DE PAULO PORTAS E OS HOTÉIS DE LUXO


O que tem hotéis de luxo a ver com submarinos?

Basílio Horta quer saber.

Novas contrapartidas negociadas entre o Estado e consórcio alemão incluem a requalificação de um hotel de luxo, operação que já estava prevista pelo AICEP.

Basílio Horta quer levar de novo ao Parlamento o caso das contrapartidas dos submarinos. O deputado da bancada socialista, que já presidiu à Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), não percebe como é possível classificar um hotel de luxo do Algarve como uma das contrapartidas do novo contrato com o consórcio alemão, quando o projecto já estava previsto pela AICEP.

............ 

Basílio Horta vai pedir esclarecimentos através da comissão parlamentar de Economia: "O que eu digo é que essa requalificação do hotel que está na Praia da Falésia, num local privilegiado, já era um projecto que estava na Agência. Eu não compreendo e fiquei espantado quando apareceu esse projecto como contrapartida dos submarinos". 

"Vamos fazer as necessárias diligências na comissão de Economia primeiro, depois na comissão de Defesa ou dos Negócios Estrangeiros para esclarecer devidamente este assunto", acrescenta Basílio Horta.

A especiaria

quarta-feira, 28 de novembro de 2012



Sou cliente da ZON


Sou cliente da ZON. Apenas porque devo ter atirado pedras à cruz, numa outra incarnação, ou porque sou muito má pessoa nesta... não há dia algum em que o serviço da ZON seja igual, ou sequer parecido, com aquilo que me foi prometido e que efectivamente pago: boa imagem e internet rápida.
Na verdade, os “soluços” da imagem e a (praticamente sempre) quase inexistência de um serviço de internet digno desse nome, já me deixou muitas vezes de “saltos altos”, perdão... “à beira de um ataque de nervos” (estou sempre a confundir os nomes dos filmes do Pedro Almodôvar!).
Hoje, ao ler que a filha do Presidente angolano, Isabel dos Santos, entrou para a administração da ZON e tendo consciência do que neste blog tenho escrito sobre ela e o seu estimado pai... acreditei (num momento de fraqueza) que o mau serviço da ZON devia ser uma coisa pessoal contra mim... mas não! Pode lá ser!!!
À cautela, como a “net” e as minhas séries de televisão e os filmes me fazem bastante falta, quero aqui deixar claro e declarar "solenemente" que considero a dona Isabel dos Santos uma Santa senhora, que tenho a certeza de que ganhou todos os vários milhares de milhões de dólares, de euros e mais as copiosas jóias que possui... apenas com o suor do seu rosto, que a considero a mais do que justificada alegria e orgulho do seu extremoso pai... e que não mais pecarei, nem em pensamento, contra a querida nova administradora da minha empresa favorita!!!
Juro ainda que se algum dia tiver dinheiro “que se veja”, vou depositá-lo num dos seus bancos!!!


Madeira gasta dois milhões nas iluminações de Natal e fogo-de-artifício

Madeira gasta dois milhões nas iluminações de Natal e fogo-de-artifício

O Governo Regional da Madeira vai gastar cerca de dois milhões de euros nas iluminações decorativas de Natal e na queima de fogo-de-artifício na passagem de ano, avança hoje o Público. A empresa que apresentou a proposta mais baixa a concurso foi preterida a favor da que é habitualmente a seleccionada, e anunciou já que vai mover um processo judicial contra o júri do concurso público por alegado favorecimento.

As iluminações têm um custo de 1,2 milhões de euros, e o fornecimento e a queima de fogo-de-artifício nas festas do réveillon 754 mil euros.
Os encargos com o fogo são repartidos pelos orçamentos de 2012 e 2013, sendo remetida para o do próximo ano a quase totalidade (739 mil) desta despesa, segundo uma portaria conjunta das secretarias do Turismo e das Finanças, publicada no Jornal Oficial de 19 de Novembro.
 O Governo regional lançou um concurso para a adjudicação das iluminações decorativas das festas de Natal e de passagem de ano para 2013 e para 2014 e das festas de Carnaval dos próximos dois anos, com o valor-base de 3,8 milhões.
Segundo o jornal, como nos anos anteriores, foi seleccionada a empresa Luzosfera, que concorreu com uma proposta de 2,6 milhões de euros. A proposta de preço mais baixo, que foi apresentada pela Som-ao-Vivo, também madeirense, era de 2,27 milhões, tendo sido candidato um terceiro concorrente, a continental Iluminações Teixeira Couto /AMG – Instalações Eléctricas, com o valor-base do concurso.
A empresa Som-ao-Vivo, concorrente preterido apesar de ter apresentado a proposta mais barata, anunciou que vai mover um processo judicial contra o júri da Secretaria Regional do Turismo, por alegado favorecimento na atribuição da empreitada à Luzosfera, do grupo SIRAM, que mantém intocável a sua hegemonia há quase três décadas. No ano passado, o concurso foi anulado pelo Tribunal de Contas, mas a empreitada foi concedida à mesma empresa por ajuste directo.
A Câmara de Lisboa prevê gastar 250 mil euros em iluminações de Natal nas artérias da Baixa pombalina, ou seja, cerca do 20% do que o Funchal vai gastar.
Através de um protocolo de cooperação para dinamizar o comércio na quadra natalícia, o município lisboeta vai pagar à União de Associações de Comércio e Serviços 250 mil euros para iluminar as principais ruas até ao Dia de Reis. No ano passado investiu 150 mil e em 2010 cerca de 700 mil euros.
A crise no comércio tradicional na cidade do Porto levou também a câmara e a associação de comerciantes a aumentarem em 20% o investimento nas luzes e animação de Natal. O investimento em 2011 rondou os 100 mil euros e este ano aumentou para os 120 mil, passando também de uma cobertura de sete para 25 ruas em termos de iluminação, anunciou Vladimiro Feliz, vice-presidente da câmara.

O tempo de antena de Balsemão

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Imediatamente antes do noticiário das 19 (não sei de outros também), a SIC Notícias apresenta de supetão uma espécie de videoclip com imagens de manifs, greves e cargas policiais, onde projecta uma imagem catastrófica do país.
Não se sabe a que propósito vem o interludio nem de quem é a responsabilidade editorial. Começa e acaba como se fosse um fenómeno natural.
Uma manipulação vergonhosa.
O velho senador não suporta a ideia de ter mais um concorrente com a privatização da RTP.



o Blog 

Reclusos 'preferem' a prisão à liberdade
Na hora de optar pela liberdade antecipada, os reclusos preferem ficar na cadeia, onde têm garantido alimentação e cuidados de saúde. A crise, que o País atravessa, não permite às famílias receberem-nos, revela o Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional, que pela primeira vez se deparou com uma situação destas, conta o Jornal de Notícias (JN).
PAÍS
Reclusos 'preferem' a prisão à liberdade
DR
O JN revela esta quarta-feira que, a sobrelotação das cadeias e as queixas pela falta de condições pesam pouco no momento dos reclusos optarem pela saída antecipada. O presidente do Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional, Júlio Resende, conta ao jornal que pela primeira vez os presos preferem permanecer nas cadeias.

A razão, explica, prende-se com “os problemas socioeconómicos em que vivem as famílias de muito reclusos (...). Estes presos têm consciência das dificuldades das famílias e não querem sobrecarrega-las”, acrescentou Júlio Resende, que diz ter conhecimento de pelo menos cinco casos, nos últimos três meses.

Ao permanecerem nas prisões, os reclusos têm, pelo menos, a garantia de que continuarão a usufruir de alimentação e a cuidados de saúde.
No passado mês de Junho, de acordo com números revelados pelo JN, os 51 estabelecimentos prisionais em Portugal albergavam 13.307 reclusos.

Orçamento 2013 : regressão, até mais não - 1

A sopa de Arroios - desenho de Domingos Sequeira (1810)
É péssima a qualidade da imagem, e não é seguro que Lisboa a tenha presente. O povo lembra, mais frequentemente, a "sopa do barroso" (ou do Sidónio) sem que haja a garantia de a associar aos efeitos de uma ditadura. A blogosfera o lembra, e bem. Há quem a chame agora de "take away" dos pobres. Mas falando de fome, o  Banco Alimentar é a modernidade, na versão "do it yourself"... 

O video abaixo é uma peça espantosa da capacidade promocional da organização. Irá ser um instrumento importante da politica social nos tempos que se avizinham, de regressão até mais não...

Popout


Conversa avinagrada (o tema foi-me "sugerido" pelo Matéria do Tempo)