O governo aumentou o Indexante de Apoios Sociais, que estava ‘congelado, nos 419,22 euros desde 2009 e à boleia do IAS aumentam também várias prestações pagas pela Segurança Social, uma delas é o subsídio de desemprego. O valor máximo que pode ser pago a um desempregado está fixado em 2,5 Indexantes de Apoios Sociais. A subida deste indexante, a partir deste mês, de 419,22 para os 421,32 euros fará com que o limite deste subsídio passe dos atuais 1048 euros para 1053,3 euros.
o IAS serve de referência a várias prestações, nomeadamente ao Rendimento Social de Inserção, à atualização das pensões, ao subsídio social de desemprego (que pode corresponder a 80% ou a 100% do IAS) ou ao subsídio de doença, já que a lei determina que o valor mínimo não pode ser inferior a 30% do Indexante. Os subsídios sociais no âmbito da parentalidade, o abono de família (o pré-natal e o ‘geral’) e a atribuição de bolsas de estudo estão também deponentes do IAS.
A ministra que tutela as polícias sublinha que o número de agentes "é superior ou mesmo muito superior à média da OCDE".
Constança Urbano de Sousa admite, no entanto, que pode existir "uma má gestão desses recursos". Dá como exemplo "vários polícias a realizar algumas tarefas que na realidade não deveriam ser eles a realizar".
SOM AUDIO
Foi com base neste diagnóstico que a ministra da Administração Interna traçou como objetivo libertar para trabalho operacional perto de 600 agentes hoje afetos às messes, tanto da PSP como da GNR. O DN noticiava há duas semanas que, destes agentes, só 50 estarão em condições de fazer patrulhas.
Em entrevista esta manhã na TSF, a governante explicou que "muitos desses agentes que realizam tarefas que não são de polícia como tirar cafés, ou servir às mesas, ou descascar batatas numa cozinha, e que podem ser realizadas por outra pessoa, não vão diretamente da cozinha ou da messe para a rua. Podem ir da cozinha para um serviço menos exigente sob o ponto de vista físico, como fazer notificações ou outro trabalho administrativo e aquele polícia jovem que está a fazer esse trabalho administrativo, esse sim, pode ir para a patrulha".
A ministra confirmou também que o nível de alerta face à ameaça terrorista se mantém e que há novos dispositivos de segurança à semelhança do que acontece noutros países. Constança Urbano de Sousa diz que as forças "estão atentas, vigilantes" numa postura preventiva.
Escutado pela TSF, Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, admite que uma reorganização da PSP poderá ajudar a pôr cobro às necessidades que hoje são sentidas um pouco por todas as esquadras.
O dirigente da maior associação sindical de polícias diz que esta reorganização é urgente e deixa uma proposta: a polícia deve deixar de ter algumas das competências que hoje lhe são atribuídas.
A polícia turca divulgou, esta segunda-feira, um vídeo gravado pelo atirador que provocou a morte a 39 pessoas, em Istambul, na madrugada da passagem de ano.
As imagens foram captadas pelo suspeito na praça Taksim, um local emblemático na cidade, antes de perpetrar o atentado terrorista (o momento não foi especificado). O homem, vestido de preto, filma-se a si próprio e mostra o que o rodeia.
Segundo o Mirror, o vídeo foi difundido pela polícia um dia após o ataque ser reivindicado pelo Estado Islâmico. O protagonista ainda não terá sido identificado pelas autoridades, mas estas admitem estar perto de conhecer a sua identidade.
As primeiras informações veiculadas dão conta de que o suspeito será natural do Uzbequistão ou do Quirguistão, mas há agora novos indícios de que este possa ser oriundo de Xinjiang, na China.
Abdullah Agar, um especialista em terrorismo que viu as filmagens do ataque, não tem dúvidas ao afirmar que o atacante terá recebido treino militar e que se revela alguém “determinado, fiel, prático, de sangue frio e que sabe obter resultados”.
“Provavelmente já disparou em zonas de conflito. Ele não hesitou em disparar sobre pessoas inocentes. É um verdadeiro assassino”, explicou o especialista.
Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, começou o ano com uma entrevista a uma rádio que tem nos jovens o público alvo. Recordou os campos de férias, Cambridge e contou ser um "melómano". Um quê?
Foi nos campos de férias da juventude que Tiago Brandão Rodrigues desenvolveu um talento imprescindível na política: perante uma plateia, evitar o silêncio, dizer qualquer coisa. O treino do ministro da Educação foi adquirido ao som de "O Anzol" dos Rádio Macau, naquela parte da música em que se canta "já não há nada de novo aqui/debaixo de sol". Ora, o miúdo Tiago Brandão, segundo recordou ontem o ministro, acrescentava: "em cima do Sol, ao lado do Sol, dentro do Sol." Ao mesmo tempo que acompanhava com uma coreografia.
Como era de esperar, mais do que uma conversa política, a primeira entrevista de 2017 do governante decorreu no ministério debaixo de uma descontraída anarquia, quer por parte dos entrevistadores, cinco jornalistas da "Rádio Miúdos", quer pelo próprio titular da pasta da Educação. Tiago Brandão, contou o próprio, já foi "feliz a fazer rádio", mais precisamente na Rádio Universidade de Coimbra, onde apresentou o programa "Polissemias", duas horas semanais de conversa política. O mais aproximado que a Rádio Miúdos tem é o "Aqui Há Histórias", "para ouvir três vezes por dia, em casa, na escola ou onde quiserem. Histórias para miúdos, todos os dias".
Mas, vamos à questão que se impõe ao ministro da Educação. Pedro: "Ouve rádio?" "Sou um melómano", começou por dizer Tiago Brandão Rodrigues, não evitando o franzir do sobrolho de Pedro, talvez intrigado com o significado da expressão. "É alguém com uma paixão pela música", explicou Brandão Rodrigues, recordando o tempo em que passeava com o walkman pelas ruas de Paredes de Coura. Uma nota para os leitores mais jovens: o walkman foi um gadjet muito cool nos anos 80 e 90, do século passado. O ministro revelou ser fã de Sérgio Godinho e da música popular brasileira, tudo "depende do estado de espírito".
A pergunta mais "incómoda" da manhã acabou por sair da boca do Miguel, o correspondente da Rádio Miúdos em Beja, que ontem fez uma viagem a Lisboa e até ficou surpreendido com os "dez andares" do Ministério da Educação. "O que vai fazer para melhorar as escolas do Baixo Alentejo?" Aqui o ministro já teve de polir mais o discurso, dizendo haver sempre "coisas para melhorar" e, assim a modos que um anúncio para telejornal, no próximo ano o ministério terá 200 obras em curso para "requalificar as escolas". Só não disse se algumas destas serão no Baixo Alentejo.
"Quantas pessoas trabalham no Ministério da Educação?", quiseram saber os repórteres. "Mais de 150 mil, desde professores, funcionários até às equipas do ministro e dos dois secretários de Estado". Ou seja, muita gente, não no edifício da 5 de Outubro, em Lisboa, precisou o ministro, mas espalhada por todo os país, em escolas e serviços do ministério. Em concreto, continuou a conversa, "o que faz o ministro da Educação?". Pensa, disse Brandão Rodrigues, "de que forma a educação tem que ser ministrada nas escolas, pensa em políticas, pensa nas ideias, não só sobre educação, mas também para a juventude e desporto, para que cada vez mais jovens possam praticar desporto".
Este parece ser um ponto de honra no programa ministerial, já que o ministro - um ex-praticante de karaté - fez uma resolução para 2017: voltar à atividade física, apesar de no ministério "haver hora para entrar, mas não para sair". Será complicado.
A emissão especial da Rádio Miúdos passou ainda por diretos dos gabinetes dos secretários de Estado João Costa e Alexandra Leitão. Neste intervalo, o ministro e os entrevistadores tentavam combinar um método para acelerar o ritmo da entrevista, como, por exemplo, saber as perguntas de antemão: "Sabes", explicou Tiago Brandão ao Pedro, "os jornalistas, às vezes, dizem o que é se vai falar antes de se falar". A ideia era fazer uma espécie de jogo de "ténis de mesa". "Ping-pong", entendeu o Pedro. "Não", corrigiu o ministro, "diz-se ténis de mesa e não ping-pong".
E o que é que o miúdo Tiago Brandão Rodrigues queria ser quando fosse grande?
Ministro nunca esteve nos seus horizontes, porque o miúdo Tiago tinha duas paixões: a música, mas sem muito jeito para a interpretação, e a biologia. "Diz-se que há dois tipos de biólogos: os de bota, que exploram a natureza, e os de bata, que trabalham nos laboratórios. Acabei por ser um de bata". Hoje, a bata está pendurada.
Tiago Brandão Rodrigues usa fato. De ministro.
A Rádio Miúdos, com sede no Bombarral, começou em novembro de 2015. Música portuguesa (não só infantil mas também pop, rock, fado e música tradicional), música em crioulo e brasileiro (para chegar aos PALOP), histórias, contos, passatempos interativos e entrevistas fazem parte da sua oferta. Uma das prioridades da emissora que só funciona online é incutir a cultura portuguesa às crianças de origem lusa que vivem fora do país.
Este projeto já recebeu vários prémios nacionais e internacionais, sendo o mais recente atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian, na última edição do concurso "Faz ideias de Origem Portuguesa 2015, um concurso de empreendedorismo".
36.º ENCONTRO DE CHAROLAS DA CIDADE DE FARO
Música | Teatro das Figuras
8 de janeiro, domingo, 14h30
Duração: 5 horas
Classificação etária: maiores de 3 anos
Preços: a anunciar
Ficha artística e técnica:
Charola da Casa do Povo da Conceição de Faro | Flor Oriental| Flor de Liz| Charola Juvenil Bordeirense| Mocidade União Bordeirense | União Bordeirense | Charola Aldeia Branca de Estoi | A Democrata | Juventude União Bordeirense | Amizade Estoiense
Os encontros de Charolas são uma tradição no Concelho de Faro, onde todas as freguesias organizam os seus encontros e participam nos que se realizam por toda a região do Algarve, entre o dia 1 e o dia 6 de janeiro. O ponto mais alto desta tradição é o Dia de Reis.
Coprodução: Município de Faro e TMF, SM
Pelo elevado interesse que desperta, por uma história riquíssima e pela cultura que transmite, o Algarve Primeiro convidou o grupo de Charolas União Bordeirense a falar do seu percurso e tradição, da mensagem que encerra em cada som que produz e, acima de tudo, das razões que alicerçam a sua jovialidade e continuidade.
O primeiro contacto foi estabelecido com uma jovem bordeirense que integra o grupo e que gentilmente nos compilou toda a informação solicitada, pelo que não podemos deixar de prestar o nosso agradecimento a Liliana de Sousa e à sua enorme capacidade de mobilização, sem esquecer o seu empenho e a genuinidade com que nos brindou.
O mesmo reconhecimento estende-se a Rui Vargues e aos quase trinta elementos que constituem a Charola União Bordeirense que, anualmente nos brinda com o seu talento e motivação para manter a história de Bordeira e prolongar a tradição.
Cada elemento tem o seu papel no grupo. Em Novembro quando é dado o mote para os ensaios, é Rui Vargues quem tem a incumbência de organizar e planear tudo.
“Os ensaios desta charola começam normalmente em Novembro. Tudo é organizado e planeado por Rui Vargues que anualmente contacta e se encontra com os músicos, agenda os ensaios, disponibiliza a casa dos seus pais para servir de local de ensaio. Ainda dispõe de talento e criatividade para escrever letras para as músicas e para levar o grupo a dar o seu melhor em cada atuação.” É indiscutível que, “Rui Vargues, é um forte e indispensável pilar desta União Bordeirense.”
De salientar que, “as Charolas são a manifestação cultural mais tradicional e genuína da Freguesia de Santa Bárbara de Nexe.”
Nos primeiros dias de cada ano, grupos de homens e mulheres, acompanhados de instrumentos (acordeão, castanholas, pandeiros, ferrinhos e por vezes clarinete e/ou saxofone), atuam em Festivais na Freguesia e arredores, nos cafés da zona e em casas de amigos, entoando cantigas e lançando quadras improvisadas (“vivas”), num clima de amizade e alegria.
De acordo com o grupo União Bordeirense, “as Charolas saúdam a chegada do ano novo, evocam a tradição e os melhores tempos do passado e são um acontecimento de marcada alegria e partilha, que incluem por vezes uma componente crítica.”
A origem das Charolas no Algarve remonta a vários séculos, mas o movimento charoleiro organizado terá começado a despontar entre 1918 e 1920, no final da I Guerra Mundial, quando os bordeirenses se organizaram para receber e saudar com alegria os seus conterrâneos que regressavam da guerra. “É assim de compreender que em Bordeira, Freguesia de Stª Bárbara de Nexe, esta tradição assuma especial importância, sendo que este pequeno sítio, tem no ativo 5 grupos charoleiros: Democrata, Juvenil Bordeirense, Juventude União Bordeirense, Mocidade União Bordeirense e União Bordeirense.”
No que concerne a Charolas, não há concursos ou prémios. A existência de concurso foi uma realidade em Bordeira, no entanto há mais de duas décadas que não se realiza. “Não faria sentido escolher os melhores, quando todos os grupos são diferentes e têm particularidades próprias mas têm o mesmo propósito e surtem o mesmo efeito em quem as escuta… Todas as 5 charolas de Bordeira são as melhores a cumprir o seu papel na sua terra – lembrar o passado, viver o presente e preparar o futuro, honrando os antepassados e vangloriando Bordeira.”
A União Bordeirense é a segunda charola mais antiga de Bordeira, tendo sido formada em 1919.
“Com 96 anos de história, esta charola passou por interrupções e por ela passaram vários elementos/grupos, mas a bandeira da charola está desde 1989 na posse do atual grupo, com algumas alterações na composição do grupo mas sem interrupções.”
Hoje em dia, a União Bordeirense é formada por aproximadamente 30 elementos – 4 porta-bandeiras, 4 músicos (3 acordeonistas e 1 saxofonista), 8 tocadores de castanholas, 10 tocadores de pandeiros, 1 tocador de ferrinhos e 1 começador.
Esta charola atua, ano após ano, nos festivais de Bordeira e Santa Bárbara de Nexe, no Encontro de Charolas que tem lugar no Teatro das Figuras em Faro, em cafés da zona, em casas particulares, no Cinema de Estoi e em todos os locais que solicitem a sua presença.
“Enquanto que existem charolas no sítio que obedecem a determinado intervalo de idades (como a Juvenil Bordeirense, por exemplo), a União Bordeirense acolhe e agrada do mais novo ao mais velho. O membro mais novo, Rodrigo Vargues, tem 13 anos e o mais velho é o saxofonista Germinal que tem 75 anos.
O sr. Germinal não é filho de Bordeira mas é um elemento chave, que diferencia a União Bordeirense das restantes charolas, por ser a única com saxofone em Bordeira. Mesmo não sendo bordeirense, vive com fervor esta tradição e no primeiro dia de atuações do ano (dia de ano novo) celebra o seu aniversário no seio deste grupo.”
Da história da União Bordeirense, “são de destacar os membros, Carlos Neves, Rui Vargues, Teodoro e António Pinto que são quem já conta mais anos no grupo”. (logo mais sabedoria e entusiasmo!)
Em Bordeira e nas redondezas, a União Bordeirense é conhecida como a “charola do Tó Marroco” que “é a alcunha de António Pinto, tocador de castanholas e homem forte para as ‘vivas’, que dá uma especial genuinidade e singularidade ao grupo.”
Nos ensaios, “entre um cálice de medronho e uma fatia de bolo, entre conversas e risos, vão-se criando as pancadarias, ensaiando os cânticos e afinando todos os pormenores para sair à rua no ano novo.”
Chegado o ano novo, “os dias fixos de atuações são 1 e 6 de Janeiro, sendo que há mais 2 ou 3 dias variáveis. O Dia de Reis é praticamente feriado em Bordeira. É o dia grande das charolas.”
A União Bordeirense “é apresentada por Rui Vargues e cada atuação é iniciada pelo som do seu inconfundível apito.”
Seguidamente, “o grupo brinda os presentes com a “Marcha de Entrada”, tocada e cantada; a qual se segue do “Estilo”, composto por pancadaria, estilo cantado por Vítor Simplício e coro. Segue-se a “Valsa das Vivas”, em que membros da Charola e do público versam (dizem ‘vivas’) dedicadas aos presentes, à união, à tradição e ao passado glorioso, dando-se por vezes também lugar a alguma crítica política e social. A atuação termina, por norma, com a “Marcha de Saída”, tocada e cantada, mas a União Bordeirense por vezes brinda o público com uma Marcha ‘extra’, que considera o seu hino.
Para envolver ainda mais os nossos leitores neste percurso que merece ser evidenciado, de realçar o espírito do grupo:“A União, grupo lindo que se formou honestamente e sem ter vaidade”, é um grupo onde imperam “a simplicidade, a amizade, os laços, as afinidades e a união. Dia 1 de Janeiro de 2016, este grupo saiu mais uma vez, porque sim... pela tradição! Pela amizade! Pelo passado! Por Bordeira!”
E mais!
“Sou União Bordeirense
E o que é isso afinal?
Só percebe quem pertence
A este grupo sem igual!”
I
Sou de um grupo diferente
Ao qual o tempo não vence
Gritarei eternamente
Sou União Bordeirense
II
P´ra muitos, pouco dirá
Não importa , não faz mal
Mas perguntam, digam lá?
E o que é isso afinal?
III
É difícil explicar
Cada um pense o que pense
Não há cá voltas a dar
Só percebe quem pertence
IV
É amizade a valer
É sentir algo especial
É ter honra em pertencer
A este Grupo sem igual
(Rui Vargues)
Para comprovar, só basta assistir e aplaudir todo este trabalho que tanto orgulha as gentes de Bordeira! www.algarveprimeiro.com