AVISO
OS COMENTÁRIOS, E AS PUBLICAÇÕES DE OUTROS
NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO ADMINISTRADOR DO "Pó do tempo"
Este blogue está aberto à participação de todos.
Não haverá censura aos textos mas carecerá
obviamente, da minha aprovação que depende
da actualidade do artigo, do tema abordado, da minha disponibilidade, e desde que não
contrarie a matriz do blogue.
Os comentários são inseridos automaticamente
com a excepção dos que o sistema considere como
SPAM, sem moderação e sem censura.
Serão excluídos os comentários que façam
a apologia do racismo, xenofobia, homofobia
ou do fascismo/nazismo.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
afinal Paulo Macedo já não vai ser o próximo ministro das finanças mas sim Maria Luis Albuquerque
Maria Luís Albuquerque é a nova ministra das Finanças
Presidente da República anuncia tomada de posse
Nos termos da alínea h) do artigo 133º da Constituição, o Presidente da República aceitou a proposta, apresentada pelo Primeiro-Ministro, de exoneração, a seu pedido, do Ministro de Estado e das Finanças, Prof. Doutor Vítor Louçã Rabaça Gaspar.
O Presidente da República aceitou a proposta, apresentada pelo Primeiro-Ministro, de nomeação da Dra. Maria Luís Casanova Morgado Dias de Albuquerque para o mesmo cargo.
A posse do novo membro do Governo será conferida amanhã, terça-feira dia 2 de Julho, pelas 17h00 no Palácio de Belém.
Presidente da República anuncia tomada de posse
Nos termos da alínea h) do artigo 133º da Constituição, o Presidente da República aceitou a proposta, apresentada pelo Primeiro-Ministro, de exoneração, a seu pedido, do Ministro de Estado e das Finanças, Prof. Doutor Vítor Louçã Rabaça Gaspar.
O Presidente da República aceitou a proposta, apresentada pelo Primeiro-Ministro, de nomeação da Dra. Maria Luís Casanova Morgado Dias de Albuquerque para o mesmo cargo.
A posse do novo membro do Governo será conferida amanhã, terça-feira dia 2 de Julho, pelas 17h00 no Palácio de Belém.
PAULO MACEDO É O NOVO MINISTRO DAS FINANÇAS
A NOVA COBAIA QUE DIZEM OS JORNALISTAS SER O MAIS POPULAR DO GOVERNO É O SUBSTITUTO DO "SALAZARINHO" POR ESTE ANDAR O HOMEM DOS SETE OFÍCIOS (PAULO MACEDO) QUALQUER DIA É O JARDINEIRO DA MINHA ALDEIA (CRUZES DIABO)
O povo visto por José Malhoa
O povo visto por José Malhoa

As Promessas (1923) - Museu José Malhoa (Caldas da Rainha) - óleo sobre madeira
O Fado (1910) - óleo sobre tela
Festejando o S. Martinho ou Os Bêbados, pintura de José Malhoa, datada de 1907.

Estudo de José Malhoa para o mesmo quadro.
José Malhoa (1855-1933), Milho ao Sol (1927)
© Museu de Grão Vasco, Viseu, Portugal
As padeiras no mercado de Figueiró dos Vinhos (1898) - óleo sobre tela
![[Malhoa+a+sesta.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi84sIe3bqNuMO6p9yZ4XOGaJiZE6IUIwBc6TW7l4O6Nsg-eyTrvxIX0NJg98zsCTKArVG4nlWnuqAbFRyUs9zIQPzUzJJN6eiTr6Rf0PMxldhMNpeSzWh0hWEHeRIMwSXnvFR6LPNk1xA/s400/Malhoa+a+sesta.jpg)
Museu Nacional de Belas Artes- Rio de Janeiro
A sesta dos ceiferos (1909) - óleo sobre tela

A sesta (pormenor com prato de faiança Ratinho)

.
Sesta dos ceifeiros (1885) - óleo sobre tela
![[José+Malhoa,+O+Remédio,+séc.+XIX,+óleo+sobre+madeira,+Museu+Nacional+de+Soares+dos+Reis+(Foto+de+Carlos+Monteiro,+1994).jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_Wmh4srI_sqIh0OtSA7Mq6Jn8Nqw_hVfOJNiZO737JTKntpXofMVJY0_DdeL77W3dh34lp9oIq7Ok5hsesYXKOOBHuTREYoYL6Lb3Pc2GuWuOcjFgGnJviTVDDf3dTJ7fvWmIdTJWnN8/s400/Jos%C3%A9+Malhoa,%2BO%2BRem%C3%A9dio,%2Bs%C3%A9c.%2BXIX,%2B%C3%B3leo%2Bsobre%2Bmadeira,%2BMuseu%2BNacional%2Bde%2BSoares%2Bdos%2BReis%2B(Foto%2Bde%2BCarlos%2BMonteiro,%2B1994).jpg)
.
José Malhoa «O Remédio», séc. XIX
(óleo sobre madeira)
- Museu Nacional Soares dos Reis -
.
Espantando os pardais da seara (1904)
Espantando os pardais da seara (1904)
Jovens músicos

A volta da romaria

O emigrante
![[conversa+com+o+vizinho.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-pkNk1kvJ9PevSh-6gZxOc1YX0NBVh1aDTSrgHzG2hFIpyM4xK1ZAc_PCb0j7pA5oC2_D2THxiur3IxO3G_UcvZF1hGARemLryy8WvTmV1pYsWS3mTQ7xmEp6Si1kAbwbjoDzVD6sSz4Y/s400/conversa+com+o+vizinho.jpg)
Conversa com o vizinho (1932)
Lavadouro na mata (1912)
![[conversa+com+o+vizinho.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-pkNk1kvJ9PevSh-6gZxOc1YX0NBVh1aDTSrgHzG2hFIpyM4xK1ZAc_PCb0j7pA5oC2_D2THxiur3IxO3G_UcvZF1hGARemLryy8WvTmV1pYsWS3mTQ7xmEp6Si1kAbwbjoDzVD6sSz4Y/s400/conversa+com+o+vizinho.jpg)
Conversa com o vizinho (1932)
Lavadouro na mata (1912)
Clara ou torcendo a roupa (1918) - Museu do Chiado - óleo sobre tela
A corar a roupa Museu - Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro) - óleo sobre tela

Ai, Credo ! (1923) - óleo sobre madeira
A corar a roupa Museu - Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro) - óleo sobre tela

O Ciúme
Ai, Credo ! (1923) - óleo sobre madeira
Cócegas (1904) - Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro) - óleo sobre tela
O barbeiro da aldeia


O barbeiro da aldeia

O lenhador
![[Malhoa1.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjg33h-thNEOcUkOEmIs0VOxd9qsTBeNU9lYO20qJF5Ny9XLyq3Ma88G5SiM_6H04F1h12oavXU3FTW_1b92RgIasD1hl6dJh77T1KKtJ-nu8UHUdwUCLRzk_gprhxRlnNPS3hs3w1Tcztv/s320/Malhoa1.jpg)

Só na aldeia (1911) - óleo sobre tela

Varanda florida - óleo sobre tela

As papas (1898)
![[BlogMai09-jpg+059.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUjKY5EZKs0hJS9TXCpkviC8ptVmyzephnFVNZ4YKw2VwxQZdTa8SmseRTLHNplaCyf1YvSL9UUNSdqUMDsxFojJGSOCDpPw8fUGLu6wCb3HdD9pOfxetnEc1uDR1TsqF-thuEQ6K5wB1S/s400/BlogMai09-jpg+059.jpg)
As papas (pormenor)

Figura sentada a ler (1917) - óleo sobre tela colada em cartão
Manhã de Primavera (1912) - Museu Nacional Soares dos Reis - óleo sobre tela

outono
O barbeiro da aldeia
O lenhador
![[Malhoa1.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjg33h-thNEOcUkOEmIs0VOxd9qsTBeNU9lYO20qJF5Ny9XLyq3Ma88G5SiM_6H04F1h12oavXU3FTW_1b92RgIasD1hl6dJh77T1KKtJ-nu8UHUdwUCLRzk_gprhxRlnNPS3hs3w1Tcztv/s320/Malhoa1.jpg)
Só na aldeia (1911) - óleo sobre tela
Varanda florida - óleo sobre tela
Á sombra - serigrafia (1835)
![[asPapasJMalhoa.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgejO_XB3xp6tUrxCRqugwmdLllB1bryqSgFOlhp-6GEqzhTxLdz-NF6HO2SxbVpwrs8YbOBohDsSyXK7p30hmHXp-_J8NUO9pw7Z1Noe2xWOwbFZegnypPGetMJfKp6hchd8VEicWkPdom/s400/asPapasJMalhoa.jpg)
As papas (1898)
![[BlogMai09-jpg+059.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUjKY5EZKs0hJS9TXCpkviC8ptVmyzephnFVNZ4YKw2VwxQZdTa8SmseRTLHNplaCyf1YvSL9UUNSdqUMDsxFojJGSOCDpPw8fUGLu6wCb3HdD9pOfxetnEc1uDR1TsqF-thuEQ6K5wB1S/s400/BlogMai09-jpg+059.jpg)
As papas (pormenor)

Figura sentada a ler (1917) - óleo sobre tela colada em cartão
Manhã de Primavera (1912) - Museu Nacional Soares dos Reis - óleo sobre tela
outono
Galeria e Photomaton
Já vigora lei que obriga filhos adultos a visitar pais, sob pena de prisão
Já vigora lei que obriga filhos adultos a visitar pais, sob pena de prisão |
Para combater o abandono dos idosos, Pequim decidiu criar uma legislação que coloca nos ombros dos filhos adultos a responsabilidade de os visitarem periodicamente. Se desrespeitarem esta lei, que já vigora, os filhos poderão ter de pagar multas ou, em casos extremos, ir parar à prisão.
A nova lei faz parte dos ‘Direitos dos Idosos’ da China, documento que tenta evitar o abandono de idosos, um problema que se agrava naquele país. As visitas devem ser periódicas, mas há questões na lei que ficaram por esclarecer, o que suscitou dúvidas.
Desde logo a periodicidade das visitas. Não se sabe qual é a frequência com que os filhos devem visitar os idosos, pelo que as fronteiras do abandono terão ficado por definir, no novo quadro legal.
No entanto, esta legislação na China deverá ter um mérito inquestionável: transmitir uma mensagem de que o idoso deve merecer acompanhamento. Caso se verifiquem situações de abandono, os tribunais obrigarão os filhos a visitar os pais. “Se a pessoa desobedecer, pode ser punida e mesmo detida”, salienta o advogado Zhang Yan Feng, em declarações à BBC.
Esta lei pretende, acima de tudo, funcionar como uma mensagem de reforço dos elos geracionais, elos que estão a soltar-se, na China, onde a população idosa tem grande expressão. Tal como em Portugal, também na China o abandono de idosos se apresenta como um problema social cada vez mais preocupante.
A nova lei gerou, no entanto, críticas. Desde logo, por parte dos jovens que não colocam a possibilidade de abandonar os seus pais e que estão sempre por perto. Há chineses que não aceitam ser obrigados a fazer algo que as suas emoções ‘obrigam’.
Outros críticos chineses veem na legislação ambiguidades, como a expressão “frequentemente” – os filhos são obrigados a visitar os pais “frequentemente”.
Na China, há quase 200 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Estima-se que dentro de 15 anos este número duplique. Há casos de maus-tratos que têm chocado a China, que encontra na legislação uma forma de combater um problema social grave.
|
Quilómetro da linha da Trafaria custa quase o triplo da do TGV
Ao minuto 15 deste vídeo, José Gomes Ferreira, faz referência a alguns contornos
estranhos que envolvem o caso do novo negócio de milhões que o governo e os
privados andam a cozinhar. A linha da Trafaria.
Será este mais um caso de policia? Mais uma mega obra na forja! Eles não
Será este mais um caso de policia? Mais uma mega obra na forja! Eles não
desistem.
"A anunciada linha para mercadorias entre o também anunciado terminal de contentores da
"A anunciada linha para mercadorias entre o também anunciado terminal de contentores da
Trafaria e a linha do Sul, perto do Pragal, terá um custo por quilómetro que quase triplica
o da linha do TGV entre o Poceirão e Caia, que incluía uma via dupla electrificada e ainda,
numa parte do seu percurso, uma terceira linha para mercadorias.
O presidente da Refer, Rui Loureiro, disse no Parlamento, que o ramal da Trafaria teria um
O presidente da Refer, Rui Loureiro, disse no Parlamento, que o ramal da Trafaria teria um
custo de 160 milhões de euros.
O projecto chumbado do TGV, do Governo Sócrates, custava 1359 milhões e decorria ao
O projecto chumbado do TGV, do Governo Sócrates, custava 1359 milhões e decorria ao
longo de 160 quilómetros com uma linha de alta velocidade, ao lado da qual coexistiria uma
via única destinada ao tráfego de mercadorias integrada no eixo Sines-Badajoz. Rui Loureiro
explicou aos deputados que a linha da Trafaria é dispendiosa, mas necessária, e que já
existia um traçado bem definido que vai passar pela arriba fóssil da Costa de Caparica. Contudo, contactada pelo PÚBLICO, a Refer não quis divulgar qualquer informação sobre esse traçado." fonte
"A ligação ferroviária ao futuro porto da Trafaria vai custar cerca de 100 milhões de euros,
"A ligação ferroviária ao futuro porto da Trafaria vai custar cerca de 100 milhões de euros,
um investimento a suportar pela Refer.
(...)A futura linha sairá do porto da Trafaria em curva larga sobre a Mata dos Franceses,
(...)A futura linha sairá do porto da Trafaria em curva larga sobre a Mata dos Franceses,
em São João da Caparica, contornando depois a arriba para seguir em direção á linha do sul,
junto ao Pragal. A carga contentorizada segue por ferrovia até à plataforma logística do Poceirão,
que é gerida pelaMota Engil e pelo gigante brasileiro Odebrecht." fonte
Os cenários esperados poderão ser vários...
A obra avança favorecendo as especulações imobiliárias anexas, favorecendo os
Os cenários esperados poderão ser vários...
A obra avança favorecendo as especulações imobiliárias anexas, favorecendo os
que atempadamente compraram terrenos na zona, favorecendo a banca, favorecendo
construtoras, favorecendo o dono da sortuda concessionária privada que irá explorar
o empreendimento, através do velho esquema das PPP, um cenário provável que
habitualmente lesa o interesse nacional e os impostos, em troca de uma obra despesista
e pouco útil.
Ou então a obra é travada favorecendo, mesmo assim, os acima referidos e lesando
Ou então a obra é travada favorecendo, mesmo assim, os acima referidos e lesando
o estado e os contribuintes, não falha... Aliás basta revermos o caso do TGV, e as
dúvidas dissipam-se. Quem saiu a perder?
"Governo paga 30 milhões para indemnizar consórcios do TGV no troço Lisboa-Poceirão
"Governo paga 30 milhões para indemnizar consórcios do TGV no troço Lisboa-Poceirão
anulado em 2010.
De qualquer forma não são referidos os consórcios que ficam de fora da indemnização devida.
De qualquer forma não são referidos os consórcios que ficam de fora da indemnização devida.
Os dois primeiros classificados foram os consórcios Tave Tejo, liderado pelos
espanhóis da FCC, e a Altavia, liderado pela Mota-Engil.
Houve um outro concorrente, a Elos, onde estava a Soares da Costa e Brisa." fonte
"TGV português já custou 300 milhões mesmo sem um quilómetro de linha. São ainda
"TGV português já custou 300 milhões mesmo sem um quilómetro de linha. São ainda
contas preliminares, mas já é possível estimar quanto custou o projecto de alta velocidade
(TGV) em Portugal até agora, incluindo fundos públicos e dinheiro gasto pelos concorrentes,
o TGV já custou 300 milhões de euros." fonte
"Relatório aponta indícios de dolo e gestão danosa no concurso do TGV. Relator da comissão
"Relatório aponta indícios de dolo e gestão danosa no concurso do TGV. Relator da comissão
parlamentar de inquérito considera que alta velocidade Poceirão/Caia “é um exemplo concreto
de que o recurso às PPP serviu essencialmente como forma de financiamento do Estado
o importante é fazer a obra quando se está no governo para assim favorecer as
sanguessugas do partido que estiver no poder, pois cada partido tem as suas
sanguessugas, apesar de existirem algumas que dão para os 3 lados, e são amigas
de todos os governos.
"Temos de reconhecer que o posicionamento da direita sobre o TGV tem sido de uma
"Temos de reconhecer que o posicionamento da direita sobre o TGV tem sido de uma
coerência irrepreensível: é sempre contra quando está na oposição e é sempre a favor quando
está no Governo.
Em 2003, estava o País em "défice excessivo" e em recessão, Durão Barroso e Paulo Portas
Em 2003, estava o País em "défice excessivo" e em recessão, Durão Barroso e Paulo Portas
assumiram como prioridade cinco linhas de TGV, num investimento total de 12,5 mil
milhões de euros e cabendo ao Estado suportar até 2,5 mil milhões. Nessa altura, a direita não
achava o projecto despesista, nem queria travar o endividamento público ou canalizar o crédito
para as PME. Pelo contrário, Durão Barroso invocava o "desígnio nacional" e estudos que
garantiam que o TGV iria criar 90 mil empregos e fazer crescer o PIB em 1,7%.
Em Novembro de 2003, na Figueira da Foz, o Governo PSD/CDS acordou com Espanha quatro
Em Novembro de 2003, na Figueira da Foz, o Governo PSD/CDS acordou com Espanha quatro
linhas de TGV: Porto-Vigo (a concluir em 2009); Lisboa-Madrid (2010); Aveiro-Salamanca
(2015) e Faro-Huelva (2018). Para além disto, anunciou a linha Lisboa-Porto e acordou numa
linha convencional para mercadorias Lisboa-Setúbal/Sines-Madrid (a concluir em 2008).
Por Resolução do Conselho de Ministros de Junho de 2004 (ano em que também foi decidida
Por Resolução do Conselho de Ministros de Junho de 2004 (ano em que também foi decidida
a compra de 2 submarinos), o Governo aprovou todas aquelas infra-estruturas, especificando
que a linha para Madrid e a linha para Salamanca, apesar dos custos acrescidos, seriam
compatíveis com o transporte de mercadorias. E fixou em 2013 a data de conclusão da linha
Lisboa-Porto. Projectos e calendários foram confirmados na Cimeira de Santiago de Compostela,
em Outubro de 2004, já com o Governo Santana Lopes.
O Governo socialista, por muito que a verdade custe, achou tudo isto um exagero.
O Governo socialista, por muito que a verdade custe, achou tudo isto um exagero.
Sem renegar os compromissos internacionais assumidos, reduziu o projecto TGV a duas únicas
linhas (Lisboa-Madrid, que adiou para 2013 e Lisboa-Porto, que adiou para 2015) e suspendeu
as demais (prosseguindo os estudos para Porto-Vigo). Mais tarde, face à crise financeira,
suspendeu também a linha Lisboa-Porto, fazendo concentrar os fundos comunitários
disponíveis para este projecto na ligação a Madrid (em formato compatível com o transporte
de mercadorias), de modo a reduzir os encargos do Estado.
Como se sabe, caiu o Carmo e a Trindade. Chegada à oposição, a direita, que antes queria
Como se sabe, caiu o Carmo e a Trindade. Chegada à oposição, a direita, que antes queria
cinco linhas de TGV, passou a achar que apenas uma seria "um projecto faraónico".
A sua campanha demagógica fez da única linha sobrante, a ligação Lisboa-Madrid, o exemplo
acabado do despesismo "socialista". E assim foi até que deixou de ser, isto é, até que a direita
voltou ao Governo.
Depois da revelação feita pelo ministro das Finanças, o ministro da Economia bem tenta
Depois da revelação feita pelo ministro das Finanças, o ministro da Economia bem tenta
disfarçar, dizendo que não está prevista "qualquer iniciativa" para retomar o projecto até 2015.
Mas as iniciativas do Governo não faltam: redefiniu (embora de forma ainda confusa)
o conceito do projecto Lisboa-Madrid, agora no formato "alta prestação" e para o transporte
de mercadorias; negociou esse conceito com Espanha e estabeleceu um calendário de
conclusão (até 2018); por fim, requereu em Bruxelas uma reserva de financiamento comunitário
para o projecto, a utilizar no período 2014-2020. Para iniciativa, não é pouco.
Entretanto, o financiamento bancário previsto para o troço TGV Poceirão-Caia, antes
Entretanto, o financiamento bancário previsto para o troço TGV Poceirão-Caia, antes
demonizado, passou a ser considerado virtuoso quanto às taxas de juro e às maturidades,
reconhecendo-se que "na actual conjuntura não se obteriam condições financeiras similares".
Vai daí, o crédito contratado de 600 milhões de euros, em vez de ir para as PME, passou a ser
bom para a Parpública e até já nem faz mal que se tenha de arranjar outro financiamento,
em piores condições, quando for preciso negociar a ligação Lisboa-Madrid.
Cheguei a pensar tirar o moral da história quanto a este comportamento da direita sobre o
Cheguei a pensar tirar o moral da história quanto a este comportamento da direita sobre o
TGV. Mas não lhe encontro moral nenhuma." Pedro Silva Pereira, Jurista
Deixo ainda neste link um comentário, do qual desconheço o rigor, mas que achei
Deixo ainda neste link um comentário, do qual desconheço o rigor, mas que achei
curioso.
E é neste faz e desfaz, que não faz nem deixa de fazer, que se vão esgotando
E é neste faz e desfaz, que não faz nem deixa de fazer, que se vão esgotando
milhões, sem obra à vista, sem obra que sirva para melhorar o país.
ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2013/07/quilometro-da-linha-da-trafaria-custa.html#ixzz2XnKHGMlM
Resposta ao seu anúncio para coligação governamental
Exmo Senhor Doutor António José Seguro,Espero que esta missiva o encontre de boa saúde.O meu nome é Paulo Portas e sou líder do CDS. Penso que me reconhecerá da televisão, embora ande desaparecido nos últimos 2 anos. Fui também líder do partido da lavoura, do partido dos embriões, do partido dos feirantes, do partido da lavoura outra vez, do partido dos contribuintes e, mais recentemente, do partido dos reformados. Ando neste momento em busca de um novo desafio profissional.Tomei conhecimento desta oportunidade de coligação através do seu anúncio na cantina do parlamento (por falar nisso, o senhor doutor fica muito bem com o bigode que o João Galamba pintou nos seus anúncios). Ao contrário de outros candidatos, todos nós no partido temos o PS em grande consideração. Temos inclusivamente créditos firmados na sua organização. Como os camaradas Freitas e Basílio comprovam, somos capazes de nos integrar facilmente na cultura do seu partido.Para além da nossa capacidade de integração, somos também bastante próximos ideologicamente, o que facilitará uma potencial coligação. Nós, como o PS, desejamos mais tempo para pagar a dívida. Nós, como o PS, fomos contra cortes nas reformas. Nós, como o PS, queremos rever os prazos da troika. Nós temos sido a consciência de esquerda deste governo, defendendo no conselho de ministros, o que o PS defende em público. Foram os nossos ministros que travaram a fúria anti-despesista austeritária do ministro Gaspar. Sem nós, teria sido o caos neo-liberal Como vê, a ideologia não será um obstáculo, antes pelo contrário. Mas mesmo que fosse, nós não hesitaríamos em mudá-la. Que fique bem claro: jamais permitirei que a ideologia seja um obstáculo à nossa entrada num governo.Finalmente, gostaria de realçar a nossa experiência governativa: somos o segundo partido, ex-aequo com o PSD, com mais anos de no governo neste milénio. Apesar do recente sucesso, ainda temos bem presente na nossa memória a década negra de 90 que quase nos destruiu. A fome era tanta que um dos nossos membros chegou a prostituir-se por um queijo. Apelo ao seu bom coração para não nos deixar chegar novamente àquele estado. As nossas famílias já se habituaram a este estilo de vida e será duro regressar aos negros anos da oposição sem cargos governativos. Como sabe, por estes dias, nem um pé de meia se pode juntar enquanto estamos no governo sem que os jornalistas se intrometam (aproveito para agradecer a sua discrição com o caso dos submarinos que, como acordado, retribuiremos).Segue o meu CV em anexo. Chamo-lhe a atenção para o facto de ser em formato europeu que, desde que descobri, não quero outra coisa.Do todo seu,Paulo Portas
PORTUGAL CONTEMPORÂNEO
Subscrever:
Mensagens (Atom)

