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sábado, 29 de junho de 2013



Injeção de 700 milhões de euros no Banif leva défice orçamental para 10,6%

O défice orçamental das Administrações Públicas atingiu os 10,6% no primeiro trimestre do ano, o que compara com um valor nominal do défice de 7,9% registado no período homólogo de 2012, informou, esta sexta-feira, o Instituto Nacional de Estatística.

De acordo com as Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional, divulgadas pelo INE, o défice das Administrações Públicas situou-se nos cerca de 4167,3 milhões de euros entre janeiro e março de 2013 (-10,6% do Produto Interno Bruto, PIB), ao passo que, no mesmo trimestre de 2012, o valor nominal do défice era de -3206,9, o equivalente a -7,9% do PIB.

O INE destaca que as despesas de capital foram "em grande medida" influenciadas pela "contabilização do aumento de capital numa instituição financeira como a transferência de capital das Administrações Públicas em contas nacionais, no montante de 700 milhões de euros (1,8% do PIB)".

Estes números confirmam aquilo que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, já tinha afirmado no parlamento quando, na terça-feira, admitiu aos deputados que existia o risco de o INE reclassificar 700 milhões de euros gastos pelo Estado de injeção de capital em instituições financeiras, valor pago para a recapitalização do Banif, acordada no final do ano passado.

Nesta altura, Vítor Gaspar tinha alertado que o valor do défice, em contas nacionais (a ótica que conta para Bruxelas), deveria ficar mais próxima do limite superior apontado pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), de 8,7%, embora tenha garantido que isto não afetaria a meta para efeitos de Programa de Assistência Económica e Financeira.

Ainda do lado da despesa, o INE refere que, além da operação de aumento de capital do Banif, também as prestações sociais pagas aumentaram, sendo estas as duas componentes "com os contributos mais significativos para o aumento da despesa". Fonte: Jornal Noticias

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fotos FANTÁSTICAS do concurso 2013 National Geographic Traveler Photo Contest

















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JAPANESE
GANGSTERS CARS














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Croácia prepara entrada na UE com crise económica a ensombrar as celebrações

O Presidente, Ivo Josipovic, um forte apoiante da adesão à UE, admitiu  numa entrevista recente que a crise económica e financeira europeia afetou  o estado de espírito dos croatas quanto à entrada no bloco europeu (AP)

A Croácia prepara grandes festejos para celebrar  a adesão à União Europeia, a 01 de julho, mas os problemas económicos, do  país e da união, ensombram as perspetivas dos croatas no final de oito longos  anos de negociações.  

Mais de 100 dirigentes europeus - entre os quais o presidente da Comissão  Europeia, Durão Barroso, e o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho  - vão juntar-se no domingo em Zagreb às autoridades croatas e a milhares  de cidadãos para as celebrações na principal praça da capital.  
Simbolicamente, à meia-noite, na fronteira com a Eslovénia, a única  outra ex-república jugoslava que integrou a UE, a placa onde se lê "Alfândega"  vai ser retirada. 
Ao mesmo tempo, na fronteira com a Sérvia, que espera a marcação de  uma data para o início das negociações de adesão, vai ser colocada uma placa  azul com a inscrição União Europeia. 
Para Zagreb, e outras cidades de Croácia, está prometido um espetáculo  de fogo-de-artifício, mas para muitos dos 4,2 milhões de croatas a entrada  na União foi perdendo brilho com o passar dos anos. 
O Presidente, Ivo Josipovic, um forte apoiante da adesão à UE, admitiu  numa entrevista recente que a crise económica e financeira europeia afetou  o estado de espírito dos croatas quanto à entrada no bloco europeu. 
"Mas somos mais fortes juntos e a única saída da crise é com mais Europa  e não menos Europa", defendeu.  
Dos cerca de 80% de croatas que apoiavam a adesão há oito anos restam  agora pouco mais de 50%, segundo sondagens recentes. Em abril deste ano,  apenas 21% dos eleitores participou nas primeiras eleições para o Parlamento  Europeu no país. 
Em 2004, quando se iniciaram as negociações, a integração europeia era  para os croatas uma forma de deixar para trás o legado das guerras dos Balcãs  dos anos 1990, mas o longo processo de adesão, que demorou o dobro do tempo  da vizinha Eslovénia, criou algum euroceticismo. 
Por outro lado, os indicadores macroeconómicos da Croácia são fracos.  O país será um dos mais pobres da UE, que luta ela própria com a crise das  dívidas e uma recessão que afeta nove Estados membros. 
O Produto Interno Bruto (PIB) croata está 39% abaixo da média europeia  e é o terceiro mais baixo da União, depois da Bulgária e da Roménia, segundo  o organismo de estatísticas europeias Eurostat. 
A crise financeira na UE, destino de 60% das exportações da Croácia,  teve grande impacto na economia, orientada sobretudo para o turismo. Nos  últimos quatro anos, as contas nacionais alternaram entre a recessão e a  estagnação e o desemprego atingiu os 20%. 
O governo espera que a entrada na UE envie uma mensagem de estabilidade  aos investidores estrangeiros e se salde em cerca de 11,7 mil milhões de  euros de ajuda financeira europeia. 
O mais antigo e reputado diário croata, o Novi List, escreveu num recente  editorial que "os croatas partilham do sentimento de que a UE já não é um  abrigo seguro nem a salvação".  
"Mas a única alternativa seria regressar ao que tínhamos ontem, e nós  sabemos que não queremos isso", conclui o editorial. 
   Lusa 

Angela Merkel – Se precisar de mais alguma coisa, é só dizer...


Sou informado de que a nossa primeira ministraAngela Merkel, na ânsia de conseguir um terceiro mandato à frente do seu outro território, a Alemanha, entrou numa espiral de promessas que nem o Santuário de Fátima desdenharia receber. A ir para a frente... parece que a coisa é do calibre de vir a custar muitos milhares de milhões de euros.
Não sei se vocês conseguem imaginar a intensidade do meu orgulho, quando, acaso venha a visitar a Alemanha num futuro próximo e já com a querida Chanceler a exercer o seu novo mandato à frente dos nossos destinos (e da Alemanha), possa confirmar, in loco, a melhoria das auto-estradas alemãs, a melhoria dos subsídios para acompanhamentos dos filhos das jovens mães alemãs, o aumento dos benefícios fiscais para as famílias numerosas alemãs, o limite aos aumentos das rendas de casa das famílias alemãs... ... ... ...
... e poder dizer, alto e bom som, a todos esses simpáticos alemães e alemãs:
- Estou a ajudar a pagar isto tudo!
Com o quê? Então... meine deutschen Freunde... com o ordenado de miséria, por comparação com os vossos, com os impostos “dementes”, os cortes na saúde, no ensino, nas reformas, com o desemprego provocado em “laboratório” para empobrecer o país, com os juros monstruosos que vamos pagando aos vossos bancos, mais com o que vamos, ainda assim, comprando às vossas empresas... ...
Como é que conseguimos? Então... meine deutschen Freunde... é o génio e o feitio desenrascado dos mandriões do sul, sempre em festa, a apanhar sol...  não, não... não têm nada que agradecer!

sexta-feira, 28 de junho de 2013

"Já que há crime, que haja castigo."

E agora? …
Hoje, Sexta-Feira, é o dia seguinte à Greve Geral. Todos estamos de acordo em que ela teve aspetos muito positivos, o maior dos quais quanto a mim foi o de ter unido as duas centrais sindicais – CGTP e UGT, numa mesma luta, ainda que com objetivos distintos. A CGTP continua empenhada em, através de greves gerais ou parciais derrubar o governo. Este é o seu objetivo sempre confessado. É legítimo? Será suficiente? A UGT teve como principal objetivo obrigar o governo a negociar, a negociar seriamente, honradamente, honestamente, como o fariam ou fazem as pessoas de bem. Mas será que poderemos considerar este governo e outros negociadores como “pessoas de bem”? Só a UGT no-lo pode confirmar. Pessoalmente acho, estou certo, sem pretensões de futurólogo ou profeta que nem a CGTP derrubará o governo - por mais greves que faça, nem a UGT obrigará a uma negociação honesta, honrada. Está bem claro, por toda a política definida por este governo, que os problemas deste país serão resolvidos somente através das medidas de austeridade, o que em primeira e última análise significa desemprego, falências, emigração, suicídios, pobreza em crescimento, negação de direitos já adquiridos. Será através de todos estes processos políticos criminosos que este governo, pau mandado de uma União Europeia, que nem é União nem é Europeia, mas que corresponde apenas aos interesses da Alemanha, que já foi Império, que já foi nazista e que sempre usou o seu poder para explorar e oprimir os seus vizinhos. O objetivo final deste governo nem é sequer o empobrecimento do país é tão somente o de reduzi-lo à indignidade. Um país pode ser pobre mas pode reagir a essa situação mas quando perde a dignidade qualquer acto de resistência se torna inviável. Portugal é o exemplo acabado disso que acabo de dizer. O que a Inquisição e tudo o que se lhe seguiu até ao 25 de Abril fizeram do povo português não foi apenas empobrece-lo foi roubar-lhe a dignidade e assim impedi-lo de reagir. O 25 de Abril foi uma espécie de despertar, um acto de rejeição à indignidade estabelecida, infelizmente com o fim do PREC e o regresso dos retornados ao poder chegámos até onde estamos agora. Não creio por isso que apenas com greves gerais e conversas na concertação social possamos mudar esta situação de indignidade. Apesar disso sempre estou presente em todas as manifestações do povo, apesar dos meus 85 anos. Mas quem sabe talvez um dia veja avançar na frente da multidão em direção ao parlamento e a Belém as forcas tão urgentemente necessárias. Já que há crime, que haja castigo.

Alípio Cristiano de Freitas
Folha seca

Prelado detido em investigação sobre o banco do Vaticano



Um prelado, um membro dos serviços secretos italianos e um intermediário financeiro foram detidos nesta sexta-feira como parte de uma investigação da justiça italiana sobre o Instituto para as Obras de Religião (IOR), o banco do Vaticano.
Nunzio Scarano, um padre nomeado "monsenhor", título de honra concedido apenas por seu tempo na Santa Sé, teve "um papel relevante" na Administração do Patrimônio da Sede Apostólica (APSA), organismo que administra os bens da Santa Sé, onde era contador.
Também foram detidos Giovanni Zito, sub-oficial e membro do Serviço de Informação e Segurança do Ministério do Exterior, e Giovanni Carenzio, um intermediário financeiro que atuava internacionalmente, principalmente nas Ilhas Canárias e na Suíça.
Os três foram detidos pela polícia financeira após uma ordem da Promotoria de Roma, acusados de "fraude contra o Estado, corrupção e calúnia".
O monsenhor Scarano também está sendo investigado pela justiça de Salerno por lavagem de dinheiro, segundo o jornal La Repubblica.
A imprensa italiana informou que a investigação que terminou com a detenção das três pessoas está concentrada na recuperação por parte da Itália de 20 milhões de euros desviados para a Suíça.
A quantia pertenceria a amigos de Scarano e o funcionário do serviço de inteligência italiano detido teria se comprometido a fazer o dinheiro entrar na Itália em um avião privado, em troca de uma recompensa de 400.000 euros.
Contudo, devido a divergências entre os três o plano acabou não sendo concluído.
A justiça investiga qual é a origem do dinheiro e as propriedades em nome do prelado, que tinha "relações financeiras" com o IOR, alvo de inúmeras investigações há anos.
Nos últimos anos, o Vaticano tentou reforçar os mecanismos de controle do IOR. Na quarta-feira, o papa Francisco criou uma comissão especial para controlar as atividades do IOR, que será diretamente subordinada ao pontífice.
O padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, informou que o prelado havia sido suspenso da APSA há um mês, quando seus superiores souberam que estava sendo investigado".
As detenções ocorreram como parte de uma ampla investigação iniciada pela justiça italiana em setembro de 2010 contra o então presidente do IOR Ettore Gotti Tedeschi e o diretor geral da época Paolo Cipriani. Os dois são acusados de violação da lei contra a lavagem de dinheiro.
Dezenas de milhões de euros foram bloqueados na investigação, que provocou, entre outras medidas, a destituição da direção do IOR.
Ao longo dos anos, diversos escândalos mancharam a reputação do IOR, já que grupos criminosos aproveitaram o anonimato ou testas-de-ferro para lavar dinheiro.
O escândalo mais conhecido aconteceu em 1982 com a falência do Banco Ambrosiano, em um caso bancário envolvendo a CIA e a maçonaria. O caso Enimont (1993) de subornos a partidos políticos italianos também afetou o IOR e, mais recentemente, a justiça de Roma detectou caos de lavagem de dinheiro por mafiosos.
O suíço René Brülhart, conselheiro da Autoridade de Informação Financeira (AIF), que supervisiona o IOR, indicou que em 2012 seis transações suspeitas foram detectadas.
O banco do Vaticano administra 19.000 contas pertencentes, em sua maioria, ao clero católico, o que representa quase sete bilhões de euros, que incluem tanto pessoas de menor hierarquia, como bispos, cardeais e alguns diplomatas, assim como as transferências de dinheiro das congregações religiosas.
O novo presidente do IOR, o alemão Ernst von Freyberg, nomeado poucos dias antes da renúncia do papa Bento XVI, pretende verificar todas as contas do banco por meio da firma de consultoria americana Promontory.