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sábado, 28 de abril de 2012



Revelação:Documento prova que Kadhafi ia financiar Sarkozy

por:Dn.pt-Hoje
A 12 de março, Nicolas Sarkozy tinha qualificado de "grotesco" um eventual financiamento da sua campanha presidencial de 2007 por Muammar Kadhafi. Mas, afinal, era verdade.
O site francês Mediapart, publicou este sábado, um documento assinado por um ex-dirigente líbio, que prova que o regime do antigo líder Muammar Kadhafi aceitou, em 2006, financiar a campanha presidencial de 2007 de Nicolas Sarkozy com uma verba de 50 milhões de euros.
Segundo avançou a France Press, no documento, escrito em árabe, Moussa Koussa, ex-chefe dos serviços de relações exteriores líbios, dá conta de "um acordo de princípio" para "apoiar a campanha eleitoral do candidato às eleições presidenciais francesas, o senhor Nicolas Sarkozy, com o montante de cinquenta milhões de euros".
A 12 de março, Nicolas Sarkozy tinha qualificado de "grotesco" um eventual financiamento da sua campanha presidencial de 2007 por Muammar Kadhafi.

revista ao rebanho




Soror Mariana: a escrita da paixão

Chagall - O Aniversário (1915)
Começas com o vocativo “meu amor” na 1ª carta dirigida au teu amante francês, Cavaleiro de Chamilly, antropónimo não nomeado conforme as conveniências, expondo pela palavra a plenitude do teu ser em contraste com o vazio da tua clausura conventual. Mas terá ele existido ou tudo terá sido obra do teu engenho amoroso? Paixão, a narrativa em forma de cartas com que deste sentido à tua vida ditada até então pela vontade de teus pais, já que excluída de dote para poderes casar e dar o teu corpo ao repouso do guerreiro como era de convenção. Após a partida do teu amante foste tecendo a teia da totalidade sem exterior, pois nada existia para lá desse círculo inexpugnável de desejo. Isso fecundaria o óvulo vazio da tua existência, fazendo desse nado-morto o sentido de uma vida. Acto de desmesura, loucura em linguagem comum, ou cegueira para tudo o que estava para lá do teu círculo mágico. Da tua inexorável solidão inventaste a íntima relação solidária com um cavaleiro que não te merecia mas que tu criaste com a força do teu desejo, um corpo a abrir-se à tempestade da paixão. O caos magnífico no lugar da ordem anquilosada. Tu eras eu, eu eras tu, sem fronteiras e necessárias pontes. O outro de ti fez crescer o absoluto em ti, o dizível indizível feito de palavras de nostalgia (a dor do impossível regresso) e simuladas vinganças (o suicídio como punição de amor). O espelho partiu para sempre mas não se fragmentou dentro de ti. Ou melhor, com os fragmentos dispersos, os estilhaços dos afectos, foste reconstruindo pela palavra a unidade perdida: o paraíso reencontrado com o sangue das palavras – o único sentido da tua vida. Diria contigo.
 Amo, continuo a amar-te no meu delírio de frases a flutuarem das entranhas do teu/meu corpo. Amo, logo existo. Deixei de ser a morte em forma de vida contra os códigos castradores. Escrever-te é o meu exercício da paixão, continuar a inventar-te como o elo que faltava para fundar a minha vida, para além da clausura imposta pelos fantasmas sociais. Dizer-te o meu corpo liberto na fúria dos afagos e dos beijos. O meu corpo aberto aos ritmos das tuas mãos e do teu pénis, faca terna a ferir-me na festa do prazer. Afirmação do meu corpo, do nosso corpo. Meu amante idealizado, como pudeste partir, partir-me, deslocar-me das raízes do meu sonho. És simultaneamente o adjuvante e o oponente, quando as tuas cartas escassas me iam destruindo a ilusão da tua paixão. Cheguei a dizer-te  subjugada e humilde, ao menos a compaixão, como forma de te sentir ainda ligado a mim, mais não fosse pela piedade, pela ternura última do grande amor. Mas já estavas longe, demasiado longe, distância lida na cada vez maior brancura das tuas cartas tão escandalosamente formais.
Foi todavia, Mariana, essa lonjura que seria a tua pulsão apaixonada da escrita da paixão. Escrever foi a tua catarse, foi o teu modo de te reinventares na ficção da paixão. Foi o teu modo de morrer de amor e ressuscitar pelo verbo: ocupar uma ausência – um lugar vazio. Dupla clausura a do teu corpo: a cela conventual e o insulamento definitivo. Mas escreveres foi o teu modo de reinventar o desejo, o teu e o dele. Amar é diferenciar, desamar é indiferenciar. Escrever o ardor do corpo amante, olhar o seu retrato, olhar-se como se fosse ele, até ao limite da perdição, da desordem (o caos interior), do dizer-se “eu não sou eu”, desapossada de ti pelo ser da paixão. Até ao limite de confessares  “eu escrevo mais para mim do que para ti” – círculo encerrado para sempre nos ardores do teu narcisismo. Da criação do absoluto. Fizeste então da paixão um exercício de estilo, a palavra do corpo para sempre liberto dos cilícios sociais. Daí a distância do ele da 5ª e última carta – a alteridade confirmada a desmerecer-te. Eros e Thanatos. Mas não morreste de amor, porque das cinzas do que te tomou como mulher-objecto, renasceste no negro a tingir as folhas brancas da tua vida morta. Palavras – teu corpo liberto. Escrever é tornar possível o desejo do impossível – a eternização do instante.
PS - À maneira de glosa das Cartas Portuguesas de Soror Mariana Alcoforado (freira no Convento de Nossa Senhora da Conceição, em Beja (1640-1723), traduzidas para francês e publicadas em Paris, em 1669, como sendo de autor anónimo.

Schiele - O Abraço (1917)

labirinto - dois, num - poemas ilustrados de António Garrochinho






A ES.COL.A da Fontinha...

O movimento ES.COL.A da Fontinha é um exemplo flagrante dos tempos que correm. Partindo de uma iniciativa cívica que devolveu a vida a um imóvel desocupado, cujo estado, progressivamente degradado,  ameaçava reduzir-se a mais um sinal público da deterioração patrimonial, a ES.COL.A da Fontinha tornou-se o centro de um conjunto de actividades que vão da música ao teatro e do yogaao apoio social e até alimentar, num bairro problemático do Porto... e hoje, crianças e adultos, são unânimes em reconhecer o interesse público desta realização, demonstrando o seu apoio aos dinamizadores do movimento que, intitulados como Okupas, deram um exemplo da capacidade de construção de uma obra social, laica e de mérito... e se dúvidas houvesse sobre a adequação da iniciativa às necessidades dos cidadãos, testemunho inequívoco do seu sucesso cívico é o facto do ataque que contra ela foi desencadeado pelas autoridades ter obtido, por parte da população, uma extraordinária adesão mobilizadora que emociona e surpreende o país pela sua persistente tenacidade, fundada na razão. Por isso, a agressividade policial e a grosseria das atitudes que despejaram para a rua as roupas, pertences e móveis do movimento associativo que protagoniza esta realização da sociedade civil, mais não é do que a expressão de uma total incapacidade institucional relativamente à compreensão dos direitos das pessoas e de uma inflexibilidade dos procedimentos burocráticos que apenas reforça e evidencia a profunda divergência entre a eventualmente alegada "ordem pública" e o bem-comum... 
blog A nossa candeia

palhaços, arlequins e afins




Escolhendo os bocados mais apetitosos
CDS/PP, BE, PSD e PS: JUNTOS A RETALHAR MOSCAVIDE.



Já em 1985 as freguesias de Moscavide e Sacavém foram amputadas de parte dos seus territórios para dar lugar à criação da freguesia da Portela.


Agora, como já por aqui se falou, o PSD da Portela, na Assembleia de Freguesia, aprovou uma proposta, com a abstenção do PS e o voto contra da CDU, de anexar à Portela mais 23 hectares da parte oeste de Moscavide, onde se situa a nova urbanização Jardins do Cristo Rei.


Entretanto na Assembleia da Republica já deram entrada um projecto do CDS/PP, e outro do BE, com propostas de anexar o território da frente ribeirinha das freguesias de Moscavide e Sacavém, concelho de Loures, à futura freguesia do Parque das Nações, Lisboa.


Intenção que, ficámos a saber agora, conta também com o apoio deAntónio Costa e vereadores do PS, PSD e CSD/PP da Câmara de Lisboa, apenas com o voto contra do vereador do PCP Ruben Carvalho.