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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

ARQUITECTURA DO HORROR - PORQUE EXISTEM OS GÁRGULAS

Na Idade Média, em uma época supostamente cheia de analfabetos e pessoas truculentas e cruéis, a Igreja estava espalhada por todas as partes e, sobre ela, as gárgulas. Mas estas criaturas mitológicas talvez sejam as mais incompreendidas de todas as que pululam por bestiários e tratados demonológicos: elas são mais do que apenas estátuas assustadoras e bizarras, mas pairam tanto tempo em torno de vilas e cidades ao longo dos séculos, que muitos nem sequer sabem o seu real significado e propósito.

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Arquitetura do horror: por que existem as gárgulas? 01
Via: 12SonofLama
A palavra diz muito delas: "gargoille", em francês, é originalmente "garganta". Na Alemanha são chamadas "wasserpeier" ("vomitador de água"), termo análogo ao holandês "waterspuwer" ("cuspidor de água"). Toda esta terminologia aponta a sua utilidade arquitetónica; as gárgulas são um elemento necessário nas catedrais para desaguar os telhados mediante imperceptíveis canos que as atravessam. Mas suas formas demoníacas já contam outra história.

Os arquitectos e sacerdotes medievais aproveitaram a necessidade do desaguadouro para enviar uma mensagem aos incrédulos. As gárgulas, com suas garras afiadas que se estendem para o céu, eram advertências contra o comportamento dos pecadores.

Ai daquele que se aproximasse à igreja com uma consciência suja! Aí estavam os dragões, serpentes e leões nas alturas escutando e vigiando o transeunte, recordando-lhe constantemente o destino trágico de sua alma, aquilo que o esperava do outro lado se ele fizesse a besteira de desviar da santa casa que jazia debaixo de suas garras. Os mesmos traços demoníacos destas gárgulas, de horror em seu estado puro, protegiam os sacerdotes e crentes do maligno que quisesse entrar em sua igreja.

Ao que parece, se tornou tão poderosa a tendência de construir gárgulas que muitas, no período da Alta Idade Média, já nem sequer serviam de aqueduto. Eram meros monstros patibulares em eterna vigilância sobre catedrais góticas e barrocas. Mas com o tempo foram perdendo a força de sua função nas mãos de turistas confusos ante a sua mensagem.
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Arquitetura do horror: por que existem as gárgulas? 02
Via: Beggs
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Via: Foxyparr
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Via: Jourand
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Via: Eusebius@Commons
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Via: Alan Bell
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Via: e3000
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Via: Wit
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Via: Son of Groucho
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Via: Maveric2000
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Via: Guldfisken
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Via: Bjorn Giesenbauer
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Via: Son of Groucho
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Via: Sapphireblue
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Arquitetura do horror: por que existem as gárgulas? 17
Via: Fabio Bruno
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Via: Matt Drobnik
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Via: Matt Drobnik
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Via: Vin Crosbie
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Via: Jo Jakeman
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Via: puroticorico
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Via: puroticorico
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Arquitetura do horror: por que existem as gárgulas? 24
Via: Krossbow



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ESPECIAL FESTIVAL MET GALA (SÉRIE 2)


















































última parte será publicada amanhã



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Protestos e manifestações


De Paris a Hong-Kong, do Chile ao Líbano, ao Iraque, à Catalunha, sucedem-se manifestações que assumem contornos de violência urbana e uma relativa anarquia, sem aparente organização. Também já existiram, mas permanecem em potencial na Nicarágua, Bolívia, Venezuela.

A guerra contra a Líbia e a Síria (já não falando na Jugoslávia) teve como pretexto manifestações de descontentamento aproveitadas depois para intervenções de mercenários apoiados pela NATO e bombardeamentos por países da NATO.
As causas destas manifestações e protestos são diversas e os objetivos muito diferentes, mas talvez tenham, a maior parte, um fundo comum. Mas qual?
No Líbano, no Chile, em Paris, como antes na Argentina, as pessoas estão furiosas, pelas escandalosas desigualdades, a insegurança, as dificuldades do dia a dia, a pobreza sem perspetivas e em muitos casos a fome.
Noutros casos os dólares fluem, quando os governos se afastam do “american-way-of-life” (
https://resistir.info/v_carvalho/american_way_1.htmlé o caso da Venezuela, Nicarágua, a contestação na Bolívia, das “revoluções coloridas”. Em Hong-Kong o apoio vem principalmente do magnata Jimmy Lai.
 
Porém, um facto é que estes dólares fazem germinar protestos porque caem num terreno fértil ao descontentamento e populações desencantadas ou confusas.
Apesar dos média se encarregarem de transformar os que no Chile, Catalunha ou França são terroristas e em Hong-Kong, Venezuela, Bolívia manifestantes pró-democracia”. Nada pode contudo esconder as contradições do sistema, no início de outubro realizava-se a 48ª semana de protestos dos coletes amarelos – que já saíram dos media.
Em Hong-Hong, a violência das manifestações, ataca e destrói bens públicos, empresas e bancos que se relacionam preferencialmente com o resto do país. Numa apreciação sumária, podemos dizer que – muito ao contrário do que pretendem – estão a destruir o capitalismo da cidade, que já entrou em recessão e perde, cada vez mais, importância internacional.
 
Posto isto, há dois aspetos a considerar. Em quaisquer dos casos, para além de agentes mercenários a soldo do dólar, nada de significativo poderia ocorrer sem o descontentamento acumulado de certas camadas que ou ficam passivas ou aderem à contestação a políticas progressistas. Claro que a propaganda da direita pró-imperialista exagera e dramatiza insistentemente inevitáveis erros, falhas, insuficiências de processos que se pretendem progressistas. Isto para além da mentira, que agora passou a chamar-se pudicamente “fake news”.
Outro aspeto é o de uma “esquerda ausente” e a sua incapacidade não só de organizar a insatisfação como de dotar as massas de uma visão que supere a alienação da propaganda capitalista e dos populismos reacionários. Ou seja, que não abandone ou não recue na luta ideológica.

 
Via: FOICEBOOK http://bit.ly/338K3Nm
abrildenovomagazine.wordpress.com