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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

NA MINHA FAINA COM ELA


Nas águas do Sado, as mulheres vão à pesca com os homens. É uma vida dura que Ermelinda Carvalho, uma das mais antigas pescadoras da Carrasqueira, encara com uma boa disposição de fazer inveja.
Sentada sobre um balde de plástico virado ao contrário, Ermelinda Carvalho vai lentamente libertando os chocos do emaranhado das redes. “Este trabalho que eu estou a fazer agora sentada, antes fazia-se em pé”, atira a rir-se a pescadora, mãos calejadas pelos anos que já leva nesta arte. Ainda é cedo. Muito cedo. O sol só agora começou a aparecer timidamente sobre as gruas da Setenave, mas a família Carvalho já tem as mãos sujas há mais de uma hora.
Às primeiras horas do dia recolhem-se as redes atiradas ao rio no dia anterior e enche-se o convés da Nau do Sado de chocos e da tinta que eles libertam. Nada disto é estranho para Ermelinda Carvalho. Nas águas sadinas, a mulher não fica em casa a suspirar pelo homem que se faz à faina logo às primeiras horas do dia. Elas vão com eles, elas trabalham como eles. “Não me deem outra vida. Eu gosto é disto”, diz Ermelinda, 60 anos, avental de oleado no corpo, chapéu de ceifeira na cabeça, boa disposição a horas em que a maioria das pessoas estaria rabugenta.
Rabugice não faz parte da rotina de Ermelinda e do marido Joaquim. Há décadas que se levantam muito antes de qualquer galo pensar sequer em cantar, pelo que as más disposições matinais há muito que ficaram ultrapassadas. “É só o despertador tocar e pés ao chão”, atira a pescadora pouco depois de fazer a visita guiada à Nau do Sado, a pequena traineira que dá o sustento à família. Não é um passeio muito grande. Ermelinda levanta uma tampa do convés, aponta lá para dentro e diz: “Aqui é o quarto.” Vê-se uma manta entesada pelo sal, amarrotada sobre umas tábuas de madeira. Logo ao lado, nova tampa: “Aqui é a cozinha.” Também não é divisão que impressione. Ninguém disse que esta vida era fácil.
No verão, Joaquim e Ermelinda levantam-se todos os dias às quatro e meia da manhã para não deixar escapar nenhum choco. (Fotografia: LUÍS FRANCISCO RIBEIRO)

As cabanas da Carrasqueira

Ermelinda fala o suficiente por ela, pelo marido e pelo filho, que também vai a bordo e praticamente nasceu na água. “Sabe com quantos dias este começou a vir ao mar? Dezanove dias!” Rodrigo, agora com 31 anos, pelos vistos não enjoou de ter vindo tão cedo. Mal se despachou da escolaridade obrigatória, veio para aqui. Um pouco à semelhança da mãe, que, mesmo quando viveu longe do Sado, nunca deixou de o ter em pensamento.
Joaquim, Ermelinda e Rodrigo nasceram na Carrasqueira, uma vila da península de Tróia virada ao estuário do rio que banha Setúbal. A terra pouco tem de pitoresco, pelo menos nos dias que correm. O porto palafítico, todo em madeira, é a principal atração desta localidade que sempre se dividiu entre o trabalho no campo e a pesca. Ermelinda lembra-se de, ainda menina, ir com o pai apanhar amêijoas e canivetes à outra margem do Sado. A Carrasqueira, onde hoje os designers da moda vão fotografar coleções e os recém-casados vão eternizar a felicidade de um dia, era então muito diferente. “Era mais cabanas, mais à base de palhotas” e o porto não tinha nem metade do tamanho atual, “era umas estacazinhas, umas tábuas”.
Já depois da faina, enquanto os chocos aguardam nos baldes pela compradora que os há de levar aos restaurantes das redondezas, Ermelinda senta-se à mesa de um café para falar um pouco mais dessa Carrasqueira de outros tempos. “Antigamente, uma cabana era para os pobres. Hoje é para os ricos.” Na vila já são raras as palhotas. À medida que os pescadores foram amealhando, as casas passaram a ser de tijolo e cal. “Vendi a minha cabana por um conto e quinhentos”, ri-se Ermelinda. Quando ela de lá saiu, acabada de casar, a cabana só tinha duas divisões — cozinha e quarto –, o chão era de areia e a iluminação ainda era garantida por candeeiros de petróleo. “Hoje vive lá uma médica.”
Ermelinda, Rodrigo e Joaquim a bordo do Carvalhinho, com a Nau do Sado ao fundo. Em certos dias, o caniche Panda acompanha-os à pesca. (Fotografia: LUÍS FRANCISCO RIBEIRO)

Pescadores de histórias

A Nau do Sado não é um barco particularmente grande, mas mesmo assim é maior do que os que ocupam habitualmente os cais do porto palafítico da Carrasqueira. Só muito raramente, quando a maré está suficientemente alta, é que a Nau do Sado lá pode estar. Por isso, antes de se lançar ao rio, a família Carvalho tem de ir da Carrasqueira até a um aldeamento turístico próximo de Tróia, onde a traineira dorme nas águas calmas e profundas do enorme estuário.
Para chegar à Nau, Rodrigo enfia-se no bote Pateta e rema até a uma barcaça maior, Carvalhinho. Vem à costa, apanha os pais e faz-se ao largo, onde está a Nau. Mal a embarcação começa a roncar e a dirigir-se para o meio do rio, Ermelinda veste o avental de oleado e, entre o balanço das ondas, desbobina historietas da faina. Como a que envolve uma turista alemã que, certo dia, quis ir ver como se pescavam chocos. Lá foi, mas deu-lhe a vontade de ir à casa de banho a meio da viagem. Ermelinda arranjou-lhe um balde e a alemã lá se desenrascou. “Jogou a urina à água. Conforme joga o balde, o vento estava de norte, o chichi vai parar todo à cara do meu marido.” Ermelinda dá grandes gargalhadas, Joaquim só encolhe os ombros.
Outros momentos foram mais duros. Quando Rodrigo e o irmão eram bebés, os pais não tinham outro remédio se não levá-los no barco com eles. Nessa altura, Ermelinda ainda fazia pesca no mar (hoje não, só se dedica ao rio), onde a jornada de trabalho durava a noite toda. Enquanto Joaquim e Ermelinda trabalhavam, as crianças deitavam-se naquele quarto do porão, cuja tampa ficava frequentemente bloqueada, pois não havia mais espaço para pôr as redes. “Aí é que doía, aí é que custava muito. Eles lá todos mijados e cagados a chorarem e a gente sem poder lá ir.”
Ermelinda costumava fazer isto de pé, mas a idade já pesa. Ainda assim, não há choco que volte ao mar. (Fotografia: LUÍS FRANCISCO RIBEIRO)
E, claro, há as partidas que o mar prega. “No mar, não se vê uma mulher”, explica Ermelinda, que durante muitos anos foi a única da Carrasqueira a arriscar sair para o Atlântico. As outras só vão ao Sado. “Os homens chegavam a dizer ao meu marido ‘eh! Você quer matar a sua mulher!'” E várias vezes julgou Ermelinda que se ficava lá no mar. “Isto agora é uma brincadeira, mas quando há chuva e vendavais…”

Uma nau para toda a obra

Não é que precisássemos que ela o dissesse para percebermos, mas Ermelinda — Minda para as amigas — é daquelas mulheres que faz a festa sozinha. É ela que, com a cunhada, organiza anualmente a procissão em honra de Nossa Senhora dos Navegantes; é ela que tem lugar cativo em todas as excursões da freguesia e da paróquia para animar as hostes; foi ela que juntou um grupo de gente para ir ao “Preço Certo” há uns anos. Conhecer o apresentador Fernando Mendes era um sonho, mas a experiência ainda foi melhor, porque Minda arrebanhou a montra final. “Levei-lhe uma santola. O homem nunca tinha visto um trabalho daqueles. Aquilo foi uma festa! Mas depois foi uma guerra viva, toda a gente queria coisas.”
A Nau do Sado é instrumento de trabalho, mas também casa. (Fotografia: LUÍS FRANCISCO RIBEIRO)
Junho já não é grande altura para a pesca do choco. Os meses de abril e maio são os que mais fartura dão: uma ida ao Sado pode render uns 70 ou 80 quilos do bicho, apreciado por estas bandas frito, grelhado, em caldeirada, como calhar. Agora, um dia em que se consiga vinte quilos já é bom. “Pelo São João é altura em que há pouco peixe, mas é quando ele está mais caro”, diz Joaquim. De pé dentro da cabine, este homem de poucas falas mas sorriso franco vai controlando o destino da Nau enquanto Rodrigo, lá atrás, volta a atirar as redes à água. Ermelinda, entretanto, lava o convés do excesso de tinta e esmaga com uma marreta os últimos caranguejos não comestíveis que por ali ficaram. “Não há sábados, não há domingos, não há feriados. A gente se não vem, não ganha.”
Em agosto, a Nau do Sado vai para o estaleiro. “Este barco já teve as cores do Vitória”, diz Joaquim. Do Vitória de Setúbal, pois claro. Agora já não. O verde e o branco ainda dão cor ao casco, mas também há uns apontamentos vermelhos aqui e ali. A Nau é testemunha dos milhares de horas que os Carvalhos já passaram lá dentro. Vê-se um braseiro, baldes de praia, maços de tabaco vazios e, no topo da cabine, uma bandeira portuguesa toda esfarripada.
No pico do verão, esta zona do Sado junto a Tróia costuma estar repleta de iates. Quando eles chegarem, a Nau já não poderá navegar aqui. (Fotografia: LUÍS FRANCISCO RIBEIRO)

Filha de peixe sabe nadar

Apesar da boa disposição, Ermelinda Carvalho faz questão de dizer a cada passo que esta vida não é pera doce e que, para as mulheres, pode ser ainda mais cansativa do que para os homens. Até Rodrigo o admite. Consertar redes? “É o inverno da minha mãe”, diz, entre um sorriso amarelo e um encolher de ombros. Minda explica a rotina dos dias de inverno. “É ir ao mar, apanhar umas amêijoas, fazer a lidazinha da casa a fugir e ir logo remendar as redes.” É um trabalho de paciência, que ocupa todas as tardes dos meses frios e chuvosos em que o peixe se apanha no mar, não no rio.
Quando era mais nova, Ermelinda ia ao mar com o marido. “A nossa vida era dormir no barco. Abalava aí pelas oito da noite e só voltava a casa ao meio-dia.” Depois ainda fazia o almoço, saía para apanhar umas amêijoas no rio e ia vender. E recomeçava tudo outra vez. “Foi aí que eu dei cabo da coluna, dos rins…”
Os queixumes são legítimos, mas filha de peixe sabe nadar. Ermelinda começou a ir com o pai para a faina em criança e, mal se despachou da quarta classe, quis fazer disto vida — mas não conseguiu logo. “Fui gaiata para Lisboa tomar conta de três crianças e limpar uma casa. Só voltei para casar.” E não mais abalou, porque isto era destino. E Lisboa não a atrai. “Só aquilo cansa. O trânsito. Não era capaz de viver assim. Quando lá vou até fico a pensar ‘como é que as pessoas conseguem?’. Eu gosto mesmo é de água. O marido é Aquário, o filho é Peixes e eu sou Caranguejo!”, ri-se.

observador.pt

31 de Julho de 1944: Antoine de Saint-Exupéry, autor de "O Principezinho" desaparece durante um voo sobre a costa francesa



Aviador e escritor francês, Antoine-Marie-Roger de Saint-Exupéry nasceu no dia 29 de junho de 1900, em Lyon,oriundo de uma família antiga da nobreza rural. O pai, um executivo de uma companhia de seguros, faleceu em 1904 vítima de apoplexia, o que terá levado a mãe, mulher de sensibilidade artística, a mudar-se com os filhos para Le Mans, em 1909. O jovem Antoine passaria portanto os seus anos de meninice no castelo de Saint Maurice de Rémens, rodeado das atenções das irmãs, tias, primas, amas e amigas da família.
Deixaria o castelo para estudar nos colégios jesuitas de Montgré e Le Mans e, na Suíça, entre os anos de 1915 e1917, num colégio interno dirigido por padres marianos, em Fribourg. Após ter sido reprovado no exame final dos preparatórios para a universidade, ingressou na Escola de Belas-Artes como estudante de Arquitetura.
Em 1921 começou o cumprimento do serviço militar, às ordens do Segundo Regimento de Caçadores mas, como havia antes, aos doze anos de idade embarcado pela primeira vez num avião, foi enviado para Estrasburgo com a finalidade de receber treino como piloto. Fez o seu primeiro voo desacompanhado a 9 de julho de 1921 e, no ano seguinte, com a obtenção do brevet, recebeu uma proposta de adesão à Força Aérea francesa. Acabaria por recusar, cedendo às pressões da família da sua noiva, a romancista Louise de Vilmorin, e tentou estabelecer-se em Paris, trabalhando num escritório e escrevendo em simultâneo.
A vida de aspirante a homem de família em Paris não se revelou muito proveitosa para Saint-Exupéry. Assim,após ter calcorreado sucessivos empregos, de guarda-livros a caixeiro-viajante, viu romper-se o noivado, e decidiu retomar a sua carreira na aviação.
Numa época em que a aviação postal dava os seus primeiros passos como séria concorrente às expedições por via marítima e férrea, Antoine de Saint-Exupéry passou a pertencer, com a assinatura de um contrato com a Aéro postale, ao grupo de pioneiros cuja coragem desafiava os limites da razão e da segurança, batendo recordes de velocidade para entregar o que o escritor gostava de considerar como cartas de amor.
Em 1926 publicou, na revista literária Le Navire d'Argent, o seu primeiro conto, L'Aviateur.
Fazendo a ponte aérea entre a França e o Norte de África durante três anos, e escapando à morte por diversas vezes, Saint-Exupéry ascendeu, em 1928, ao cargo de diretor do aeródromo de Cap Juby, no Rio de Oro, situado no deserto do Sara. Aí, não só se sentiu fascinado pela aridez da paisagem, como encontrou tempo e disposição para escrever Courrier-Sud (1929), o seu primeiro romance, em que tratava o fracasso da sua relação com Louise contraposto à bravura dos pilotos da aviação postal.
Ainda no mesmo ano, Saint-Exupéry mudou-se para a América do Sul, onde foi nomeado diretor da companhia Aeroposta Argentina. Pilotando aviões de correio, voou através dos Andes, amealhando experiências que lhes serviram como material para o seu segundo romance, Vol de Nuit (1931, Voo na Noite), que logo se tornou um  sucesso de vendas internacional, tendo ganho o prémio literário Femina e sido adaptado para cinema em 1933,com nomes como Clark Gable e Lionel Barrymore no elenco. Na obra, Rivière, um chefe de aeroporto calejado,perdeu todas as perspetivas de chegar à reforma, tendo aceite o trabalho de pilotagem de voos postais como o seu destino.
Em 1931, Antoine de Saint-Exupéry contraiu matrimónio com uma viúva, Consuelo Gómez Castillo, cujasamizades compreendiam figuras literárias como Maurice Maeterlinck e Gabriele d'Annunzio, e que viria a descrever o escritor, nas suas memórias, como uma criança ou um anjo caído do céu. Consuelo, apesar da adoração que sentia por Saint-Exupéry, viveu com ele um casamento conturbado, repleto de ausências, ciúmes e infidelidades de ambas as partes.
Com o encerramento do correio aéreo na Argentina, Saint-Exupéry regressou à Europa, onde passou a fazer aponte aérea entre Casablanca e Port Étinne, bem como a exercer a profissão de piloto de ensaios para a Air France e outras companhias de aviação. Deu contribuições para o periódico Paris-Soir e chegou mesmo a fazer a cobertura dos acontecimentos do May-Day em Moscovo e a escrever uma série de artigos sobre a Guerra Civil de Espanha.
Em 1935, aos comandos de uma aeronave experimental ao serviço da Air France, despenhou-se quando sobrevoava o Norte de África e, tendo sobrevivido, teve que caminhar pelo deserto durante alguns dias, até ter sido salvo por uma caravana. Dois anos depois, pilotando o mesmo modelo, escapou à morte com ferimentos graves quando o avião caiu sobre a Guatemala.
Durante o período de convalescença, foi fortemente encorajado pelo amigo e escritor André Gide a escrever sobre a sua profissão. Terre des Hommes (Terra dos Homens) seria publicado em 1939, ano em que arrebataria os prémios da Academia Francesa para Romance e o National Book Award nos Estados Unidos.
Com a ocupação da França pelas tropas Nacional-Socialistas alemãs, em 1940, Saint-Exupéry alistou-se e,embora acabasse por ser considerado como inapto para a aviação militar por causa dos seus ferimentos, chegou a pilotar alguns voos de ousadia, que lhe valeram a condecoração Cruz de Guerra. No mês de junho do mesmo ano, e após a assinatura do armistício pelo Marechal Pétain, Saint-Exupéry mudou-se para a França livre com a irmã, de onde partiu para os Estados Unidos. Publicaria, em 1942, na cidade de Nova Iorque Pilote de Guerre,romance em que descrevia a sua fuga da pátria ocupada, e que seria banido pelas autoridades alemãs em França.
Juntar-se-ia de novo, em 1943, à Força Aérea francesa baseada no Norte de África e, depois de uma aterragem duvidosa, seria declarado pelo seu comandante como demasiado velho para pilotar. Não obstante, conseguiria posterior autorização para prosseguir os seus voos militares. No mesmo ano publicaria a sua obra mais  conhecida, Le Petit Prince (O Principezinho), uma fábula infantil para adultos, traduzida para quase meia centena de línguas, das quais se inclui o Latim. O narrador da obra é um piloto que é forçado a aterrar de emergência no deserto, onde encontra um rapazinho, que se revela ser um príncipe de outro planeta. O principezinho conta-lhe as suas aventuras na Terra e fala-lhe da preciosa rosa que possui no seu astro natal. Acaba, no entanto por ficar desiludido ao saber que as rosas são bastante comuns na Terra e é aconselhado, por uma raposa do deserto, a continuar a amar a sua rosa rara. O principezinho regressa ao seu próprio planeta, tendo, contudo, encontrado um sentido para a sua vida.
Descolando da ilha da Sardenha a 31 de julho de 1944, em missão de reconhecimento, Saint-Exupéry nunca chegaria ao destino no Sul de França. Restam dúvidas quanto às possibilidades de ter sido abatido, ter tido uma falha técnica ou cometido suicídio. Deixou em terra o manuscrito inacabado de La Citadelle (1948, Cidadela), em que refletia o seu crescente interesse pela política.
Em 1998, a cerca de 100 milhas marítimas ao largo da costa de Marselha, um pescador local encontrou no mar uma pulseira com o nome de Saint-Exupéry e de Consuelo Gómez Castillo, a qual suscita ainda incertezas quanto à sua autenticidade.


Antoine de Saint-Exupéry. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.
wikipedia (Imagens)
Arquivo: 11exupery-inline1-500.jpg
Antoine de Saint-Exupéry em Toulouse (1933)
Pulseira de Saint-Exupéry  encontrada em 1998

Cristas Anda há muitas semanas Assunção Cristas com uma terrível angustia .


Anda há muitas semanas Assunção Cristas com uma terrível angustia . Não há intervenção em que não pergunte : mas a capitalização da caixa vai ao défice ou vai à divida .
O primeiro ministro não lhe responde , o ministro das finanças também não e  a angustia aumenta .
"Vai ao défice ou vai à dívida " repete em cada iniciativa do Partido em doloroso sofrimento.
Não há uma alma caridosa que lhe diga que em qualquer caso o dinheiro para capitalizar a Caixa fica no Estado  , no património público e os lucros da Caixa também revertem para o Orçamento de Estado e não para os banqueiros privados e suas famílias , como aconteceu no BANIF , BPP , BPN...
Esta é a grande diferença que Cristas faz de contas que não percebe ou não percebe mesmo.
Como estamos em época estival talvez a leitura de Luís Stau Monteiro , Angustia para o jantar lhe aliviasse o sofrimento


foicebook.blogspot.pt

JOGOS OLÍMPICOS DO RIO TERÃO EQUIPE DE REFUGIADOS

O primeiro dia dos Jogos Olímpicos dos Rio de Janeiro, dia 5 de agosto, ficará marcado por uma novidade: desfilará, pela primeira vez, na História dos Jogos, uma equipa totalmente composta por atletas refugiados, juntamente com as outras 205 delegações.
São 10 os atletas que compõem esta delegação, que reflete a situação que se vive atualmente em diferentes zonas do globo, com diversos conflitos regionais de longa duração. O grupo participará em provas nas modalidades de Atletismo, Natação e Judo. O Comité Olímpico Internacional espera que a iniciativa tenha um certo “peso simbólico” e que “funcione como um símbolo de esperança para os refugiados em todo o mundo e que chame a atenção para a dimensão da crise dos refugiados a nível mundial.”
A delegação inclui cinco corredores do Sudão, dois judokas congoleses e dois nadadores sírios.
A bandeira escolhida para a delegação foi a bandeira olímpica. Para Yusra Mardini, uma nadadora síria, ela e os companheiros “representam a mais importante de todas as bandeiras, a que representa todos os países.”
É certo que, normalmente, a histórias dos percursos dos diferentes atletas olímpicos são apaixonantes, carregadas de sacrifício e, muitas vezes, de dor, e, quase sempre, de superação. Mas esta equipa, a equipa dos refugiados, recorda que há um grupo de atletas que passou por um conjunto de situações pessoais realmente difíceis, tendo feito um esforço excecional até chegar ao Rio de Janeiro. Enfrentaram guerras, ataques, tiroteios, situações de extrema violência e de um intenso desgaste físico e emocional durante meses e mesmo durante anos. Mas nunca desistiram.
Mardini, por exemplo, usou as suas excelentes capacidades como nadadora para fugir à guerra na Síria. Tudo porque o barco em que se encontrava com outros 19 migrantes afundou no mar Mediterrâneo. Agora, diz que nunca mais quer voltar a nadar no mar. Apenas em piscinas.
Super exited to see history in the making! Can't wait to cheer on the @RefugeesOlympic! Supporting you with love from Canada!🇨🇦 
Yolande Mabika participa nas provas femininas de judo, na categoria de 70kg. Começou a praticar a modalidade num orfanato em Kinshasa, a capital da República Democrática do Congo. Depois de emigrar para o Brasil, foi apadrinhada pelo quatro vezes campeão Olímpico Geraldo Bernardes. Bernardes tinha experiências anteriores no treino de atletas com histórias de vida complicadas, como foi o caso da campeã do mundo de 2013, Rafaela Silva, que cresceu numa das favelas cariocas.
Mabika diz estar concentrada nos Jogos, não só por ela, mas por toda a equipa. Este evento, diz, é mais do que uma competição desportiva. “Não é só a batalha nas provas, é também a batalha pela vida. Vou lutar pela minha vida.”
For the Olympics I will of course support @TeamGB but I will also be supporting & cheering loudly for @RefugeesOlympic ❤️
Todos os atletas da delegação foram escolhidos pelo Comité Olímpico Internacional (IOC, pela sigla em língua inglesa), que se encarregou de identificar atletas que vivessem fora dos seus países e que tivessem demonstrado capacidades e prestações a nível de competição Olímpica.
Cada um destes desportistas foi, de certa forma, acolhido pelo Comité Olímpico Nacional (NOC, pela sigla em língua inglesa) do país onde se encontravam no momento. James Chiengjiek, Yiech Biel, Paulo Lokoro, Rose Lokonyen E Anjelina Lohalith são oriundos do recentemente independente Sudão do Sul, mas foram escolhidos para participar nos Jogos pelo NOC do Quénia, país onde encontraram refúgio depois do começo da guerra civil no país deles.

Para além da delegação olímpica composta por desportistas refugiados, o IOCdecidiu que Ibrahim al-Hussein, um refugiado sírio residente em Atenas, transportará a chama Olímpica durante parte do seu percurso. O jovem atleta de 27 anos disse que o convite era para ele “uma honra.”

pt.euronews.com

A Ermelinda e... a Festa



A Ermelinda é uma camarada minha. A Ermelinda é, de certo modo a imagem do meu Partido. Desde o rigor de análise até ao sorriso. E como é belo o sorriso de Ermelinda. Para ela, como para todos nós, começa cedo a Festa. Lá estava ela, liderando a cozinha. É esforçada a Ermelinda. E raramente falta a uma jornada. E foram hoje muitos os que na Quinta foram servidos pela Ermelinda.
Lá atrás, olho-a e não posso deixar de pensar que ela, tal como eu, temos a ideia de que um dia o País poderá ser uma Festa como esta.
E como vai a sua construção?
Teve esta semana um avanço grande! É que a Ermelinda não anda sozinha, ela faz parte de um grande colectivo!
Hoje foram muito os que responderam ao apelo:

Morreu Moniz Pereira, o "senhor atletismo"


Morreu, este domingo, Mário Moniz Pereira, antigo atleta, treinador e dirigente, ligado durante décadas ao atletismo e ao Sporting.

Foi o clube de Alvalade que informou o falecimento de Moniz Pereira, através das redes sociais.


Moniz Pereira tinha 95 anos.

UMA HISTÓRIA DE VIDA QUE SE CONFUNDE COM O ATLETISMO

A história da vida de Moniz Pereira confunde-se com a do atletismo, que amava como ninguém, e também com a do fado. Mesmo depois de fazer "quatro vezes vinte mais dez", como gostava de dizer, manteve o sorriso de felicidade e citava o refrão do fado que o celebrizou: "Valeu a pena".

"Uma vida repleta de bons exemplos"



"Na véspera dos Jogos Olímpicos, o seu exemplo reforça ainda mais a vontade de todos os desportistas nacionais de se superarem e obterem resultados que o honrem e o recordem como grande motivador do nível que o nosso atletismo e nosso desporto têm atingido", assinala o texto.













 http://www.jn.pt