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domingo, 1 de maio de 2016

HINO DOS GREVISTAS



O 1º de Maio, desde o século XIX é comemorado com greves, piquetes, barricadas e cantos revolucionários. No Brasil, na GREVE DOS METALÚRGICOS de São Paulo, em novembro de 1979, durante os piquetões que desfilavam pelas fábricas da Zona Sul foi criado e cantado este HINO DOS GREVISTAS: um belo hino do 1º de Maio.


VÍDEO

OPERÁRIOS VANGUARDA DO POVO - VÍDEO




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Trump e Clinton: Censurando o intragável


John Pilger*
É cada vez mais cerrada e difícil de ultrapassar a barreira censória dos chamados meios de referência, onde quer que eles se publiquem. Alinhados e subordinados aos media norte-americanos neles só deve ser publicado aquilo que eles entendem que nós podemos saber.
Até um dia …


Uma censura virulenta, ainda que familiar, está prestes a abater-se sobre a campanha eleitoral estado-unidense. Como o selvagem caricato, Donald Trump, parece quase certo que ganhe a nomeação do Partido Republicano, Hillary Clinton está a ser consagrada como a “candidata das mulheres” e a campeã do liberalismo americano na sua luta heroica contra Satã.

Isto é disparate, naturalmente. Hillary Clinton deixa um rastro de sangue e sofrimento por todo o mundo e um recorde claro de exploração e cobiça no seu próprio país. Dizer isto, no entanto, está a tornar-se intolerável na terra da liberdade de expressão.

A campanha presidencial de Barack Obama em 2008 deveria ter alertado até o observador mais desatento. Obama baseou sua campanha da “esperança” quase totalmente no facto de um afro-americano aspirar dirigir a terra da escravidão. Ele também era “anti-guerra”.
Obama nunca foi anti-guerra. Ao contrário, como todos os presidentes americanos, era a favor da guerra. Ele votou pelo financiamento da carnificina de George W. Bush no Iraque e planeava escalar a invasão do Afeganistão. Nas semanas em que fez o juramento presidencial, aprovou secretamente um assalto israelense a Gaza, o massacre conhecido como Operação Chumbo Derretido. Prometeu encerrar o campo de concentração de Guantanamo e não o fez. Jurou que ajudaria a tornar o mundo “livre de armas nucleares” e fez o oposto.

Como uma nova espécie de gestor de marketing do status quo, o untuoso Obama foi uma escolha inspirada. Mesmo no fim da sua presidência coalhada de sangue, com a sua assinatura para drones a propagarem infinitamente mais terror e morte em todo o mundo do que o desencadeado por jihadistas em Paris e Bruxelas, Obama é bajulado como um “tipo fixe” (the Guardian).

Em 23 de Março, a Counterpunch publicou meu artigo “Uma guerra mundial começou – rompa o silêncio”. Como tem sido minha prática durante anos, difundi então esta peça através de uma rede internacional, incluindo Truthout.com, o sítio web liberal americano. Truthout publica algum jornalismo importante, inclusive excelentes revelações de Dahr Jamail.
Truthout rejeitou a [minha] peça porque, disse um editor, ela havia aparecido no Counterpunch e havia quebrado “linhas de orientação”. Respondi que isto nunca fora um problema ao longo de muitos anos e que nada sabia de linhas de orientação.

À minha recalcitrância foi então atribuído um outro significado. O artigo seria libertado desde que eu o submetesse a uma “revisão” e concordasse com mudanças e apagamentos feitos pelo “comité editorial” de Truthout. O resultado foi adoçar e censurar minha crítica a Hillary Clinton e o distanciamento dela em relação a Trump. Foi cortado o seguinte:
Trump nos media é uma figura odiosa. Isto só por si deveria despertar nosso cepticismo. As visões de Trump sobre migração são grotescas, mas não mais grotescas do que as de David Cameron. Não é Trump o Grande Deportador dos Estados Unidos, mas sim o vencedor do Prémio Nobel da Paz Barack Obama … O perigo para todos nós não é Trump, mas Hillary Clinton. Ela não é independente (maverick). Ela corporifica a resiliência e violência de um sistema… Quando o dia da eleição presidencial se aproximar, Clinton será louvada como a primeira mulher presidente, apesar dos seus crimes e mentiras – tal como Barack Obama foi louvado como o primeiro presidente negro e liberais engoliram sua insensatez acerca de “esperança”.

O “comité editorial” quis claramente diluir minha argumentação de que Clinton representa um comprovado perigo extremo para o mundo. Como toda censura, isto era inaceitável. Maya Schenwar, que dirige o Truthout, escreveu-me [a dizer] que minha relutância em submeter meu trabalho a um “processo de revisão” significava que ela tinha de retirar a sua “publicação da agenda”. Este é o modo de falar do porteiro.

Na raiz deste episódio está uma resistência indizível. Esta é a necessidade, a compulsão, de muitos liberais nos Estados Unidos a aceitar um líder a partir de dentro de um sistema que é comprovadamente imperial e violento. Tal como a “esperança” de Obama, o género de Clinton não é mais do que uma fachada conveniente.

Isto é uma compulsão histórica. No seu ensaio de 1859, Sobre a liberdade, ao qual liberais modernos parecem prestar homenagem incansável, John Stuart Mill descreveu o poder do império. “Despotismo é um modo legítimo de governo ao tratar com bárbaros”, escreveu ele, “desde que a finalidade seja a sua melhoria e os meios justificados para realmente cumprir aquele fim”. Os “bárbaros” eram grandes secções da humanidade às quais era exigida “obediência implícita”.

“É um mito lindo e conveniente que os liberais são pacificadores e o conservadores belicistas”, escreveu em 2001 o historiador britânico Hywel Williams, “mas o imperialismo do modo liberal pode ser mais perigoso por causa da sua natureza ilimitada – sua convicção de que representa uma forma de vida superior [enquanto nega a dos outros] conduz ao fanatismo farisaico”. Ele tinha em mente um discurso de Tony Blair na sequência dos ataques de 11/Set, no qual Blair prometia “reordenar este mundo em torno de nos” de acordo com o seus “valores morais”. O resultado foi a carnificina de um milhão de mortos no Iraque.
Os crimes de Blair não são inabituais. Desde 1945, uns 69 países – mais de um terço dos membros das Nações Unidas – sofreram alguns ou todos dos seguintes males. Foram invadidos, seus governos derrubados, seus movimentos populares suprimidos, suas eleições subvertidas e seus povos bombardeados. O historiador Mark Curtis estima a portagem da morte em milhões. Com a morte dos impérios europeus, este tem sido o projecto do liberal transportador de chamas, o “excepcional” Estados Unidos, cujo celebrado presidente “progressista”, John F. Kennedy, segundo nova investigação, autorizou o bombardeamento de Moscovo durante a crise cubana em 1962.

“Se temos de utilizar força”, disse Madeleine Albright, secretária de Estado dos EUA na administração liberal de Bill Clinton e hoje uma apaixonada activista de campanha pela sua esposa, “é porque nós somos a América. Nós somos a nação indispensável. Nós encaramos de frente. Nós vemos mais longe no futuro”.

Um dos mais horrendos crimes de Hillary Clinton foi a destruição da Líbia em 2011. Por sua insistência, e com apoio logístico americano, a NATO, lançou 9.700 “incursões de ataque” contra a Líbia, segundo seus próprios registos, dos quais mais de um terço foram destinados a alvos civis. Elas incluíam mísseis com ogivas de urânio. Ver as fotografias das ruínas de Misurata e Sirte, e as sepulturas em massa identificadas pela Cruz Vermelha. Ler o relatório da UNICEF sobre as crianças mortas, “a maior parte [delas] com menos de dez anos”.

No mundo académico anglo-americano, seguido servilmente pelos media liberais de ambos os lados do Atlântico, teóricos influentes conhecidos como “realistas liberais” têm desde há muito ensinado que imperialistas liberais – uma expressão que eles nunca utilizaram – são o mediadores da paz mundial e administradores de crises, ao invés de causa de crises. Eles evacuaram a humanidade do estudo das nações e congelaram-na com um jargão que serve o poder belicista. Preparando todas as nações para a autópsia, identificaram “estados fracassados” (países difíceis de explorar) e “estados vilões” (países resistentes à dominação ocidental).
Se o regime alvo é ou não uma democracia ou ditadura é irrelevante. No Médio Oriente, colaboradores do liberalismo ocidental desde há muito têm extremistas islâmicos, ultimamente a al-Qaeda, ao passo que noções cínicas de democracia e direitos humanos servem como cobertura retórica para a conquista e a destruição – como no Iraque, Afeganistão, Líbia, Síria, Iémen, Haiti, Honduras. Ver o cadastro público destes bons liberais Bill e Hillary Clinton. O cadastro deles é um padrão ao qual Trump mal pode ambicionar.



* Jornalista
O original encontra-se em johnpilger.com/articles/trump-and-clinton-censoring-the-unpalatable
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

www.odiario.info

Salários no topo cada vez mais desiguais



História. Álvaro Cunhal encerra a concentração do 1.º de Maio de 1974. Nessa data, a proporção de empregados era 60% homens, 40% mulheres. Hoje é quase metade/metade 

O mercado de trabalho mudou muito desde que Portugal aderiu à CEE. Primeiro Dia do Trabalhador foi comemorado há 42 anos

Nas últimas três décadas, as mulheres reforçaram a presença no mercado do trabalho e são hoje metade (49%) dos portugueses empregados. Esta evolução para a igualdade na "ocupação" dos empregos disponíveis não teve paralelo nas remunerações. Quando aceitam trabalhos pouco qualificados, eles e elas ganham praticamente o mesmo, mas nos cargos de topo ou altamente qualificados o caso muda de figura. Pior, em 30 anos, a disparidade aumentou, e muito.

Veja a infografia




Foquemo-nos em 1986. Por essa altura, praticantes e aprendizes (categoria a que pertencem os trabalhadores em lugares menos qualificados e de menor responsabilidade) ganhavam cerca de 2% menos do que colegas homens. Hoje, a diferença é de 5%. Mas quando se olha para o que sucedeu nos cargos de topo, os dados reunidos pela Pordata mostram que a diferença de remunerações entre uns e outras nos quadros superiores aumentou de 26% para 36% e nas profissões que exigem pessoas altamente qualificadas as mulheres ganham agora, em média, menos 19% do que os homens, contra uma diferença de 2% em 1986. "São diferenças assinaláveis e que nos devem fazer refletir", diz Maria João Valente Rosa, diretora da Pordata, da Fundação Manuel dos Santos, que apresenta hoje um estudo sobre a população empregada em Portugal. E no período em análise assistiu-se ao reforço da qualificação das mulheres.

Diferenças salariais à parte, Portugal tem mais 260 mil pessoas empregadas do que quando aderiu à CEE, para um total de 4548 mil trabalhadores. Que retrato se poderia tirar daqui se a população a trabalhar fosse reduzida a cem pessoas? Os resultados revelam que neste tempo se reforçou o número de trabalhadores por conta de outrem (com patrão) e de funcionários públicos: seriam 11 em 1986, mas hoje são 15 naquela centena. O aumento do trabalho dependente foi acompanhado de mais precarização nos vínculos laborais e de horários reduzidos (a tempo parcial). No caso dos part times, diz Maria João Valente Rosa, houve uma duplicação (de 5% para 13%), sendo o crescimento entre os homens o mais expressivo, apesar dos nossos 13% estarem abaixo da média de 20% da UE. Outro sinal dos tempos e da evolução demográfica está na participação dos mais jovens (15 aos 24 anos) no mercado de trabalho. Há 30 anos, 19 daqueles cem trabalhadores estariam nessa faixa etária, hoje são cinco. Tendência justificada pelo envelhecimento da população, taxa de desemprego e adiamento da entrada na vida ativa, com o prolongamento de estudos - o que mostra a aposta na qualificação.

Esta aposta é o caminho certo, mas a responsável da Pordata não tem dúvidas de que tem de ser reforçada e que Portugal tem ainda um longo caminho a percorrer. Os números ajudam a compreender: Portugal é o 6.º país da UE onde as pessoas trabalham mais horas (apenas na Grécia, Polónia, Malta, Letónia e Croácia a carga horária é mais musculada). Mas quando se olha para a tabela da produtividade, cai para a 20.º. Porque a quantidade não é sinónimo de qualidade, mas reflexo das baixas qualificações. Basta ver que 47% dos trabalhadores por conta de outrem têm apenas o 9.º ano (na UE são 17%) e que 58% dos empregadores não foram além desse nível de escolaridade.

www.dn.pt

LUTA, CONFRATERNIZA, DEBATE, ESCLARECE.

O capitalismo é incompatível com os interesses da classe operária e dos povos por isso é sempre URGENTE lutar !


Neste 1º de Maio CONFRATERNIZA, DEBATE, ESCLARECE, reforçando a unidade e solidariedade de classe, para uma frente única de todos os trabalhadores contra a ofensiva do capital e das políticas neo liberais e fascistas .

POESIA MATEMÁTICA, por MILLÔR FERNANDES.

by joaompmachado
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(1923 - 2012)







Poesia Matemática - IPoesia Matemática - II

Fonte: http://www.releituras.com/millor_poesia.asp

aviagemdosargonautas.net

VIVA O 1º DE MAIO