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quinta-feira, 29 de novembro de 2012


Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012

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O  mundo é o meu instante imenso, a ponte, o grande céu, as genitais em escarpas… o abismo, que nas manhãs respondidas se incrusta nos meus orgãos doces__________ repousando, logo ali, o terrível sangue, deslumbrante,  húmido, oculto, denso, afiando  toda a minha carne em solidão e montes, radiando soberbo  as madeiras e o deitado ferro, perfurando-me as internas noites que  oiço gritar, aqui, dentro.  No progredir do ar coagulado, acetilene. Entre linhas arquejantes de dentro de um pavor que me consome e me veste em laçadas, os dias e a dilatação de um destino ao qual estremeço.

luisa demetrio raposo
in cassiopeia e o jardim separado

Carta aberta a Passos Coelho na íntegra

Cidadãos dos mais diversos quadrantes da sociedade entregaram hoje ao primeiro-ministro e ao Presidente da República uma carta em que exigem a alteração das políticas do Governo ou a demissão do primeiro-ministroLeia aqui a carta na íntegra.

 Quinta feira, 29 de novembro de 2012
Carta aberta a Passos Coelho na íntegra

"Exmo. Senhor Primeiro-Ministro,
Os signatários estão muito preocupados com as consequências da política seguida pelo Governo.
À data das últimas eleições legislativas já estava em vigor o Memorando de Entendimento com a Troika, de que foram também outorgantes os líderes dos dois Partidos que hoje fazem parte da Coligação governamental.
O País foi então inventariado à exaustão. Nenhum candidato à liderança do Governo podia invocar desconhecimento sobre a situação existente. O Programa eleitoral sufragado pelos Portugueses e o Programa de Governo aprovado na Assembleia da República, foram em muito excedidos com a política que se passou a aplicar. As consequências das medidas não anunciadas têm um impacto gravíssimo sobre os Portugueses e há uma contradição, nunca antes vista, entre o que foi prometido e o que está a ser levado à prática.
Os eleitores foram intencionalmente defraudados. Nenhuma circunstância conjuntural pode justificar o embuste.
Daí também a rejeição que de norte a sul do País existe contra o Governo. O caso não é para menos. Este clamor é fundamentado no interesse nacional e na necessidade imperiosa de se recriar a esperança no futuro. O Governo não hesita porém em afirmar, contra ventos e marés, que prosseguirá esta política - custe o que custar - e até recusa qualquer ideia da renegociação do Memorando.
Ao embuste, sustentado no cumprimento cego da austeridade que empobrece o País e é levado a efeito a qualquer preço, soma-se o desmantelamento de funções essenciais do Estado e a alienação imponderada de empresas estratégicas, os cortes impiedosos nas pensões e nas reformas dos que descontaram para a Segurança Social uma vida inteira, confiando no Estado, as reduções dos salários que não poupam sequer os mais baixos, o incentivo à emigração, o crescimento do desemprego com níveis incomportáveis e a postura de seguidismo e capitulação à lógica neoliberal dos mercados.
Perdeu-se toda e qualquer esperança.
No meio deste vendaval, as previsões que o Governo tem apresentado quanto ao PIB, ao emprego, ao consumo, ao investimento, ao défice, à dívida pública e ao mais que se sabe, têm sido, porque erróneas, reiteradamente revistas em baixa.
O Governo, num fanatismo cego que recusa a evidência, está a fazer caminhar o País para o abismo.
A recente aprovação de um Orçamento de Estado iníquo, injusto, socialmente condenável, que não será cumprido e que aprofundará em 2013 a recessão, é de uma enorme gravidade, para além de conter disposições de duvidosa constitucionalidade. O agravamento incomportável da situação social, económica, financeira e política, será uma realidade se não se puser termo à política seguida.
Perante estes factos, os signatários interpretam - e justamente - o crescente clamor que contra o Governo se ergue, como uma exigência, para que o Senhor Primeiro-Ministro altere, urgentemente, as opções políticas que vem seguindo, sob pena de, pelo interesse nacional, ser seu dever retirar as consequências políticas que se impõem, apresentando a demissão ao Senhor Presidente da República, poupando assim o País e os Portugueses ainda a mais graves e imprevisíveis consequências.
É indispensável mudar de política para que os Portugueses retomem confiança e esperança no futuro.
PS: da presente os signatários darão conhecimento ao Senhor Presidente da República.
Lisboa, 29 de Novembro de 2012"
MÁRIO SOARES ADELINO MALTEZ (Professor Universitário-Lisboa) ALFREDO BRUTO DA COSTA (Sociólogo) ALICE VIEIRA (Escritora) ÁLVARO SIZA VIEIRA (Arquiteto) AMÉRICO FIGUEIREDO (Médico) ANA PAULA ARNAUT (Professora Universitária-Coimbra) ANA SOUSA DIAS (Jornalista) ANDRÉ LETRIA (Ilustrador) ANTERO RIBEIRO DA SILVA (Militar Reformado) ANTÓNIO ARNAUT (Advogado) ANTÓNIO BAPTISTA BASTOS (Jornalista e Escritor) ANTÓNIO DIAS DA CUNHA (Empresário) ANTÓNIO PIRES VELOSO (Militar Reformado) ANTÓNIO REIS (Professor Universitário-Lisboa) ARTUR PITA ALVES (Militar reformado) BOAVENTURA SOUSA SANTOS (Professor Universitário-Coimbra) CARLOS ANDRÉ (Professor Universitário-Coimbra) CARLOS SÁ FURTADO (Professor Universitário-Coimbra) CARLOS TRINDADE (Sindicalista) CESÁRIO BORGA (Jornalista) CIPRIANO JUSTO (Médico) CLARA FERREIRA ALVES (Jornalista e Escritora) CONSTANTINO ALVES (Sacerdote) CORÁLIA VICENTE (Professora Universitária-Porto) DANIEL OLIVEIRA (Jornalista) DUARTE CORDEIRO (Deputado) EDUARDO FERRO RODRIGUES (Deputado) EDUARDO LOURENÇO (Professor Universitário) EUGÉNIO FERREIRA ALVES (Jornalista) FERNANDO GOMES (Sindicalista) FERNANDO ROSAS (Professor Universitário-Lisboa) FERNANDO TORDO (Músico) FRANCISCO SIMÕES (Escultor) FREI BENTO DOMINGUES (Teólogo) HELENA PINTO (Deputada) HENRIQUE BOTELHO (Médico) INES DE MEDEIROS (Deputada) INÊS PEDROSA (Escritora) JAIME RAMOS (Médico) JOANA AMARAL DIAS (Professora Universitária-Lisboa) JOÃO CUTILEIRO (Escultor) JOÃO FERREIRA DO AMARAL (Professor Universitário-Lisboa) JOÃO GALAMBA (Deputado) JOÃO TORRES (Secretário-Geral da Juventude Socialista) JOSÉ BARATA-MOURA (Professor Universitário-Lisboa) JOSÉ DE FARIA COSTA (Professor Universitário-Coimbra) JOSÉ JORGE LETRIA (Escritor) JOSÉ LEMOS FERREIRA (Militar Reformado) JOSÉ MEDEIROS FERREIRA (Professor Universitário-Lisboa) JÚLIO POMAR (Pintor) LÍDIA JORGE (Escritora) LUÍS REIS TORGAL (Professor Universitário-Coimbra) MANUEL CARVALHO DA SILVA (Professor Universitário-Lisboa) MANUEL DA SILVA (Sindicalista) MANUEL MARIA CARRILHO (Professor Universitário) MANUEL MONGE (Militar Reformado) MANUELA MORGADO (Economista) MARGARIDA LAGARTO (Pintora) MARIA BELO (Psicanalista) MARIA DE MEDEIROS (Realizadora de Cinema e Atriz) MARIA TERESA HORTA (Escritora) MÁRIO JORGE NEVES (Médico) MIGUEL OLIVEIRA DA SILVA (Professor Universitário-Lisboa) NUNO ARTUR SILVA (Autor e Produtor) ÓSCAR ANTUNES (Sindicalista) PAULO MORAIS (Professor Universitário-Porto) PEDRO ABRUNHOSA (Músico) PEDRO BACELAR VASCONCELOS (Professor Universitário-Braga) PEDRO DELGADO ALVES (Deputado) PEDRO NUNO SANTOS (Deputado) PILAR DEL RIO SARAMAGO (Jornalista) SÉRGIO MONTE (Sindicalista) TERESA PIZARRO BELEZA (Professora Universitária-Lisboa) TERESA VILLAVERDE (Realizadora de Cinema) VALTER HUGO MÃE (Escritor) VITOR HUGO SEQUEIRA (Sindicalista) VITOR RAMALHO (Jurista) - que assina por si e em representação de todos os signatários)


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/carta-aberta-a-passos-coelho-na-integra=f770322#ixzz2Dd5oW3vw

Idade Média

Idade Média
por Jorge Cadima
 


A nova guerra de Israel contra Gaza foi – como em 2009 – um massacre de civis. Por muito que a comunicação social fale dos «rockets sobre Israel», um tenebroso balanço não deixa margem para dúvidas sobre quem são as reais vítimas. De 163 mortos, 156 são palestinos. Destes, 104 eram civis, incluindo 33 crianças e 3 jornalistas (Comité Palestino para os Direitos Humanos, www.pchrgaza.org). O número de feridos palestinos ultrapassou o milhar. O sangue derramado soube a pouco em Israel. O ministro do Interior Eli Yishai declarou durante os bombardeamentos que «o objectivo da operação é fazer Gaza regressar à Idade Média» (notícias em directo do Haaretz e BBC, 17.11.12). O Ministro dos Transportes pediu para «Gaza ser bombardeada tão intensamente que a população tenha de fugir para o Egipto» e um deputado do Knesset afirmou aos soldados: «Não há inocentes em Gaza. Não deixem que um qualquer diplomata que queira fazer boa figura no mundo ponha em perigo as vossas vidas: ceifem-nos!» (RT, 20.11.12).
 
O filho do ex-primeiro-ministro Ariel Sharon (um criminoso de guerra responsável – entre outros – pelo massacre de muitas centenas de palestinos nos campos de Sabra e Chatila em 1982) escreveu num editorial no Jerusalem Post (18.11.12): «Os residentes de Gaza não são inocentes, elegeram o Hamas. […] Temos de arrasar bairros inteiros de Gaza. Reduzir toda Gaza a escombros. Os americanos não pararam em Hiroshima – os japoneses não se rendiam o suficientemente depressa e por isso atacaram Nagasáqui também». É difícil imaginar que tantas barbaridades criminosas fossem ditas noutro qualquer país sem alarido. Mas Israel goza de um estatuto de impunidade ímpar. Pode comportar-se como se vivesse na Idade Média e continuar a ser tratado como um país normal.


Longe das manchetes e dos telejornais, até se confessam algumas verdades. O New York Times (NYT, 14.11.12) escreve: «Desde então [2009] o Hamas respeitou um cessar-fogo informal, embora frágil, e por vezes procurou também obrigar grupos militantes mais pequenos a respeitá-lo. Mas nos meses mais recentes, sob pressão de parte da população de Gaza [que se queixava] de não haver resposta a mortíferos ataques aéreos israelitas, o Hamas tinha reivindicado a participação nalguns lançamentos de rockets». Vale a pena recordar as palavras do general israelita Moshe Dayan (NYT, 11.5.97) relatando antecedentes da ocupação por Israel, em 1967, dos Montes Golã sírios (ainda hoje ocupados): «Sei como começaram pelo menos 80% dos conflitos na zona. Na minha opinião mais de 80%, mas digamos 80%. Nós enviávamos um tractor para arar um terreno […] na zona desmilitarizada [da fronteira] e já sabíamos que os sírios iriam disparar. Se não disparassem, dizíamos ao tractor para avançar mais, até que os sírios se irritavam e disparavam. Aí utilizávamos a artilharia e depois também a aviação. Era assim». Palavra de general israelita...


A verdade incontornável é que hoje mesmo – 29 de Novembro – passam 65 anos que a ONU decretou a criação de dois estados em território palestino: um judaico e outro árabe. O primeiro foi logo criado, através duma limpeza étnica – para usar o título dum livro sobre a Nakba de 1948 do historiador israelita no exílio Ilan Pappe.

 
O segundo, passadas seis décadas e meia, continua a ser objecto de vagas promessas, resoluções da ONU nunca cumpridas, acordos sucessivamente violados – e mais limpezas étnicas. Até mesmo o pedido de reconhecimento da Palestina como Estado não-membro (sic) da ONU (o estatuto do Vaticano) – que hoje vai a votos na Assembleia Geral – merece a recusa de Israel e do seu patrão norte-americano.
 
Os dirigentes das potências imperialistas e da comunicação social ao seu serviço não se cansam de repetir que Israel tem «direito à segurança» e a «defender-se». Mas os palestinos parece que não. Apenas lhes reservam o «direito» de morrer em silêncio. Novos ataques contra Gaza se seguirão. E não só. O NYT (22.11.12) titula: «Para Israel, o conflito de Gaza é um teste para um confronto com o Irão». E a julgar pelos tambores de guerra anunciando uma escalada da NATO nas fronteiras da Síria, não é só Israel que quer trazer de volta a Idade Média.
 
 
Fonte: Avante  www.avante.pt

OMafarrico

ANTI- PASOS COELHO - JOVENS CANTAM - VOCÊS NÃO QUEREM SABER DE NÓS


LÓGICA COELHISTA



Entrevista 
Passos anuncia 'morte' da escola pública
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, admitiu, esta quarta-feira à noite, em entrevista à TVI, que os cortes de 4 mil milhões de euros no Estado social, poderão passar, entre outras medidas, pelo fim da Educação gratuita, adoptando-se, para o efeito, "um sistema de co-pagamentos".
POLÍTICA
Passos anuncia 'morte' da escola pública
DR
Que o Governo iria proceder a cortes de 4 mil milhões de euros nas funções sociais do Estado, já era do domínio público. O que ainda não se sabia é de que forma vai o Executivo levar a cabo esta medida e, sobretudo onde, em que áreas.
Ora, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho deu esta quarta-feira a entender, no âmbito da entrevista que concedeu à TVI, que a área da Educação será um dos principais alvos da ‘tesourada’ que o Estado social vai levar. Desta feita, e à semelhança do que sucede no Ensino Superior, toda a educação poderá deixar de ser gratuita.
"Nós temos uma Constituição, como sabe, que trata o esforço do lado da Educação de uma forma diferente da do lado da Saúde. Isso dá-nos aqui alguma margem de liberdade na área da Educação para poder ter um sistema de financiamento mais repartido entre os cidadãos e a parte fiscal directa, que é assegurada pelo Estado”, sublinhou Pedro Passos Coelho.
Se de facto a Constituição não é um entrave para que a Educação passe a ser transversalmente paga, tudo indica que o modelo de propinas possa vir a ser aplicado à escola pública, através da introdução de co-pagamentos nos níveis de ensino que até aqui eram gratuitos.


A Saúde e as pensões serão outras das áreas visadas nos cortes previstos, até porque, fez sobressair o primeiro-ministro, “70% da nossa despesa é com pessoal e prestações sociais”.
O líder do Executivo partilhou ainda que terá solicitado à troika três meses adicionais, isto é até ao Verão de 2013, por forma a negociar as medidas e auscultar propostas alternativas caso sejam apresentadas.

FOTOGALERIA 25 FOTOS - ESTIVADORES HOJE EM MANIFESTAÇÃO EM LISBOA - COM VÁRIOS REPRESENTANTES DE SINDICATOS ESTRANGEIROS E ACOMPANHADOS DE SUAS MULHERES OS ESTIVADORES CONTINUAM A LUTA.


























do blog EPHEMERA